Os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%)
Os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%)Foto: Agência Brasil

Em comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas a prazo nas duas semanas anteriores ao Dia das Crianças cresceram 7,71%, de acordo com dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A alta de 2017 sucede um crescimento de 8,25% observado no mesmo período e já entre 2015 e 2016, as vendas haviam caído -3,59% e -12,20%, respectivamente.

Apesar das vendas para o Dia das Crianças acumularem dois anos seguidos de alta, o movimento nas lojas ainda não recuperou as perdas aprofundadas no período da recessão econômica. Mesmo com a alta de 7,71% em 2018, as vendas a prazo amargam um resultado 1,30% menor do que em 2014, por exemplo.

Dia das Crianças



Para o presidente da CNDL José Cesar da Costa, o crescimento das vendas é positivo, especialmente, quando se considera que o Dia das Crianças é a última data comemorativa antes do período natalino. Ainda de acordo com ele, o balanço é positivo para o varejo, que já começa a sentir um pequeno reaquecimento das vendas, depois de enfrentar um cenário econômico desfavorável nos últimos anos.

Na data comemorada este ano, de acordo com o SPC Brasil e CNDL, os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%), com um gasto médio de R$ 187.

Metodologia
O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 28 de setembro e 11 de outubro deste ano.

 

O desperdício é um dos atos não-sustentáveis praticados pelo consumidor brasileiro
O desperdício é um dos atos não-sustentáveis praticados pelo consumidor brasileiroFoto: Divulgação/Senado Federal

O consumo consciente ainda não é uma realidade concreta para mais da metade do consumidor brasileiro, embora as pessoas reconheçam a importância de atitudes sustentáveis, poucos vêm adotando práticas mais responsáveis no dia a dia. Foi o que constatou uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizada em todas as capitais do país.

De acordo com o levantamento, 55% dos brasileiros se encaixam no grupo de ‘consumidores em transição’, ou seja, com hábitos de consumo consciente ainda aquém do desejado. Os pouco ou nada conscientes somam 14% de entrevistados, ao passo que apenas 31% podem ser considerados ‘consumidores conscientes’.

Os dados fazem parte do Indicador de Consumo Consciente (ICC), que em 2018 atingiu 73%, mantendo-se estável em relação ao ano passado (72%). O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais próximo de 100% for o índice, maior é o nível de consumo consciente. Para chegar-se ao resultado são aplicadas perguntas relativas aos hábitos, atitudes e comportamentos da rotina dos brasileiros, considerando os aspectos financeiros, ambientais e sociais.

O estudo indica que embora as pessoas enxerguem o consumo consciente como fator que pode fazer diferença na qualidade de vida, essa preocupação nem sempre se traduz em ações concretas. Prova desse contrassenso é que se por um lado os entrevistados demonstram não praticar com muita frequência atitudes sustentáveis, por outro quase a totalidade (98%) considera importante ou muito importante ter uma vida com hábitos de consumo mais consciente — seja pela economia de recursos de água e energia, reduzindo as compras ou pelo reaproveitamento das coisas.

O aspecto financeiro é o que mais influencia as práticas de consumo consciente entre as pessoas. Sair comprando de forma inconsequente tem diversas implicações negativas e a mais percebida pelo consumidor é aquela que impacta sua vida de forma imediata, ou seja, quando pesa no bolso.

Práticas conscientes
O levantamento aponta que dentre as várias práticas que já fazem parte da rotina dos brasileiros, destacam-se: sempre pesquisar preço, que resulta na compra dos itens mais baratos (92%), avaliar previamente o orçamento para saber se é possível levar ou não um determinado produto (91%) e optar por não adquirir algo novo quando o bem ainda pode ser usado ou até mesmo consertado (90%).

Além disso, 88% dos entrevistados disseram ter o costume de fazer na própria casa alguns serviços que poderiam ser contratados fora para economizar, como manicure, pet shop, cinema e lanches. Outros 87% garantem que sempre planejam as compras do dia a dia, como supermercados, feiras e pequenas aquisições.

