Confiança do consumidor na economia aumenta pela segunda vez consecutiva
Confiança do consumidor na economia aumenta pela segunda vez consecutivaFoto: Wilson Dias/Agência Brasil

O consumidor voltou a ter confiança na economia. Pelo menos é o que indica pesquisa feita pelos Dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que registrou um crescimento de 3,47% no Indicador de Confiança do Consumidor (ICC). O percentual revela que houve um aumento do índice pela segunda vez consecutiva, que atingiu em agosto 42,4 pontos e em julho 41, 0 pontos. Mas apesar do pequeno avanço, por não ter superado os 50 pontos, ainda é notória a diferença entre o sentimento de confiança e o de pessimismo dos consumidores.

As incertezas do cenário eleitoral somadas à tímida recuperação da economia seguem afetando a confiança dos brasileiros, mesmo com a melhora do indicador no último mês, de acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, que também ressaltou a questão do emprego e da renda como variáveis essenciais na formação da confiança.

O ICC - composto pelos subindicadores de Percepção do Cenário Atual e o de Expectativas para o Futuro - apontou quem em agosto o Indicador de Percepção do Cenário Atual obteve a marca de 29,8 pontos, enquanto o Indicador de Expectativas pontuou 55,0, mantendo-se acima dos 50 pontos desde o início da série, exceto em junho deste ano, quando chegou a 48,6 resultado da greve dos caminhoneiros.

Acompanhe o gráfico:

Gráfico ICC

Gráfico ICC - Crédito: Divulgação

Em termos percentuais, a sondagem revela que 81% dos consumidores consideram ruim o desempenho da economia no momento atual. Outros 17% acham o cenário regular e apenas 1% avaliam que o quadro é bom. A principal queixa entre os que fazem uma avaliação negativa do cenário econômico é o desemprego, mencionado por 73% desses consumidores. Em seguida, aparecem a percepção de que os preços estão elevados (58%) e as altas taxas de juros (36%).

Essa percepção negativa também impacta a própria vida financeira dos brasileiros: 41% consideram sua situação financeira ruim. Já 49% afirmam que as finanças se mantêm regular e 10% dizem que estão boas. Para os que que mencionaram enfrentar aperto, o elevado custo de vida é o principal motivo para essa percepção negativa, citado por metade desses consumidores (50%). Entre outras razões apontadas estão o desemprego (43%), a queda da renda familiar (27%), a perda de controle financeiro (10%) e os imprevistos (10%).

Já para os poucos que enxergam o momento atual de sua vida financeira como bom ou ótimo, o controle das finanças teve papel fundamental — mencionado por 65%. Também foram citados aspectos, como posse de uma reserva financeira (22%), aumento dos rendimentos (19%), aumento da renda familiar (16%) e conquista recente de um novo emprego (9%).

Pessimismo
Quando questionados sobre as perspectivas para a economia nos próximos seis meses, 35% mostraram-se pessimistas e 42% disseram não estar nem otimista nem pessimista. Apenas 18% afirmaram estar otimistas. Entre os pessimistas, 57% ressaltaram que a corrupção é o principal motivo da expectativa negativa de recuperação do cenário econômico.

O clima de otimismo é melhor ao avaliarem sobre o que esperam para o futuro da própria vida financeira. A sondagem revela que mais da metade (58%) tem boas expectativas para os próximos meses. Os pessimistas, por sua vez, somaram 8%, enquanto 29% não têm expectativas nem boas nem ruins.

A sondagem também chama a atenção para o custo de vida, apontado por 49% dos entrevistados como o principal peso sobre o orçamento familiar. O endividamento é um fator que se destaca, mencionado por 17%, seguido do desemprego e a queda dos rendimentos mensais (10%). Essa percepção sobre o custo de vida reflete, mesmo com a queda da inflação, a perda de renda real durante o período mais agudo da crise.

Já sobre evolução de preços, 92% notaram aumento das contas de luz na comparação entre agosto e julho. Para 90%, a alta foi percebida no valor dos produtos vendidos nos supermercados e 86% viram os preços dos combustíveis dispararem. Na sequência, aparecem os itens de vestuário (70%), bares e restaurantes (68%) e telefonia (65%).

Pesquisa
Foram entrevistados 800 consumidores que responderam a quatro questões principais: a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da economia; a avaliação sobre a própria vida financeira; a percepção sobre o futuro da economia e a percepção sobre o futuro da própria vida financeira. O Indicador e suas aberturas mostram que há confiança quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica falta de confiança.

