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Folha FinançasFoto: Arte/Folha de Pernambuco

Aqui nesse espaço você encontra esclarecimentos de especialistas sobre como investir o seu dinheiro. Nesta semana, quem responde é o analista de investimentos da Finacap, Alexandre Brito. Mande sua pergunta também também para o e-mail [email protected] ou para o WhatsApp (81) 9479-6141.

Quais investimentos livres de Imposto de Renda são mais vantajosos para quem tem R$ 10 mil para investir sem saque nos próximos cinco anos? - Lívia Diniz

Livia, acredito que as melhores opções disponíveis no mercado hoje para produtos isentos de IR seriam as LCIs/LCAs, que são títulos emitidos por instituições financeiras e, por tanto, detém a proteção do FGC. Há emissões que são negociadas a taxas em torno de 95% do CDI, isentas de IR. Considerando o benefício, seria similar a um título de mais de 110% do CDI, com IR (a depender do prazo da aplicação). Além deste, você também tem a opção de fundos de debêntures incentivadas. Este tipo de fundo apenas adquire títulos de dívida de infraestrutura e também são isentos.

O que devo levar em conta para investir em empresas que estão começando na bolsa? - Luiza Pascoal

Em qualquer análise do mercado de ações, você deve observá-la como um investimento em participação acionária. É importante ter em mente que você deve ter a visão de sócio da empresa. Imprescindível conhecer o modelo de negócio, setor de atuação, quais perspectivas de crescimento, equipe de gestão, práticas de governança corporativa, ambiental e social. Além disso, analisar os demonstrativos financeiros, como foi o crescimento de receita, lucro e margens nos últimos anos, se tem histórico de pagadora de dividendos, nível de endividamento frente a sua geração de caixa. É bom avaliar empresas negociadas abaixo do seu valor justo, um bom ponto de partida é avaliar os múltiplos de mercado.

O que devo levar em consideração para escolha da melhor empresa de finanças para me auxiliar nos investimentos? - Marina Dias

Considero importante levar em consideração o histórico da empresa, a quantos anos atua no mercado e como foi sua evolução. A capacidade técnica dos sócios e equipe da empresa também é muito importante, além dos serviços que ela está apta. O principal é avaliar os possíveis conflitos de interesse que possa haver na companhia. É crucial que o objetivo da empresa, em primeiro lugar, seja atender as necessidades de seus clientes em busca dos seus sonhos financeiros.

 

Folha Finanças
Folha FinançasFoto: Arte/Folha de Pernambuco

Aqui nesse espaço você encontra esclarecimentos de especialistas sobre como investir o seu dinheiro. Nesta semana, quem responde é o Economista, Professor e Consultor de finanças filiado à Unibra, Bruno Moura Tôp. Mande sua pergunta também também para o e-mail [email protected] ou para o WhatsApp (81) 9479-6141.

Qual o melhor investimento em renda fixa para quem tem perfil conservador? - André Carlos

O melhor investimento para quem tem perfil conservador são as Letras do Tesouro Nacional (LTN), conhecidas como Tesouro Prefixado. É uma modalidade de investimento considerada segura e rentável, que tem crescido muito nos últimos anos em popularidade. Com as sucessivas quedas na taxa de juros e desejo do governo de manter tais políticas, pode não ser fácil encontrar LTN que tenham rendimentos chamativos no curto prazo, mas a partir de 60 meses, os rendimentos tendem a ser significativamente maior que a poupança.

Quais os melhores investimentos para quem quer garantir uma boa rentabilidade, mas com taxa de administração baixa? - Marina Cardoso

Isso varia com a liquidez que você deseja e a rentabilidade esperada. Esse tipo de investimento, com taxa de administração baixa, notadamente, apresenta duas possibilidades. Com alta ou baixa liquidez, ou seja, você pode retirar o dinheiro quando quiser; e com alto e baixo risco. Investimentos de alta liquidez e baixo risco, tendem a ter projeções de rendimento menor. Por outro lado, investimentos de alto risco e com liquidez alta, tendem a ter uma taxa de administração baixa. A sua escolha deve ser entre o risco e quanto deseja lucrar, lembrando que quanto maior o risco, maior o lucro.

Com a taxa de juros em baixa, o Tesouro Direto deixa de ser uma opção atrativa? - Juliana Martins

Depende do seu perfil, se é arrojada ou conservadora. Se for conservadora, o tesouro direto nacional continua a ser mais rentável que a poupança a partir de 12 meses de investimento, por causa da taxa de compra e venda. Já se for arrojada, melhor optar por operações na Bolsa de Valores. Conversar com gerente do seu banco ou entrar em contato com uma corretora de investimento pode esclarecer qual seu perfil.