A pesquisa também indica que há um esforço por parte dos consumidores em controlar o orçamento e economizar ao máximo. Enquanto 78% sempre pedem descontos em suas compras, 77% não recorrem ao cheque especial ou ao limite do cartão de crédito para conseguir fechar as contas do mês. Para 75%, uma forma de economizar é consumir somente frutas e verduras da época, por serem mais baratas. Outros 72% evitam fazer compras parceladas para não comprometer o seu rendimento mensal.

Daqui a alguns anos...
Uma boa notícia refere-se à adoção de hábitos sustentáveis do ponto de vista ambiental, que já estão incorporados à rotina dos brasileiros, segundo revela a pesquisa. Ao considerar o consumo racional de água, a atitude mais adotada pelos entrevistados (92%) é fechar a torneira enquanto se escova os dentes.

Em seguida, aparecem os que afirmam controlar todo mês o valor da conta de água (86%), ensaboar a louça com a torneira da pia fechada (85%), não considerar um exagero a crença de que um dia a água irá acabar (85%) e não lavar a casa ou a calçada com mangueira (83%).

Quanto ao uso racional de energia elétrica, que tem grande impacto social e ambiental, há também uma conscientização crescente dos brasileiros. Apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados é a principal prática (95%) mencionada. O segundo hábito mais comum de economia está ligado ao controle do valor da conta de luz (90%) e o terceiro é passar roupas apenas quando existe um volume grande de peças (82%).

Há ainda 76% de consumidores que têm a preocupação em verificar a quantidade de energia que determinado eletrodoméstico gasta antes de comprá-lo e 73% que dão preferência à utilização de lâmpadas de LED na residência.

Entre as ações de preservação do meio ambiente, as mais comuns citadas na pesquisa são doar ou trocar um produto antes de jogá-lo fora (86%) e evitar imprimir papéis para reduzir gastos e prejuízos ao planeta (79%). Em contrapartida, há um sinal de alerta: mais da metade só acha importante praticar o consumo consciente daqui a alguns anos, quando problemas mais graves atingirem o meio ambiente (55%).

Metodologia
Foram entrevistados 824 consumidores entre os meses de maio e junho, nas 27 capitais brasileiras. A pesquisa pode ser acessada na íntegra no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas


Com a procura maior por emprego de pessoas idosas há um aumento do desemprego
Com a procura maior por emprego de pessoas idosas há um aumento do desempregoFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de consumidores inadimplentes no país aumentou, pelo menos, em 3,9% em setembro, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito. Os dados indicam que mais de 60 milhões de brasileiros estão com restrições ao CPF, o que representa um percentual de 40,6% da população adulta acima de 18 anos.

Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o desemprego permanece elevado e a renda não superou os patamares anteriores à crise, prejudicando o orçamento e a capacidade de pagamento dos consumidores. Um quadro, de acordo com ele, que só deve ser revertido com a melhora do mercado de trabalho - o que exigiria uma recuperação econômica mais vigorosa.

Idosos
O indicador revela que o aumento mais acentuado da inadimplência acontece entre a população mais velha. Na comparação entre setembro deste ano e do ano passado, houve um crescimento de 10,0% na quantidade de inadimplentes entre 65 e 84 anos. Em número absoluto, estima-se um total de 5,4 milhões de consumidores com o CPF restrito nessa faixa etária.

Considerando os brasileiros de 50 a 64 anos, a alta no número de negativados foi de 6,2%, com 12,9 milhões, e na população de 40 a 49 anos foi de 4,9%, com 14 milhões de inadimplentes.

Os dados apontam ainda que a maior parte dos inadimplentes (51,5%) permanece na faixa dos 30 aos 39 anos. São 17,7 milhões de pessoas que não conseguem honrar seus compromissos financeiros. Na população mais jovem, os números também são expressivos: 7,7 milhões de inadimplentes entre 25 a 29 anos e 4,4 milhões com contas atrasadas têm entre 18 e 24 anos.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o fato de os idosos estarem tendo cada vez mais acesso a linhas de crédito acaba levando à inadimplência nessa faixa etária. Além do aumento na expectativa de vida, razão pela qual a população idosa participa cada vez mais ativamente do mercado de crédito, com um leque maior de produtos e serviços voltados para ela.