A análise do Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) pode ser visualizada no endereço

https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Inadimplência no Brasil cresceu pelo 11º mês consecutivo
Inadimplência no Brasil cresceu pelo 11º mês consecutivoFoto: Bruno Campos/arquivo folha

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) constatam que o número de inadimplentes no Brasil aumentou em 3,63% no último mês de agosto – percentual que confirma que o crescimento dos endividados chegou ao 11º consecutivo na comparação anual. Em número absoluto são cerca de 62,9 milhões de brasileiros que estão com restrições no Cadastro de Pessoa Física (CPF). Disso decorrem as dificuldades de crédito para, por exemplo, ter financiamentos aprovados ou realizar compras no crediário.

Contudo, se na comparação anual houve um aumento de brasileiros com contas atrasadas, na comparação mensal a inadimplência apresentou ligeira queda. Na passagem de julho para agosto, sem ajuste sazonal, diminuiu em -0,71% a quantidade de pessoas inadimplentes. É a segunda queda mensal seguida observada pelo SPC Brasil.

Na opinião do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, apesar de o pequeno recuo nos últimos 30 dias, a inadimplência segue elevada. E a reversão desse quadro passa por uma aceleração da atividade econômica, em especial, do emprego e renda, que são os fatores que mais pesam para a confiança do consumidor.

Regiões

A pesquisa por Região traz a informação de que a inadimplência avançou de forma generalizada. Mas é no Sudeste que o crescimento foi maior (10,52%) com 49% da população adulta com pendências financeiras. Já a Região Norte vem em seguida com 3,76%, Nordeste (3,22%), Sul (2,67%) e Centro-Oeste (1,87%).

Ainda de acordo com os dados, proporcionalmente, a Região que concentra o maior número de inadimplentes é o Norte: 49% da sua população adulta está com o CPF restrito, o que representa 5,9 milhões de consumidores negativados. A segunda Região mais inadimplente é o Nordeste, que tem 43% dos adultos com contas em atraso ou 17,4 milhões de consumidores com restrições ao crédito. No Centro-Oeste são 5 milhões de inadimplentes (42% da população adulta local), no Sudeste há um total de 26,1 milhões de negativados (39% dos residentes acima de 18 anos) e no Sul, aproximadamente 8,5 milhões de pessoas com pendências financeiras (37% da população adulta).

Idosos

Outro indicador revela que é entre a população mais velha que se observa o aumento mais acentuado da inadimplência. Na comparação entre agosto de 2018 com agosto de 2017 aumentou em 9,56% a quantidade de inadimplentes com idade de 65 a 84 anos. Considerando apenas os brasileiros de 50 a 64 anos, a alta foi de 6,26%, enquanto na população de 40 a 49 anos, houve um aumento de 4,77% no número de negativados. Entre os consumidores de 30 a 39 anos, a alta da inadimplência foi de 1,69% em agosto.

A inadimplência apresentou queda somente entre os mais jovens. Considerando a população de 18 a 24 anos, houve um recuo considerável de -23,20%, ao passo que entre os brasileiros de 25 a 29 anos, a queda foi de -5,63%.

Para Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, o comportamento distinto entre as faixas etárias é reflexo da entrada tardia dos jovens no mercado de trabalho e também da permanência prolongada dos idosos como força produtiva do país. Já entre os idosos, avalia ele, a renda mais curta nessa faixa etária e o aumento expressivo de gastos com saúde, por exemplo, podem desajustar o orçamento.

Em números absolutos, a maior parte dos inadimplentes está compreendida na faixa dos 30 aos 39 anos: são 17,9 milhões de pessoas nesse momento da vida que não conseguem honrar seus compromissos financeiros. Considerando a população de 40 a 49 anos, são 14,1 milhões de inadimplentes e outros 13 milhões que possuem de 50 a 64 anos. Na população idosa, que vai dos 65 aos 84 anos, são 5,4 milhões que estão com o CPF restrito. Na população mais jovem, os números também são expressivos: 7,8 milhões de inadimplentes com idade de 25 a 29 anos e 4,5 milhões com contas atrasadas que têm de 18 a 24 anos.

Pesquisa

As informações disponíveis fazem referência a capitais e interior das 27 Unidades da Federação (UF’s). A pesquisa completa pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.

