É hora de vender o carro?
É hora de vender o carro?Foto: Hugo Carvalho/Arte/Folha de Pernambuco

Como eu uso o carro? A resposta a essa pergunta é o fator determinante para decidir se vale a pena vender seu automóvel. A consultora Georgina Santos, da Ágilis/RH, enumera os gastos que precisam ser postos no papel na hora de tomar essa decisão.

Confira no vídeo abaixo:

Endividados devem portar documentos que comprovem os débitos
Endividados devem portar documentos que comprovem os débitosFoto: Fernando Portto/SJDH

O município de Palmares, na Mata Sul de Pernambuco, recebe nesta quarta (2), o primeiro Mutirão dos Superendividados deste ano do Procon-PE. Os atendimentos seguem até o próximo sábado (5), sempre das 8 às 12h, na Diocese de Palmares.

A ação irá contar com a participação de todos os bancos, através da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), além de Celpe, TIM, Claro, Vivo, NET e Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), empresa que faz o abastecimento de água no local.

No mutirão, o consumidor terá a oportunidade de negociar também dívidas do IPTU com a Prefeitura de Palmares. Os advogados do Procon/PE estarão no local para mediar as negociações e garantir que o consumidor receba de fato uma proposta diferenciada e que se enquadre em sua realidade financeira.

Todas as empresas, exceto os bancos, realizarão audiências no momento do atendimento e o consumidor já sairá do local com uma proposta fechada de negociação. Para ser atendido, são necessários os seguintes documentos: original e cópia da carteira de identidade, CPF e do comprovante de residência, além de documentos que possam comprovar a reclamação, como nota fiscal, ordem de serviço, fatura, comprovante de pagamento, contrato, entre outros. Caso no documento conste o nome de outra pessoa, que não seja o titular, também é preciso apresentar uma procuração reconhecida em cartório.

Dinheiro
DinheiroFoto: Pixabay

Seis em cada 10 brasileiros (58%) admitem que nunca, ou somente às vezes, dedicam tempo a atividades de controle da vida financeira, e 17% dos consumidores, sempre ou frequentemente, precisam usar cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo pedir dinheiro emprestado para conseguir pagar as contas do mês. O percentual aumenta para 24% entre os mais jovens. Há, também, aqueles que precisam recorrer ao crédito para complementar a renda, segundo a pesquisa.

Os dados, obtidos em pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais, mostram que a organização financeira não é uma tarefa que atrai os consumidores.

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Para o educador financeiro José Vignoli, do portal Meu Bolso Feliz, uma vida financeira saudável depende do esforço de cada consumidor em buscar informação e exercitar a disciplina para incorporá-la no seu cotidiano.

“Muitas pessoas poderiam, facilmente, ter acesso às informações necessárias para ter um orçamento mais equilibrado, mas não parecem conseguir. Elas pensam que dá trabalho, ou que é muito difícil manter o controle sobre as despesas, e se esquecem de que trabalhoso mesmo é encarar o endividamento e a restrição ao crédito. Lidar com o dinheiro exige disciplina e comprometimento para viver dentro da sua realidade financeira e não tomar decisões equivocadas”, afirmou Vignoli.

O mestrando Murilo Gouveia disse que espera mudar seus hábitos financeiros em breve. “Eu já fiz planilhas anos atrás, mas hoje não faço mais porque os gastos variam, e ganho muito mal, mas agora vou trocar de emprego e quero me organizar.”

Equilíbrio
Uma prova de que a vida financeira equilibrada traz mais satisfação e tranquilidade é que 56% dos consumidores ouvidos na pesquisa disseram que se sentem melhor quando planejam as despesas para os próximos seis meses. O problema, novamente, é que nem sempre isso acontece na prática, porque 48% deles nunca ou somente às vezes fazem um planejamento cuidadoso dos passos a seguir para ficar dentro do orçamento nos meses seguintes. O problema surge com mais força entre os consumidores de baixa renda (classes C, D e E), com 51% de citações na pesquisa.

A executiva de vendas Marta Ferreira afirmou que já perdeu o controle das contas e que hoje tenta ser mais organizada. “Dedico meu tempo sempre para fazer minhas contas quando recebo, uso uma caderneta e faço minhas anotações. Antes, confesso que não fazia, mas depois que fui perdendo o controle do que pagava resolvi anotar meus gastos.”

Planejar-se para realizar um sonho de consumo também não é um hábito comum para a maioria dos consumidores. Os que estabelecem metas e as seguem à risca, quando querem adquirir um bem de mais alto valor, como uma casa, um automóvel ou realizar uma viagem, por exemplo, somam 48% da amostra.