 

Dinheiro
DinheiroFoto: Divulgação

Nesta quarta-feira (5), o Banco Central promoveu o quinto corte na taxa básica de juros do governo de Jair Bolsonaro. De 6,5% ao ano em julho de 2019, a Selic agora está a 4,25%, mínima histórica. A queda na taxa básica de juros é uma maneira de estimular a economia, já que o custo do crédito fica mais barato e aplicações de renda fixa, menos rentáveis.

A poupança, principal investimento dos brasileiros, fica ainda menos vantajosa. Desde novembro, o seu rendimento já é negativo. Ou seja, perde para a inflação. Isso porque ela rende a Taxa Referencial (TR), hoje zerada), mais 70% da Selic, o equivalente a 2,975% ao ano no momento.

A inflação em 2020 segundo a previsão do mercado, deve ficar em 3,4%, o que deixaria o investimento real negativo em 0,425%, no ano. Para não perder dinheiro, especialistas recomendam realocar os investimentos em modalidades mais rentáveis, de acordo com o perfil do investidor.

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Primeiro de tudo, é necessário garantir a reserva emergencial, que consiste em seis meses de gastos mensais alocados em um investimento de renda fixa que supere a inflação e possa ser resgatado a qualquer momento, como o Tesouro Selic e CDBs (Certificado de Depósito Bancário) acima de 100% do CDI, para ser utilizado em caso de desemprego ou emergências médicas para evitar a contração de dívidas.

Com o dinheiro de emergência garantido, a dica para obter mais retorno é entrar no mercado de renda variável de maneira moderada. Os analistas recomendam que o volume investido varie de acordo com apetite a risco e com a necessidade de cada investidor, com no máximo 40% dos investimentos em ações, no caso de um investidor mais arrojado.

Como o brasileiro tradicionalmente investe em renda fixa e não está tão acostumado ao mercado acionário, a recomendação é investir gradualmente e de forma indireta, via fundos multimercado, de ações e ETFs (Exchange Traded Funds), de forma a minimizar o risco.

Outra dica é manter no mínimo 30% das aplicações em renda fixa e, segundo especialistas, de preferência no Tesouro IPCA, que garante um retorno acima da inflação.

Os demais produtos do Tesouro (IPCA e prefixado) podem gerar perda de rentabilidade em caso de resgate antes do prazo. A recomendação é alinhar quando o investimento será utilizado, como a compra de um imóvel, por exemplo, com o produto e seu respectivo prazo de vencimento.
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Como saber seu perfil de investidor:

Conservador
O conservador preza estabilidade do investimento. Ele quer saber qual será o rendimento ao fim do mês, sem arriscar perder dinheiro ou ter surpresas no meio do caminho. No passado, mantinha toda a carteira em renda fixa, mas, com a queda da rentabilidade, analistas recomendam uma pequena alocação em fundos multimercado.

Moderado
O moderado aceita mais oscilações nos investimentos, especialmente a longo prazo, mas também preza a garantia do retorno. Sua carteira é mais diversificada do que a do conservador, com maior espaço para a renda variável.

Arrojado
O arrojado está mais disposto a correr risco em nome do retorno maior. Ele tem mais tranquilidade para lidar com oscilações bruscas do mercado de renda variável, que ocupam boa parte da carteira.

Agressivo
O agressivo não tem medo de perder em algumas aplicações para ganhar em outras. Ele tem sangue frio para aguentar o tranco de uma queda brusca de ações.

- É importante destacar que investimentos devem ser encarados como de médio a longo prazo. Investimentos com retornos de curto prazo podem ser muito arriscados e levar a prejuízos. Geralmente, corretoras e bancos avaliam o seu perfil, de acordo com idade, renda profissão e objetivos.

Como diversificar investimentos

Depende do apetite a risco: pessoas de perfil conservador devem ter a menor parte da carteira em ações, por exemplo. Antes de diversificar, é preciso ter uma reserva equivalente a seis meses de gastos. Esse montante fica em investimentos pós-fixados.

Tipos de investimento:

Pós-fixados

Acompanham a taxa de juros. Se o juro sobe, a rentabilidade aumenta; se ele cai, o ganho diminui. São os investimentos mais seguros, e mesmo as pessoas mais arrojadas têm uma parcela de seu dinheiro nesses produtos.
Opções: poupança, CDBs, LCA e LCI, Tesouro Selic e fundos DI;
Como diversificar: CDBs de bancos pequenos, vendidos em corretoras, pagam mais que os grande bancos, até 120% do CDI. A aplicação é longo prazo, e o dinheiro fica parado até o vencimento.