Pelo menos 48% dos usuários de cartão de crédito ficaram negativados por não pagarem a fatura
Pelo menos 48% dos usuários de cartão de crédito ficaram negativados por não pagarem a faturaFoto: Reprodução/Internet

Exceder o orçamento com o uso do crédito não é incomum entre os consumidores, ao contrário, é cada vez mais recorrente a inadimplência nesse tipo de compra. Pelo menos é o que aponta pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que trouxe os dados de que 58% dos consumidores que recorreram ao crediário no último ano já ficaram negativados por atrasar prestações e 48% dos usuários de cartão de crédito por não pagarem a fatura. Já o cheque especial (30%) foi a modalidade que menos deixou quem utiliza o serviço com nome sujo.

O levantamento mostra também que antes de contratar crédito, parte de seus usuários costumam analisar as tarifas e os juros praticados ao fazer um financiamento (71%) ou contrair um empréstimo (70%). Enquanto 45% ignoram as taxas do cheque especial e três entre dez (30%) reconhecem que não avaliam os encargos do cartão de crédito na hora de aceitar uma proposta.

Ao serem questionados sobre quais gastos controlam entre as modalidades utilizadas, 85% afirmam que ficam de olho no cheque pré-datado, 77% nas parcelas do  financiamento e 75% do empréstimo. Ao mesmo tempo, o crediário (31%) e o cartão de crédito (30%) são os instrumentos que têm menor atenção.

Aumento do limite

Um comportamento que pode ter sérias consequências financeiras para os consumidores é o de aceitar cartões de crédito oferecidos por bancos ou lojas sem avaliar sua real necessidade. De acordo com a pesquisa, quatro em cada dez brasileiros (41%) dizem sim a ofertas de cartões de crédito de bancos ou lojas. Ao receber contato de instituições ou empresas oferecendo cartões, 15% aceitam somente se tiver isenção de anuidade e outros 15% se de fato precisarem, enquanto 7% apenas porque gostam de ter crédito disponível e 3% acabam contratando sem sequer avaliar sua real necessidade.

Já o percentual dos que aceitam propostas de instituições para aumentar o limite de cheque especial é de 37%. Quando recebem ofertas de bancos para limite maior do cheque ou crédito extra, 19% concordam apenas se houver necessidade, 14% para ter “crédito disponível caso precisem” e 4% aceitam a proposta sem avaliar se precisam. No entanto, 32% dispensam a oferta por afirmar não existir necessidade de crédito ― especialmente os homens (36%) e consumidores com mais de 55 anos (52%).

A pesquisa mostra ainda que o cartão de crédito lidera o ranking dos instrumentos de crédito mais utilizados no último ano, com 67% das menções. Em segundo lugar surge o crediário, como carnês, boletos e cartões de loja (27%). Na sequência aparecem o limite do cheque especial (17%), o empréstimo consignado em bancos (14%) e o empréstimo pessoal em bancos (12%).

Pesquisa

A pesquisa ouviu 910 consumidores em todas as regiões brasileiras, entre homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e de todas as classes sociais. A pesquisa pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Livros usados são alguns dos itens preferidos pelo consumidor que quer economizar
Livros usados são alguns dos itens preferidos pelo consumidor que quer economizarFoto: Flickr

Adquirir produtos usados ou como são mais conhecidos, os de ‘segunda mão’, é uma boa alternativa para quem quer economizar na hora das compras. E não são poucas as pessoas que utilizam esse meio para poupar o bolso. Pelo menos é o que aponta pesquisa realizada com consumidores em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) que mostra, inclusive, um ranking de quais são os objetos usados mais adquiridos ao longo dos últimos doze meses.

Encabeçando a lista estão os livros, comprados por 54% das pessoas e os automóveis e motos, obtidos por 43% dos consumidores. Seguem entre os ‘mais queridos’ os eletrônicos e os imóveis, ambos com 38% da predileção e os smartphones e eletrodomésticos empatam em 36%. A maioria dos entrevistados acredita que não é preciso comprar um produto novo para estar satisfeito com o seu uso.

A pesquisa ainda revela que há um bom número de pessoas que deseja se desfazer de objetos pessoais e ainda lucrar com isso. Os bens pessoais que os entrevistados mais colocaram à venda nesse período foram os eletrônicos (40%), smartphones (40%), automóveis (39%), móveis (36%) e eletrodomésticos (36%). Há ainda um terço (33%) de consumidores que decidiram se desfazer de roupas e acessórios.