Nesse caso, o comportamento é mais frequente entre as pessoas das classes A e B, com 59% de menções. Os que nunca ou somente às vezes fazem esse tipo de esforço somam outros 48% dos entrevistados. Há ainda 38% que nem sempre têm planos.

A contabilista Iana Leite, que se definiu como "bem controlada nas finanças", só neste ano começou a juntar dinheiro para investir em um imóvel. “Este ano comecei a transferir todo mês um dinheiro fixo para uma poupança. Assim que tiver um valor, vou comprar um apartamento ou uma casa.”

Matemática

Os consumidores ouvidos no levantamento afirmaram que ter algum tipo de familiaridade com matemática e conhecimento sobre números torna mais fácil exercer controle sobre a vida financeira. Em cada 10 brasileiros, seis (61%) consideram que informações numéricas são úteis na vida financeira diária e 62% dizem que aprender a interpretar números é importante para tomar boas decisões financeiras. Porém, nem sempre essas pessoas procuram, de fato, informar-se a respeito desses temas.

A pesquisa detectou que 19% dos entrevistados não costumam prestar atenção em assuntos que envolvem números, percentual que aumenta para 24% entre os homens e 27% entre os mais jovens. Há ainda 39% que nunca ou somente às vezes calculam o quanto pagam de juros ao parcelar uma compra e 53% que fazem esse cálculo com frequência. Quando parcelam alguma compra, um terço (33%) dos entrevistados nem sempre sabem se já têm outras prestações para pagar.

“O conhecimento sobre juros é essencial para as finanças de quem parcela compras ou contrata algum financiamento. Os juros encarecem o valor total a ser pago pelo consumidor, principalmente em casos de atrasos, e se não são bem analisados e pesquisados em várias instituições, podem comprometer a organização do consumidor”, ressaltou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A busca de informações com especialistas também não é hábito de boa parte dos brasileiros. Apenas três em cada 10 (31%) disseram que sempre, ou frequentemente, procuram dicas de especialistas sobre gestão financeira. Além disso, somente 17% costumam participar de cursos, palestras e seminários para aprender a administrar o próprio orçamento; e 49% nunca participam dessas atividades, ao passo que 25% dizem que, às vezes, procuram esse tipo de informação.

“Hoje com a facilidade de acesso à internet, esse número poderia ser muito maior. Há uma grande oferta de conteúdo de qualidade, e gratuito em portais, vídeos e até mesmo nas redes sociais, que tratam da relação com o dinheiro de forma leve, descomplicada e aplicada às situações comuns do dia a dia”, destacou Vignoli.

Mesmo com as novas tecnologias, a professora Aline Ferraz controla as contas no papel mesmo. “Eu dedico um tempo para me organizar e uso agenda. Sou meio antiquada, anoto o que eu gasto e confronto para saber o que sobra.”

Já a empregada doméstica Eliane Neres disse que faz um controle mental das despesas e depois anota tudo. “Quando recebo o salário, anoto tudo o que já foi pago no lápis, e também não gasto mais do que ganho.”

Consumo por impulso
Parte expressiva dos entrevistados revelou que compra por impulso e toma atitudes de consumo desregradas. Quando estão fazendo compras, um terço (33%) dos brasileiros nunca, ou apenas às vezes, avalia se realmente precisa do produto, para não se arrepender depois. Além disso, 45% nunca, ou somente às vezes, conseguem resistir às promoções e comprar apenas aquilo que está planejado.

A analista de qualidade Mayara Ruda Silveira disse que é bem controlada e raramente cede às tentações. “Adoro fazer planilhas. Geralmente eu planejo os gastos antes, sou bem controlada. Uma coisa ou outra acabo comprando por impulso.”

A pesquisa mostra também que os consumidores adotam posturas desaconselháveis do ponto de vista financeiro. Por exemplo, 19% dos entrevistados consideram mais importante gastar dinheiro hoje do que guardar para o futuro, embora 77% reconheçam que, às vezes, ou nunca, se comportam assim.

Sobre pensar no futuro, a pesquisa detectou que muitos não se sentem preparados para investir. Somente 38% disseram que confiam na própria capacidade de identificar bons investimentos e 22% que desconhecem os tipos de aplicações com melhor taxa de retorno. Apenas metade (51%) da amostra sabe sempre, ou com frequência, o quanto precisa guardar todos os meses.

“Certas modalidades podem render muito mais, mas também estão sujeitas a variações e perdas mais significativas. Adequar o tipo de investimento à personalidade e à situação financeira de quem vai investir é essencial. Perfis mais avessos ao risco pedem modalidades mais conservadoras, enquanto consumidores mais ousados podem optar por investimentos mais voláteis e com maior possibilidade de retorno”, explicou a economista Marcela Kawauti.