Regiões
A Região Nordeste aparece em terceiro lugar, em relação ao número de devedores, com cerca de 2,7% da população inadimplente. O Sudeste continua à frente, apresentando maior alta na quantidade de devedores, com 11,9%. Em segundo lugar ficou o Norte, com aumento de 4,0 e em quarto está a Região Sul, 3,7%. O Centro-Oeste aparece em último, com 1% da população inadimplente.

Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil foi o volume de dívidas que está no nome de pessoas físicas. No último mês de setembro, houve um crescimento de 1,50%ante 2017. Na base mensal de comparação, isto é, setembro frente agosto, foi observado uma leve queda de -0,04% no volume de dívidas em atraso.

Os dados das pendências por setor credor revelam que as dívidas bancárias — cartão de crédito, cheque especial e empréstimos — apresentou a alta mais expressiva em setembro: 8,5% na comparação com o mesmo mês de 2017. Já no comércio observou-se queda de -6,1% com atrasos no crediário. Depois vem os serviços básicos, como água e luz, cuja queda foi de -1,1%.

Metodologia

As informações disponíveis na pesquisa se referem a capitais e interior das 27 unidades da federação. A íntegra do indicador e a série histórica pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos


Setor de comércio e serviços deve começar as contratações de final de ano
Setor de comércio e serviços deve começar as contratações de final de anoFoto: Leo Motta/Folha de Pernambuco

Com a proximidade das festas de final de ano, os setores de comércio e serviços começam a abrir as portas para a contratação de trabalhadores. O período é uma oportunidade para uma pretensa recuperação de prejuízos e, ao mesmo tempo, de chances para pessoas que estão desempregadas.

Uma pesquisa realizada nas capitais e no interior do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que, pelos próximos meses, aproximadamente 59,2 mil vagas serão abertas nos segmentos. Números levemente superiores aos 51 mil novos postos que foram previstos para o mesmo período do ano passado.

Os dados também mostram um cenário de moderada melhora na comparação com 2017. Embora ainda representem a maioria, caiu de 82% para 72% o percentual de  empresários que não têm a intenção de fazer contratações extras neste fim de ano. Em sentido oposto, aumentou de 13% para 17% o percentual dos que devem integrar ao menos um novo colaborador à sua equipe.

Reforçar o quadro de funcionários para dar conta do aumento da demanda neste período do ano é o motivo mais citado na hora de justificar as contratações, mas há também empresários que contratam pensando em melhorar a competição no mercado e aqueles, também, que se planejam para lidar com a rotatividade de funcionários.

A maior parte, no entanto, deve contratar apenas um funcionário – 46% dos empresários consultados - enquanto 28% pretendem contratar dois novos colaboradores.

Já 49% se enquadram entre aqueles que não irão contratar, porque acham que o movimento nas lojas não crescerá de forma que justifique admissões. Em alguns casos, mesmo sem contratar funcionários, os empresários devem adotar outras estratégias para lidar com o período aquecido de vendas, como por exemplo ampliar as horas trabalhadas por dia da atual equipe – pelo menos 17% dos que participaram da pesquisa, têm essa pretensão.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, embora o número de 59,2 mil vagas seja uma pequena fração diante do contingente de quase 13 milhões de desempregados no país, os dados sinalizam uma recuperação gradual da economia e injetam algum otimismo para o início do novo ano.

Ainda de acordo com ela, quem procura há meses uma recolocação no mercado de trabalho pode encontrar nas vagas de fim de ano a chance para começar a colocar a vida financeira em ordem.

Maioria das vagas temporárias deve durar até três meses
Dentre os empresários que já contrataram ou que irão contratar neste fim de ano, 43% empregarão temporários, 33% abrirão vagas formais e 29% informais ( sem carteira assinada). Há ainda 16% de casos em que a contratação será terceirizada. E dentre os que recorrerão a mão-de-obra informal, a maioria (61%) justifica que se trata de uma contratação específica para o período natalino, sendo inviável a carteira assinada. Outros 19% argumentam que dessa forma reduzirão as despesas com folha de pagamento.