Por outro lado, 81% dos entrevistados que compraram utensílios para cozinha ou itens de cama, mesa e banho acreditam ser mais vantajoso adquirir o produto novo diretamente na loja do que um já usado por outra pessoa. O mesmo vale para smartphones (66%), eletrodomésticos, como geladeira, fogão e TV (66%) e roupas e acessórios (65%).

Poupar

A oportunidade de diminuir gastos e poupar é um dos objetivos da maioria das pessoas que optam pela aquisição de produtos usados. Dentre os que compraram ou venderam produtos usados nos últimos 12 meses, 65% calcularam a economia proporcionada, sendo 41% no caso da compra e 24% com a venda. Entre esses, nove (92%) em cada dez consumidores acreditam que a economia de dinheiro com a compra de usados foi significativa para o bolso. Os sites ou aplicativos especializados e o contato com amigos e conhecidos se destacam entre os principais locais para compra e venda de usados.

Pesquisa 

A pesquisa ouviu 824 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, capitais do país e acima de 18 anos. A íntegra da pesquisa pode ser acessada em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Planejamento é essencial para controle das finanças pessoais
Planejamento é essencial para controle das finanças pessoaisFoto: Pixabay

Pelo menos 35% dos brasileiros afirmam que a renda é insuficiente para pagar as contas em dia e 46% disseram que não falta dinheiro, mas também não sobra com a renda que possuem e apenas 13% dizem estar com as contas no azul, sobrando para as compras ou investimentos. Esses são os dados de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), na última quinta-feira (6).

O levantamento revelou também que dois em cada dez consumidores tiveram o acesso ao crédito negado nas compras a prazo no mês de julho, tendo como principais motivos a falta de comprovação de renda e recursos insuficientes.

Para o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, esses números refletem o fato de a maioria dos brasileiros viverem dentro de um padrão de vida acima daquele que o orçamento lhes permite. A orientação é que, logo que receber o salário, a pessoa já retire a quantia mensal necessária para a realização dos sonhos, colocando o montante na melhor opção de investimento de acordo com o prazo.

Muitos hábitos podem levar ao descontrole financeiro. Veja abaixo quais são eles e como fazer para evitá-los:

1 - Falta de planejamento: As pessoas não sabem para onde vai seu dinheiro, não possuem controle. As pessoas não se dão conta que o descontrole financeiro não acontece nos grandes gastos, mas sim nos pequenos. Para evitar que isso ocorra, o correto é o preenchimento de uma caderneta diária de todos os gastos, que chamamos de apontamento, e realizar uma planilha mensal por três meses, conhecendo os seus verdadeiros números.

2 - Comprar por impulso: Algumas perguntas devem ser feitas antes de fazer uma compra, como: estou comprando por necessidade real ou movido(a) por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas? O acúmulo de parcelas colocará em risco a realização dos sonhos que priorizei com a família? Também é importante pesquisar o melhor preço em pelo menos três lojas diferentes, entre físicas e virtuais, para pagar menos e conseguir descontos.

3 - Ter o hábito de parcelar: Este é um hábito cultural do brasileiro, por isso, ao agir dessa maneira, as pessoas não percebem que estão se endividando. Para piorar, muitas vezes, o consumidor se esquece de colocar esses valores no orçamento, o que pode comprometer seriamente as finanças. Caso seja fundamental parcelar, deverá constar no orçamento mensal da pessoa, que sempre que receber seus rendimentos separará parte do valor para pagar essa dívida. Também é interessante ter uma poupança paralela, para que, em caso de imprevistos, tenha como arcar com esses valores.

4 - Pagar sem questionar: Todo produto ou serviço é cobrado com larga margem de lucro, portanto é sempre válido pedir descontos, especialmente se estiver pagando à vista. Muitos têm vergonha ou receio, portanto negociar valores deve se tornar um hábito em 2018, pois é preciso aprender a valorizar o dinheiro. É importante também sempre rever os pacotes que contrata, como de TV a cabo, internet e planos de celular, pois é comum que haja itens que paga mas não utiliza. É interessante estar sempre de olho na concorrência, pois muitas vezes há pacotes mais completos e mais baratos.