Planejamento das contas
Planejamento das contasFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Além de vir acompanhado com os gastos acumulados do fim de ano, janeiro é o mês que dá largada para as compras dos materiais escolares. Seja nas lojas físicas ou até mesmo pela internet, os preços de materiais podem variar bastante. Por isso, é importante planejar as compras para economizar sem ter que abrir mão da qualidade nos estudos e sem ultrapassar o limite do orçamento financeiro.

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O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, orienta que os consumidores precisam, antes de tudo, “pesquisar os preços e, principalmente, negociar os valores das compras”.

Reinaldo explica que, para ter sucesso na economia familiar, é necessário “realizar um diagnóstico da vida financeira da família, para saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar”.

Confira algumas orientações elaboradas pelo presidente da Abefin para equilibrar a economia com a qualidade nos estudos:

1. Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos;

2. Antes ir às compras, a família pode analisar itens do ano passado e selecionar tudo o que pode ser usado novamente este ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo;

3. No caso dos livros, vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível, se estiverem em boas condições de uso;

4. Algo interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas;

5. A partir daí, é preciso fazer muitas pesquisas e traçar um orçamento para ter noção do gasto total;

6. Não é preciso necessariamente comprar todos os itens na mesma loja, mas se for fazer é válido pedir descontos;

7. No dia das compras, converse com o(s) filho(s) sobre o orçamento, para que não corram o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado;

8. O ideal é sempre fazer os pagamentos à vista, mas se não for possível, opte por poucas parcelas que caibam no bolso, para não comprometer as finanças de 2017 por vários meses.

Frustrada
FrustradaFoto: Pixabay

O Brasil fechou 2017 com 62,2% das famílias brasileiras endividadas de acordo com a última Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). E quase 10% das famílias não terão condições de pagar suas dívidas. Para quem se encontra nessa situação, está disponível online e gratuitamente o curso “Como quitar suas dívidas” da DSOP Educação Financeira.

Com carga horária de dez horas de conteúdos e exercícios, o curso permanece gratuito até o dia 31 deste mês. Para garantir o acesso, basta entrar na página do curso e preencher as informações. Será enviado um e-mail com um link e cupom promocional, Na página do link enviado, o interessado insere o cupom e garante o acesso gratuito ao curso.

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Gustavo Leite, professor
Gustavo Leite, professorFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

No Brasil, 39,5% da população entre 18 anos e 95 anos está com as contas em atraso e com seus nomes negativados na praça, de acordo com sondagem realizada pelo SPC Brasil e Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Isso implica dizer que no universo de 59,9 milhões de pessoas que mal deu adeus a 2017 deve “brinda” a chegada do novo ano com a conta no vermelho. No entanto, se somarmos ao quantitativo de endividados as típicas obrigações que chegam com o começo do ano, como pagamento de IPTU e IPVA, por exemplo, o resultado para quem não se planeja não parece nada favorável.

Foi o que aconteceu com o professor universitário Gustavo Leite, de 39 anos, que se curvou diante do apelo do consumo de fim do ano e nem pensou nos pagamentos obrigatórios típicos do período, que conta além do IPTU e IPVA, com o valor do seguro do carro. “Por mais que eu oriente meus alunos a se planejar, não sou do tipo que planeja quanto e com quê gastar quando se trata da minha vida pessoal. Gosto de ir a bons restaurantes, de presentear, ir a barbearias, enfim, de me permitir aproveitar do bom e do melhor sem me preocupar muito com a conta final”, revela Leite. Apesar de endividado compulsivo confesso, o professor afirma não deixar de pagar seus débitos. “Devido à falta de planejamento, termino fazendo do cartão de crédito e cheque especial extensões do meu salário para não deixar de honrar nenhum compromisso”, afirma o professor, que se mostra comprometido a mudar esse padrão de consumo e começar a se planejar.

Para especialistas consultados pela reportagem, o exemplo de Gustavo não deve ser, nem de longe, seguido, pois antes de qualquer gasto, é interessante que cada pessoa tenha noção de quanto ganha e do quanto se gasta com coisas essências e supérfluas. Com isso em mente e na ponta do lápis, fica mais confortável tomar decisões de curto, médio e longo prazo e ser mais assertivos nessas decisões, passando menos sufoco nesse período que demanda um bom desembolso de capital. “Feita essa análise, o foco deve ser nas coisas indispensáveis, deixando os anseios consumistas em segundo ou terceiro plano. É válido lembrar que é um período extremamente oneroso, em que, além das obrigações, temos as diversões, como férias escolares, prévias de carnaval, eventos de verão, enfim, diversos gatilhos que estimulam o consumo impulsivo do cidadão”, ressalta o economista e professor da Faculdade dos Guararapes, Tiago Monteiro.