A pesquisa também descobriu que 26% dos empresários que pretendem contratar devem empregar funcionários por meio do regime de trabalho intermitente, aquele que adota o regime de hora móvel em vez de hora fixa e que passou a vigorar com a nova legislação trabalhista.

O estudo mostra ainda que quem procura uma vaga de trabalho neste fim de ano deve ficar atento, pois a maioria das contratações deve ocorrer entre os meses de outubro (28%) e novembro (33. Apenas 8% já efetuaram as contratações nos meses de agosto e setembro e 17% devem realizá-las somente em dezembro, quando faltarem poucas semanas para o Natal.

De qualquer modo, há motivos para o trabalhador temporário se esforçar para permanecer no emprego com a chegada do novo ano. Em cada dez empresários que vão contratar funcionários temporários, 28% planejam efetivar ao menos um colaborador após o término do contrato. A maior parte, contudo, não deve efetivar nenhum.

Perfil do trabalhador
Considerando quem contratou ou pretende contratar funcionários neste ano, a remuneração média dos novos trabalhadores deve ser de aproximadamente R$ 1.421,56, o que corresponde a uma média de um salário mínimo e meio. As funções mais procuradas devem ser as de vendedores (28%), ajudantes (21%), balconistas (11%), recepcionistas (4%), cabeleireiros (4%), estoquistas (4%) e caixas (4%). Em média, a jornada de trabalho deve ser de sete horas diárias.

Na comparação entre gêneros, nota-se um relativo equilíbrio: 34% dos empresários devem optar por homens, enquanto 31% por mulheres e 33% mostram-se indiferentes com relação a isso. No que diz respeito a faixa etária, a idade média dos novos funcionários deve ser de 28 anos. Além disso, espera-se que o novo funcionário tenha ao menos o ensino médio completo (48%).

Metodologia
A pesquisa ouviu 1.168 empresários de todos os portes que atuam no comércio e ramo de serviços nas 27 capitais. A pesquisa completa pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas



Indicador mostra que empresários têm visão mais negativa sobre a economia do país do que do próprio negócio
Indicador mostra que empresários têm visão mais negativa sobre a economia do país do que do próprio negócioFoto: Arquivo

Micros e pequenos empresários se mantêm confiantes, mesmo com o quadro de eleições no Brasil. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o índice registrou 51,0 pontos em setembro - em agosto o índice foi de 51,1 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que o resultado observado está muito próximo da marca que separa o ambiente de otimismo e pessimismo dos empresários.

Indicador de confiança do MPE


A avaliação do atual desempenho da economia tem puxado o indicador para baixo, em contraste com as perspectivas para o futuro da própria empresa e da economia, que apresenta pontuações melhores. Já o Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção dos últimos meses, ficou em 39,8 pontos e o Indicador de Expectativas, que projeta um horizonte futuro de seis meses, marcou 59,4 pontos.

De acordo com o presidente da CNDL, José César da Costa, os dados mostram que a maioria dos empresários de menor porte está otimista com o futuro, mas ainda em compasso de espera.

Micro e pequenos empresários avaliam que economia piorou, embora percepção sobre desempenho dos negócios seja menos negativa. Mais da metade (53%) dos micro e pequenos empresários consideram que a economia piorou nos últimos seis meses e apenas 17% dos entrevistados notaram uma melhora no período.

Por outro lado, quando analisado o desempenho do próprio negócio, a percepção é um pouco melhor, já que 24% notaram avanços na sua empresa,enquanto 36% observaram uma piora. E dentre os que perceberam uma piora em seus negócios, a queda das vendas desponta como principal razão, mencionada por 77% dos entrevistados.

Já outros 30% destacaram aumento nos preços de matéria prima e produtos, enquanto 10% ainda sentem consequências da inadimplência de seus clientes. Para os que notaram melhora na performance do próprio negócio, mais de metade (61%) disse ter vendido mais no período e 23% atribuem a uma melhora da gestão da empresa.

E se o último semestre frustrou a maioria dos micro e pequenos empresários, o indicador mostra que as expectativas para os próximos meses são de otimismo. Em termos percentuais, mais da metade (57%) disse estar confiante no futuro do próprio negócio, ante 11% que demonstrou pessimismo.