5 - Abusar do crédito fácil: Buscar ferramentas de crédito fácil, como empréstimos, crediários, financiamentos, limite do cheque especial e pagar o mínimo de cartão de crédito são formas comuns de endividamento. O mercado oferece milhares de produtos de fácil acesso, contudo, os juros cobrados são abusivos e fazem com que a inadimplência se torne alta. A solução é evitar esses meios, buscando se educar financeiramente e mudando o comportamento errôneo em relação a lida com o dinheiro. No caso de cartão de crédito, o ideal é ter só um e, em caso de descontrole, até mesmo eliminar. Também é interessante não ter limite de cheque especial.

6 - Não pensar no futuro: Muitos não têm o hábito de se preparar para o futuro mas, especialmente agora com as mudanças na aposentadoria pelo INSS, é importante rever essa atitude. O primeiro passo é pensar no padrão de vida que deseja ter após se aposentar, lembrando que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o INSS, a quantia recebida dificilmente será suficiente. Muitos brasileiros se aposentam e precisam continuar trabalhando ou dependem da ajuda financeira de parentes. Lembre que o quanto antes você pensar em seu futuro, mais fácil será para poupar dinheiro e atingir a quantia desejada. Para descobrir o número da sua aposentadoria, preencha a planilha com a fórmula para a independência financeira.

7 - Só poupar se sobrar: Muitos brasileiros não conseguem poupar dinheiro porque deixam para fazer isso apenas se sobrar no final do mês. Portanto, em 2018, é imprescindível começar a praticar um orçamento financeiro diferente, que priorize os sonhos e não as despesas. Ao invés de fazer Ganhos (-) Gastos = Lucro/Prejuízo, faça Ganhos (-) Sonhos (-) Gastos. Dessa forma, a poupança para os sonhos será a prioridade e os gastos serão readequados, mudando o padrão de vida em beneficio da conquista dos sonhos da família. Apesar de ser muito importante, a realização dos sonhos tende a ser deixada em segundo plano; isso precisa mudar, começando pelas atitudes. Não adianta agir da mesma maneira sempre, esperando ter um ano diferente.

8 - Não sonhar: Não ter planos para o futuro e, consequentemente, poupanças para conquista-los, leva ao consumismo de forma pouco pensada. Vejo que a grande maioria abandonou o hábito de sonhar. Para sair deste problema, é recomendável fazer um exercício simples: refletir sobre o que se quer em curto prazo (nos próximos doze meses), no médio (entre um e dez anos) e no longo prazo (a partir de dez anos). Tendo isso estabelecido, deve cotar os valores e destinar parte de seu dinheiro para esse fim. Com os sonhos sempre em mente, será muito mais difícil cair nas armadilhas do consumismo e do crédito fácil.

9 - Buscar status social: Acreditar que consumir é importante para ser aceito socialmente faz com que as pessoas comprem sem ter condições. Isso porque acreditam que possuir alguma coisa é o que fará a diferença para os outros, e não o que ela realmente é. O consumo dessa maneira irá apenas suprir a dificuldade de relacionamento interpessoal. A solução para esta questão é ter objetivos claros e perceber que é muito mais importante ter conteúdo do que ter produto.

10 - Sucumbir ao marketing e à publicidade: Estar suscetível às ações de marketing e publicidade faz com que as pessoas comprem o que não precisam ou mesmo não têm condições. Isso acontece diariamente por falta de orientação. O caminho para evitar esse problema é buscar conscientização para abandonar o hábito de comprar por impulso, especialmente quando estiver com as emoções alteradas, triste, com baixa autoestima ou com bastante empolgação.

O cartão de crédito é uma das modalidades de crédito mais comuns utilizadas pelos consumidores
O cartão de crédito é uma das modalidades de crédito mais comuns utilizadas pelos consumidoresFoto: Marcos Santos/Fotos Públicas

O uso do cartão de crédito não está condicionado tão somente a compras de alto valor, mas também de despesas que incluem, por exemplo, produtos de primeira necessidade. É o que aponta levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). De acordo com os órgãos, alimentos de supermercados lideram esse tipo de compra, com 63% das menções, em seguida vêm os remédios e os combustíveis, com 45% e 37% respectivamente. Já roupas, calçados e acessórios figuram nas últimas colocações com 36%.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, como o cartão crédito é uma modalidade de crédito pré-aprovada, seu uso é um dos mais populares como forma de pagamento. “Hoje o cartão de crédito já não é uma exclusividade dos bancos. Redes varejistas e fintechs já oferecem o instrumento, tornando-o ainda mais acessível para várias camadas da população”, explica a economista.

