Programa Renovabio

Biocombustível: Governo vai estimular a produção

Segundo Félix, o objetivo é garantir a expansão da produção baseada na previsibilidade, compatível com o crescimento do mercado e em harmonia com os compromissos brasileiros assumidos na COP21.

Deputado estadual Aluísio Lessa (PSB) é o presidente da Comissão de Desenvolvimento da AlepeDeputado estadual Aluísio Lessa (PSB) é o presidente da Comissão de Desenvolvimento da Alepe - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

 

O Ministério de Minas e Energia (MME) deu início ao programa RenovaBio, no qual o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Márcio Félix, vai ouvir todas as figuras do setor de biocombustíveis para entender as necessidades dos produtores e definir o papel que os combustíveis limpos podem exercer até 2030.

Segundo Félix, o objetivo é garantir a expansão da produção baseada na previsibilidade, compatível com o crescimento do mercado e em harmonia com os compromissos brasileiros assumidos na COP21.
No caso do etanol, algumas empresas produtoras vêm sofrendo com a política de preços da Petrobras praticada desde 2009, que reteve o preço da gasolina com o objetivo de segurar a inflação e diminuiu a competitividade do etanol, além de forte endividamento, que resultou no fechamento de usinas em todo o País.

O programa vai discutir maneiras de melhorar a situação do setor sem a concessão de incentivos fiscais. O ministério já ouviu algumas entidades representantes e, após se reunir com todas, vai realizar também uma consulta pública para então decidir os passos que serão dados.
O presidente do Sindicato da Indústria e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, vê com bons olhos a iniciativa e lembrou das dificuldades do setor. “O ministério sinaliza ampliar seu leque de atuações, não se restringindo apenas à energia elétrica, mas passando a ter um foco na energia veicular”, disse.

“O etanol tem sofrido muito com uma agenda que nunca resultou em preços de remuneração ao produtor superiores ao custo de produção, portanto é imprescindível para a continuidade da existência do combustível limpo uma atualização do seu papel na matriz energética”, acrescentou.
Ele também destacou a necessidade de previsibilidade para quem produz. “É preciso que haja previsibilidade e que o etanol passe a ter uma política estruturante que acarrete preços acessíveis para o consumidor e remuneração ao produtor com margem positiva, a fim de que se continue investindo na produção. O setor de etanol chegou a um ponto que precisa gerar margem para poder continuar produzindo a energia limpa”, comentou.

 

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