Entre os que demonstram confiança, a maior parte (29%) novamente afirma fazer uma boa gestão da empresa. Além desses, 27% alegam não saber ao certo a razão de estarem otimistas, apesar de acreditarem que coisas boas irão acontecer.

Pensando na economia, os resultados são um pouco piores, mas ainda há um clima de otimismo: 36% estão confiantes, mas quase a metade (47%) também não sabe justificar os motivos. Além disto, 21% apostam no amplo mercado consumidor e 21% esperam um cenário político mais favorável.

Embora a maioria relativa dos entrevistados tenha boas expectativas com relação ao futuro do próprio economia, há os que se consideram pessimistas (24%), principalmente em razão das incertezas políticas (65,6%).

Ainda de acordo com o levantamento, 39% consideram ter tido um bom desempenho de vendas. Para 41%, o resultado foi regular e 18% avaliam como ruim ou péssimo. Em relação às perspectivas para os próximos seis meses, a maior parte acredita que o faturamento irá crescer (46%) e apenas 4% apostam em queda na receita. Já 42% esperam um faturamento igual.

Para o presidente do SPC Brasil, o segundo semestre tem datas comemorativas importantes para o varejo que devem aquecer as vendas. É natural perceber esse otimismo com relação ao faturamento.

Entre os que têm expectativa de crescimento no faturamento, 32% atribuem essa performance a novas estratégias de vendas. Outros 31% não possuem uma razão concreta, 24% apostam na diversificação do portfólio de produtos para ampliar a receita e 19% pretendem investir na melhoria da gestão.

Metodologia

O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”.Os dados podem ser acessados, na íntegra, através do endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

 


Dia das Crianças deve movimentar R$ 9,4 bilhões no varejo, aponta pesquisa CNDL/SPC Brasil
Dia das Crianças deve movimentar R$ 9,4 bilhões no varejo, aponta pesquisa CNDL/SPC BrasilFoto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco

Mais da metade dos brasileiros deve ir às compras no Dia das Crianças – comemorado no próximo dia 12 de outubro. Dados de uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontam que pelo menos 72% dos consumidores vão comprar presentes, um aumento que traz a expectativa de que o varejo movimente uma média de R$ 9,4 bilhões. Em 2017 o percentual de pessoas que compraram presentes foi de 67%..

Ainda de acordo com o levantamento, 39% das pessoas presentearão filhos, sobrinhos, netos ou afilhados, mas pretendem gastar o mesmo valor que o ano passado, enquanto 24% planejam comprar menos. No total, cada consumidor deve desembolsar, em média, R$ 187 com presentes.

O Dia das Crianças representa a última festa comemorativa antes do Natal e dará sinais de como será o desempenho das vendas no final do ano. As intenções de compra da data servirão de termômetro para o fim de ano, ao trazer as primeiras impressões do que deve acontecer no Natal, principalmente em um momento que o poder de compra das famílias continua sendo afetado pelas dificuldades econômicas, de acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Orçamento apertado
Os impactos da crise ainda estão presentes no dia a dia das pessoas e contribuem para que boa parte gaste menos nas datas comemorativas. A principal razão para que haja um freio no consumo daqueles que pretendem gastar menos este ano deve-se ao orçamento apertado, pelo menos é o que pensa 34% dos entrevistados. Enquanto 24% desejam economizar, 18% estão desempregados e por essa razão se veem impossibilitados de comprar e 9% têm outras prioridades de aquisição, como carro e casa. Há ainda os que precisam pagar dívidas em atraso (8%).

Apesar da cautela, a pesquisa mostra que 30% pretende comprar dois presentes e 25% apenas um. E 66% espera pagar os produtos à vista e o dinheiro será a opção de 51% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece o cartão de crédito parcelado (34%) e em terceiro, o cartão de débito (28%). Entre os que planejam parcelar as compras, a média de prestações é de quatro parcelas.

os shopping centers são o lugar preferido de 42% dos consumidores para fazer suas compras, embora 35% optem pela internet, provavelmente motivados pela comodidade e praticidade de encontrar seus presentes. Já 28% mencionaram que buscarão o tradicional comércio de rua.