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Dados do levantamento mostraram que em junho 40% dos brasileiros recorreram à modalidades de crédito, sendo o cartão de crédito o mais comum, citado por pelo menos 35% dos consumidores. Crediário e carnê também estão na lista, com 8% de utilização. Empréstimos têm 5%, assim como o cheque especial. Os financiamentos são os últimos com 3%. Mas há os que não se utilizaram de nenhuma modalidade de crédito no período, chegando a 60%.

Embora aliado para socorrer o consumidor que não tem condições de comprar à vista, o cartão de crédito pode trazer sérios problemas financeiros ao bolso de quem o utiliza. A CNDL e o SPC Brasil apuraram quem em junho 25% dos usuários entraram no rotativo, por não quitarem a fatura integral. Os que pagaram o valor cheio da fatura somam 72%. A média de gastos, considerando os que souberam informar o valor gasto com as compras em junho, é de R$ 1 mil.

Consumo

Apenas 13% dos brasileiros estão com contas em dia. A maioria permanece no limite do orçamento e as razões, entre outras, são preços elevados e queda da renda. O Indicador de Propensão ao Consumo investigou a vida financeira dos consumidores e confirmou que somente uma minoria se encontra em situação confortável. Em cada dez brasileiros, 80% vivem no aperto financeiro, 44% não tem sobras de dinheiro no orçamento e 36% estão com todos os compromissos financeiros quitados (36%). Os próprios consumidores reconhecem as causas dos endividamentos, direcionando-as para os preços elevados, queda na renda, desemprego e descontrole dos gastos.

O Indicador abrangeu doze capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A íntegra do Indicador pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.

Dia dos Pais traz otimismo para o segmento de e-commerce
Dia dos Pais traz otimismo para o segmento de e-commerceFoto: Reprodução/Internet

Em meio à incerteza econômica que paira sobre o País, o Dia dos Pais chega trazendo otimismo ao setor varejista. Para o segmento de e-commerce, que faturou R$ 59,9 bi só no ano passado, a perspectiva também é positiva. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) espera que 6,82 milhões de compras sejam feitas pela internet no período que antecede a data, gerando uma movimentação de R$ 2,24 bi - estimativa 8% maior que os resultados do ano passado.

De acordo com o levantamento, as categorias que os usuários mais compram para presentear os pais são moda e acessórios, informática, celulares e eletroeletrônicos. Enquanto o acesso à internet aumenta no Brasil e o consumidor ganha mais confiança, o setor de compras online expande mesmo frente à crise. Nesse cenário, as lojas online se preparam para as vendas. Com a data, a loja Noha, especializada em calçados, prevê um aumento de 5% nas vendas. “É um momento muito bom para nosso setor. É nosso segundo Natal. Um sapato é um presente que muita gente dá para o pai. Virou até uma tradição”, contou o sócio Simmon Carrazzone.

A loja nasceu como e-commerce e só depois expandiu para os shoppings. “Foi uma forma de atingirmos mais rápido outros estados. Estamos com nosso projeto de expansão através de franquias, e muita gente conheceu a Noha comprando online e ficou interessado em ser franqueado”, afirmou.

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Essa possibilidade de escalar um número maior de consumidores é uma das características do e-commerce, como explica o vice-presidente da ABComm, Rodrigo Bandeira. “Essa integração amplia os horizontes da loja. Dessa forma, o empresário que vende pontualmente em uma cidade, através da internet consegue atingir o país inteiro. Isso é fundamental para o aumento de vendas e visibilidade”, destacou Bandeira. “Loja física tem limitações como feriado e fim de semana, enquanto uma loja virtual está aberta 24h por dia, a todo momento”.