Prefixados

Têm uma taxa de juros combinada no momento da aplicação, que não muda mesmo que a Selic suba ou caia. Há risco em caso de venda antecipada e é o primeiro patamar de diversificação.
Opções: Tesouro prefixado e CDBs de bancos pequenos.

Inflação

São investimentos que pagam uma taxa de juros fixa mais a variação da inflação no período. Mudam de preço todo dia, então, para evitar risco perdas, o investidor precisa mantê-los até o vencimento.
Opções: Tesouro IPCA+ e CDBs de bancos pequenos.

Fundos multimercados
Investem em mais de um tipo de ativo. Geralmente combinam aplicações conservadoras, como títulos públicos, com ativos mais arriscados, que podem ser dívidas em empresas, ações e dívidas de empresas no exterior. Para saber no que um fundo investe, é preciso ler o informativo.

Ações
Para pessoas de perfil arrojado. É possível escolher papéis individualmente ou investir por meio de fundos ativos ou aqueles que acompanham um índice (ETFs).

Glossário dos investimentos

- Os principais investimentos de renda fixa de bancos são CDBs, LCAs e LCIs; quanto maior o banco, menor a remuneração, porque o risco de calote é menor; as letras de crédito são isentas de IR; em caso de calote, há cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira;

- Empresas emitem debêntures, e o dinheiro vai para financiar investimentos; quem compra uma debênture corre o risco de calote da empresa, já que não há garantia do FGC; ao investir em uma debênture, corre-se o o risco de calote da empresa; quando o dinheiro é destinado a obras de infraestrutura, há isenção de Imposto de Renda;

- No investimento prefixado, o rendimento é conhecido na hora da aplicação; é vantajoso quando há expectativa de queda de juros; no momento atual, os títulos mais longos consideram que as taxas vão subir mais que o mercado considera que vá acontecer; por isso, há chances de rendimento maior;

- O Tesouro IPCA+ paga uma taxa de juros fixa mais a variação da inflação; esse investimento garante o poder de compra do dinheiro em aplicações de longo prazo, mas pode sofrer oscilações de preços e gerar perdas em caso de resgate antes do vencimento;

- CDI é uma taxa de juro que acompanha a Selic e costuma ser referência para remuneração de investimentos de renda fixa emitidos por bancos. Hoje ela está a 4,157%;

- ETFs são fundos que replicam um índice de ações, como o Ibovespa; o ganho desse fundo será, ao final de um período, o mesmo registrado pela Bolsa; como é um fundo passivo (não há um gestor tomando decisões de investimento), tem taxas mais baixas.

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Folha FinançasFoto: Arte/Folha de Pernambuco

Aqui nesse espaço você encontra esclarecimentos de especialistas sobre como investir o seu dinheiro. Nesta semana, quem responde é a professora de economia da UNIFG e consultora financeira, Rita Pedrosa. Mande sua pergunta também também para o e-mail [email protected] ou para o WhatsApp (81) 9479-6141.


Qual a melhor forma de investir para quem não tem como guardar dinheiro? - João Alencar

É possível sim investir sem guardar parte do seu salário. Mas isso trata-se de uma estratégia utilizada por investidores profissionais, no qual utiliza-se de capital de terceiros para investir. Este capital é ancorado a contratos de empréstimo ou financiamento, com prazos e taxas previamente definidos, assim pode utilizar o na compra de ações de empresas que tem expectativas de crescimentos. Aconselho para investidores iniciantes guardar um pouco de dinheiro no mês, pois você pode investir com menos de R$100,00 no Tesouro Direto e no Certificado de Depósito Bancário, por exemplo.


Tenho R$ 35 mil para investir. É melhor dar entrada em um apartamento ou morar de aluguel e investir esse dinheiro? - Ana Couto

Você precisa levar em consideração o valor do apartamento com intenção de compra, pois dando essa entrada, o valor restante financiado faz toda diferença na análise, bem como, os juros+TR o prazo do financiamento e se o imóvel será na planta ou não. Se você comprar um imóvel de R$ 440 mil, por exemplo, com juros de 10%+TR, sua parcela média ficará em torno de R$ 2,4. Se você pagar um aluguel de R$ 1,3 mil e investir o valor a uma taxa média de mercado atualmente, você poderia em menos de 17 anos chegar ao valor de comprar o apartamento.


Se a minha poupança não estiver rendendo como o esperado, qual tipo de investimento eu procuro para substituir esse sem correr riscos? - Juliana Dias

Primeiramente todo investimento corre riscos, e de fato, o rendimento da poupança é muito baixo ao de mercado. Como investimento de baixo risco, sugiro investimento em renda fixa, em duas modalidades: prefixado e pós fixado, cuja rentabilidade o investidor tem maior clareza de quanto poderá receber no final, ou até mesmo já saber o retorno na data da aplicação do mesmo.

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