Inadimplência
O estudo aponta ainda que oito em cada dez consumidores – o que representa 80% - pretendem pesquisar preços antes de comprar, principalmente as mulheres (84%) e as classes C e D (82%). Entre os que adotam a prática da comparação pela internet, o índice é de 77%, com o Google sendo o meio de pesquisa mais utilizado como site de busca (66%). Também há os que recorrem aos portais e aplicativos de comparação de preços (51%) e os sites de ofertas (48%). Muitos entrevistados disseram ter o hábito de pesquisar preços também em lojas de rua (46%), principalmente as mulheres (51%).

Presentes
No ranking dos itens que devem ser mais comprados aparecem as roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%). Em tempos de dificuldades, uma opção que atrai muitos consumidores é dividir o valor dos presentes com outras pessoas como forma de economizar. Cerca de 15% afirmaram que pretendem dividir o valor das compras, sendo que 50% vão fazê-lo com o cônjuge, enquanto 24% com o pai ou mãe da criança e 21% com outros familiares.

Para 32%, a divisão do preço do presente será usada como estratégia de redução dos gastos. Mas parcela significativa dos consumidores também respondeu que vai dividir a compra por estar com o orçamento apertado (26%) ou por estar desempregado (22%). Já um em cada oito entrevistados respondeu que espera pagar os presentes sozinhos (80%), sobretudo os homens (86%).

Em relação ao protagonismo dos pequenos no momento da escolha dos presentes e a influência do círculo de convívio e dos meios de comunicação nos hábitos de consumo das crianças, o estudo indica que para 37% dos entrevistados existe pressão da criança para comprar o que ela deseja. Por outro lado, 62% das crianças não fazem qualquer tipo de pressão para ganharem o presente almejado.

Metodologia
A pesquisa foi realizada com 819 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de compras no Dia das Crianças. Em um segundo levantamento, 600 casos mostrou o público interessado em comprar presentes na mesma data. Veja a pesquisa na íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Na hora de investir, gerentes de bancos e internet são os meios mais procurados por investidores
Na hora de investir, gerentes de bancos e internet são os meios mais procurados por investidoresFoto: Reprodução

Na hora de escolher como e onde investir, o tradicional gerente de banco e a internet figuram como as fontes de informação mais confiáveis para a maioria dos investidores brasileiros. A afirmação veio de uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizada em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que mostrou um percentual de 53% dos brasileiros que procuram informações para investir buscando orientações com o gerente do banco em que são correntistas e 47% consultam a internet.

E para as pessoas acima de 55 anos, o percentual aumenta para 74% de preferência em buscar os gerentes, já 63% dos investidores mais jovens optam pelo universo virtual. Amigos e parentes (38%), consultores especializados (28%), departamento de orientação dos bancos (27%) e programas de TV (13%) são as demais fontes buscadas por quem deseja investir..

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o investidor deve diversificar as fontes de informações e não depender exclusivamente do gerente do banco para assumir escolhas financeiras. Ainda de acordo com ela, investir envolve planejamento e conhecimento para discernir e fazer boas escolhas, sendo o ideal a busca pelo maior número de referências e reflexão sobre elas..

A pesquisa também apontou que há os que não buscam orientação. Cerca de 70% acabam escolhendo as modalidades de investimento mais conhecidas, 19% tomam decisões sozinhos e 10% delegam a função para terceiros.

E na hora de escolher o tipo de investimento, 55% dos brasileiros que investem priorizam aplicações consideradas fáceis de resgatar. Outras características valorizadas pelos entrevistados são baixo risco (52%), facilidade de compreensão (51%) e não exigir tanta burocracia na hora de aplicar (50%). Outras necessidades são poder iniciar o investimento com um aporte inicial baixo (38%), previsibilidade de retorno (38%) e custos ou taxas (37%).

A pesquisa ainda mostra que, dentre os brasileiros que possuem reserva financeira, 81% aplicam o dinheiro em alguma modalidade de investimento, com predomínio das aplicações tradicionais e conservadoras como a caderneta de poupança (69%), principalmente. Outras modalidades que completam o ranking são previdência privada (12%), fundos de investimentos (12%), tesouro direto (9%), CDBs (9%) e ações em bolsa (5%).