Segundo ele, com a situação financeira exposta, fica mais fácil apontar aquelas despesas que não são tão necessárias assim, pelo menos nesse primeiro trimestre. “É possível remanejar ou substituir outras atividades, como, por exemplo, trocar a academia por uma corrida no parque ou aquele restaurante mais caro, por outro mais em conta”, indica Monteiro. Ele garante que após algum período, a satisfação de navegar em águas monetárias mais tranquilas transparece um custo benefício interessante, tornando as coisas (cortes de supérfluos) mais fáceis e menos dolorosas.

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Para quem não se preparou e começou o ano no vermelho, a hora é agora de começar a se planejar para o próximo ano. “Mesmo que os gastos do fim e início do ano não sejam recorrentes mensalmente, eles são previsíveis. Logo, tem como se preparar para esses custos com a devida antecedência”, garante o educador financeiro da Dsop, Arthur Lemos. De acordo com ele, a dica é considerar o valor a ser gasto entre as contas de fim e início de ano como partes do orçamento mensal. Feito isto, a pessoa já pode começar a reter parte da receita esperada para criar uma provisão para quando a despesa chegar, já tenha o valor separado.

Parcelar ou pagar à vista?
Antes de ter essa resposta é preciso saber em que situação financeira você se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor. Se for a primeira ou segunda opção, dificilmente conseguirá fazer o pagamento à vista, restando o caminho do parcelamento. Agora, caso a situação financeira esteja mais confortável, sendo investidor, a recomendação é que o pagamento seja feito à vista, já que obterá 3% de desconto no IPVA e 6%, em média, no IPTU.

“Muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto e acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mesmo mês ou nos próximos. De que adianta pagar à vista e conseguir desconto em uma despesa e não ter dinheiro suficiente para quitar as outras?”, questiona o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingo, que reitera sobre a importância da reserva mediante ao planejamento para uma vida financeira saudável.

Despesas de final de ano: mantenha seu orçamento equilibrado
Despesas de final de ano: mantenha seu orçamento equilibradoFoto: PxHere

É de praxe, quando chega o fim do ano, os gastos geralmente aumentam com as compras de presentes para as pessoas queridas e a empolgação vem principalmente quando o 13º salário cai na conta, o que acaba comprometendo o orçamento familiar. Mais de 10% dos brasileiros chegam a deixar de pagar dívidas por causa dos gastos excessivos segundo a pesquisa elaborada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O segredo é não gastar além do que vai receber.

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As despesas são diversas - estão na soma as dívidas feitas durante o ano, as viagens que foram ou que serão feitas, reservas de hotéis e os custos com as festas do fim de ano. Além disso, existem também os gastos do início do próximo ano, como, por exemplo, os impostos e despesas escolares. “O primeiro passo para planejar o gasto com os presentes é determinar o valor exato disponível para as compras já descontadas as despesas fixas que as pessoas sempre têm”, observa Dori Boucault, advogado especialista em direitos do consumidor. Outra dica é anotar os nomes daqueles que receberão os presentes.

Pensar na forma de pagamento também é bastante importante - ao parcelar as compr, é sempre bom analisar os juros. Para o especialista, o consumidor deve se manter atento aos juros, porque, em alguns casos, acabam sendo embutidos e, na ânsia de comprar, não observa os valores acima do preço real do produto. A melhor forma de resolver essa questão é a compra à vista: esse tipo de pagamento possui melhores possibilidades de desconto. 

Comprar com antecedência também é uma ótima forma de se organizar. Boucault aconselha: “Se o consumidor deixar para comprar muito em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços ou encontrar opções de produtos mais baratos e, assim, vai gastar mais, comprometendo o seu orçamento”. Uma das principais dicas é analisar bem antes efetuar a compra, e assim, poder refletir a necessidade e sobre se o valor está dentro da sua realidade financeira. 

O local da compra é também um fator determinante. Lojas bem estabelecidas no comércio oferecem mais segurança, fornecendo nota fiscal, que é uma forma importante para o cidadão exercer seus direitos em caso de problemas com a mercadoria. Por isso, evite comprar produtos de procedência duvidosa. Atente-se principalmente a produtos vendidos na internet: site de compras seguros possuem um cadeado verde na barra de navegação. 