A pernambucana Mjölnir, loja online de roupa, também é exemplo. Apesar de sediada em Recife, a maior demanda parte de outros estados. “Para você ter ideia, 80% das vendas são de fora”, detalhou o sócio João Victor Menezes. A aposta do negócio para atrair os clientes durante as datas comemorativas são os cupons de desconto. Com o Dia dos Pais, o empreendimento espera ter um aumento de vendas em agosto 60% maior do que em julho. A crescente do e-commerce pode ser explicada pela entrada de mais pessoas no mercado, explica Ricardo Bandeira. “Além disso, as pessoas que compravam tradicionalmente pelo computador, estão partindo para compra pelo smartphone, aumentando a frequência das vendas”.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) constatou que 74% dos brasileiros usam o celular em algum momento da compra - seja para pesquisar preços ou finalizá-la. O estudo também apontou as principais motivações que levam o consumidor a comprar pela internet. O frete grátis é o fator mais citado (68%), seguido pelo tempo de entrega reduzido (42%) e pela possibilidade de comprar na loja online e trocar ou devolver na loja física (30%).

Indo às compras

A quem vai comprar o presente do pai pela internet, Rodrigo Bandeira dá a dica para o presente chegar a tempo: vale calcular o prazo de entrega. “É importante ter essa antecipação para lidar com qualquer imprevisto”. A segurança também deve ser levada em conta. “Buscar lojas confiáveis, marcas conhecidas, ou com forte presença na internet. Olhar os canais de reclamações, como o site Reclame Aqui, dá um norteamento para ver se aquela loja atende bem às demandas e como ela age quando se depara com problemas”, orientou. “E sempre pesquisar o melhor preço e buscar condições de pagamento que tenham descontos adicionais”.

Caminhão de Adimplência Quita Fácil da Caixa oferece descontos em dívidas
Caminhão de Adimplência Quita Fácil da Caixa oferece descontos em dívidasFoto: Divulgação/Agência Caixa de Notícias

Clientes pessoa física e pessoa jurídica em débito com a Caixa Econômica Federal (CEF) poderão ter descontos de até 90% em dívidas feitas há mais de 360 dias com o banco. Endividados poderão regularizar seu crédito em atraso no Caminhão da Adimplência Quita Fácil no Recife.

O mutirão estará no Parque de Exposições de Animais, na avenida Caxangá, nº 2200, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, entre a próxima quarta-feira (9) e o dia 23 de agosto. Os atendimentos serão feitos de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

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Segundo a CEF, a iniciativa tem como objetivo facilitar a regularização dos atrasos com os clientes para que restabeleçam suas capacidades financeiras. Além do Caminhão da Adimplência, o banco oferece o site www.negociardividas.caixa.gov.br, o telefone gratuito 0800 726 8068 (opção 8) e as agências bancárias para a regularização. Até 31 de dezembro, os clientes podem procurar qualquer um desses meios de atendimento para negociar suas dívidas.

Mutirão para renegociação de dívidas
Mutirão para renegociação de dívidasFoto: Gustavo Glória/Folha de Pernambuco

Entre os dias 13 e 17 de agosto o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), do Centro Universitário Wyden UniFBV, promove mutirão gratuito para regularização de débitos de empresas e consumidores negativados e que desejam negociar a dívida. A iniciativa acontece das 13h30 às 17h30, no campus da instituição, e pretende aproximar a relação dos alunos de Direito que integram o NPJ com a prática da conciliação. Qualquer interessado pode participar da ação, desde que munido de documento de identificação, CPF e comprovante de residência. A expectativa é de que mais de 200 pessoas sejam atendidas.

“Serão negociadas débitos das prestadoras de serviços na área de segurança, dívidas de escolas e de condomínio. Os acordos serão homologados e encaminhados para o Judiciário. As pessoas que participarem do mutirão, vão sair com as pendências negociadas”, garante o coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas da UniFBV, Carlos Key. 

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A Câmara de Mediação e Conciliação da UniFBV é conveniada com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e firma acordos celebrados no NPJ, que são homologados por sentença judicial. O Núcleo promove em média quatro mutirões gratuitos por ano para regularização de débitos, com foco na facilitação do diálogo entre as partes e mediação das negociações.

Serviço
Mutirão do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) / Centro Universitário Wyden UniFBV
De 13 a 17 de agosto, no campus da instituição
Rua Jean Emile Favre, 422, Imbiribeira
Telefone: 4020-4900
Acesso gratuito

É hora de vender o carro?
É hora de vender o carro?Foto: Hugo Carvalho/Arte/Folha de Pernambuco

Como eu uso o carro? A resposta a essa pergunta é o fator determinante para decidir se vale a pena vender seu automóvel. A consultora Georgina Santos, da Ágilis/RH, enumera os gastos que precisam ser postos no papel na hora de tomar essa decisão.

Confira no vídeo abaixo:

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