Eletricista
EletricistaFoto: Pixabay

As esperanças que são criadas por conta do Ano Novo sempre chegam acompanhadas por gastos excessivos em festas, presentes, viagens e até mesmo impostos. Com o objetivo de ajudar quem está em busca de renda extra para otimizar o orçamento nesse período (cheio de boletos), o portal Bicos realizou um levantamento que indica os dez profissionais mais buscados entre novembro e dezembro de 2017. A pesquisa foi realizada com base nos mais de 90 mil usuários da plataforma e constatou que as diaristas são as mais requisitadas nesta época.

Ainda com relação com os cuidados domésticos, em segundo lugar no ranking ficaram os eletricistas. Nessa época tão iluminada pelos pisca-piscas, e outras iluminações tradicionais da época, não dá para ficar sem energia. Fechando o top 3, os técnicos em informática não deixarão os internautas sem rede, as mensagens de final de ano para as pessoas queridas estão a salvo.

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Para os que se dão bem com o atendimento ao público, bicos de garçom, motorista e animador de festa – 4ª, 5ª e 6ª posição, respectivamente – não irão faltar. As pessoas muitas vezes preferem repassar alguns afazeres das festas, surpreendendo os convidados ou fazer um evento mais caprichado.

De acordo com Kleber “a demanda entre novembro e dezembro deste ano já aumentou em 30% e a expectativa é a de que esse número cresça ainda mais”. O CEO lembra também que estas são ótimas oportunidades para quem precisa deixar as contas em dia no início de 2018 sem passar por sufoco.

Bicos

Orçamento doméstico
Orçamento domésticoFoto: Reprodução

O Sebrae está promovendo a Semana de Crédito e Renegociação em Pernambuco. O evento é gratuito e acontece de segunda (27) até quinta-feira(30). A ação oferecerá instruções de como administrar o dinheiro, e quando pedir empréstimos, além de apresentar linhas de crédito existentes para empreendedores. A mesma iniciativa acontece no Recife, em Petrolina e em Vicência e vai oferecer formações em gestão e planejamento e orientações financeiras. As inscrições podem ser feitas no site do Sebrae Pernambuco 

No Recife, a Semana de Crédito e Renegociação começa na próxima segunda a partir das 19h, no auditório do Senac do Espinheiro, com palestra de orientação financeira e de gestão. O momento visa informar aos donos de micro e pequenos negócios qual o momento mais adequado de pedir empréstimo, quando não fazê-lo, o que os bancos analisam para conceder o crédito, análise de taxas de juros, além de apresentar as modalidades existentes (capital de giro, investimento fixo e investimento misto). (http://loja.pe.sebrae.com.br/loja)

Na sequência, cada banco vai apresentar suas opções e facilidades para os empreendedores. Participam do evento o Banco do Nordeste, AGEFEPE, Siscoob, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Santander, Bradesco, Itaú, Sicrede VSF, AGE e a Rede, empresa de cartões de crédito.

Nos dias que seguem até a quinta-feira (30), um mutirão será montado no Sebrae para atender, das 08h às 17h, os empresários sobre linhas de crédito e facilidades. Nas outras cidades onde o evento vai acontecer, além desse roteiro haverá também uma programação com oficinas e outras atividades.

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De acordo com João Albuquerque, analista do Sebrae em Pernambuco, é preciso se planejar antes de pedir um empréstimo bancário e saber bem como o dinheiro será utilizado e quais os resultados essa aplicação deverá trazer ao negócio. Ele não recomenda fazer empréstimos quando o empresário tem mais dúvidas que certezas.

Fórum de Olinda
Fórum de OlindaFoto: Reprodução/Google

Moradores com dívidas fiscais com a gestão municipal de Olinda poderão adquirir descontos nos débitos a impostos atrasados, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre Serviços (ISS). O II Mutirão Fiscal da cidade será realizado entre os dias 27 de novembro e 1º dezembro.

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As negociações ocorrerão das 9h às 12h e das 13h30 às 16h30, no 3º andar do Fórum de Olinda, localizado no bairro da Vila Popular. A ação faz parte da Semana Nacional de Conciliação e poderão participar aqueles que tiverem dado entrada na dívida ativa até 2015.

Nesta segunda-feira (27) começa o III Mutirão Fiscal de Olinda. As negociações seguem até 1º de dezembro, no 3º andar do Fórum de Olinda, bairro da Vila Popular. Os contribuintes podem negociar dívidas fiscais com a gestão municipal (IPTU e ISS, por exemplo) e os débitos que tenham dado entrada na Dívida Ativa, aqueles até 2015. O atendimento será das 9h à 12h e das 13h30 às 16h30.

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