No geral, 60% dos investidores investem sempre no mesmo tipo de aplicaçãoe 24% costumam copiar investimentos que as outras pessoas fazem, sem verificar se é o mais indicador para sua situação. As aplicações mais rejeitadas e que os entrevistados jamais investiriam são criptomoedas (33%) e debêntures (28%).

Metodologia
A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e abrange doze capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém.

Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais, com pessoas de idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. Acompanhe a pesquisa complea no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Sudeste continua puxando alta, com aumento de 16,31% no número de companhias devedoras
Sudeste continua puxando alta, com aumento de 16,31% no número de companhias devedorasFoto: Pedro revillion/fotos públicas

O volume de empresas com contas em atraso e incluídas nos cadastros de inadimplentes continua crescendo a taxas elevadas. Em agosto de 2018 foi registrado um aumento de 9%, ante o mesmo período do ano passado. A alta foi puxada mais uma vez pela Região Sudeste, que subiu 16,31% no número de empresas devedoras. Com exceção da Região Norte, que teve um avanço na quantidade de devedores (1,9%), as demais também apresentaram aceleração: 4,4% no Sul, 3,2% no Centro-Oeste e 3,1% no Nordeste.

Os dados são do Indicador de Inadimplência da Pessoa Jurídica apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Com relação ao número de pendências devidas pelas empresas, o crescimento foi de 7,4%. Ao avaliar as dívidas por setor credor, serviços apresentou maior alta: um crescimento de 9,7% na comparação com o ano passado. Em seguida aparece a indústria (5,8%) e o comércio (1,8%). Já o ramo da agricultura foi o único a ter queda na inadimplência (-1,7%).

Sudeste continua puxando alta, com aumento de 16,31% no número de companhias devedoras


Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, os dados ainda são reflexo das dificuldades econômicas presentes no cenário brasileiro. Segundo ele, apesar da economia dar sinais de recuperação e a inflação ter recuado, há uma considerável distância entre os níveis atuais de atividade e os que antecedem a crise.

Recuperação de Crédito
Outro indicador mensurado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o de Recuperação de Crédito, que avalia o processo de quitação das dívidas em atraso. O índice vem acelerando desde junho, e em agosto, a variação acumulada dos 12 meses foi de 2,6% — maior alta desde dezembro de 2015.

A análise da recuperação de crédito por setor devedor revela que, do total de empresas que saíram do cadastro de devedores mediante pagamento, a maior parte (45%) atua no setor de comércio. Além dessas empresas, 41% atuam no setor de serviços e 9% na indústria.

Metodologia
O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

Os material pode ser acessado por meio do endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Cerca de 5% dos consumidores do país conseguiram quitar as dívidas
Cerca de 5% dos consumidores do país conseguiram quitar as dívidasFoto: Felipe Ribeiro/arquivo folha

Apesar do percentual médio de 5% dos consumidores do país que conseguiram quitar dívidas em atraso - e o número é considerado expressivo, já que é a maior alta desde setembro de 2015 -  41% da população adulta do país, entre agosto e julho, ainda está inadimplente. Os dados foram apontados pelo Indicador de Recuperação de Crédito mensurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

Os números são obtidos a partir das exclusões de registros de inadimplência mediante pagamento integral da dívida ou renegociação do débito. A abertura do indicador mostra que o volume de quitação de dívidas foi mais expressivo na região Centro-oeste, que cresceu 12,39%, seguida do Sudeste (8,31%) e do Nordeste (7,09%). Já nas regiões Norte (-10,38%) e Sul (-3,10%) houve queda na quantidade de inadimplentes que regularizaram sua situação financeira.

Do total de inadimplentes que quitaram suas pendências em agosto, a maior parte (44%) tem entre 30 e 49 anos. A segunda faixa que mais recuperou crédito é a dos que têm mais de 65 anos (13%), seguido dos devedores com idade entre 18 e 29 anos (12%). Já a abertura por gênero mostra uma leve predominância de mulheres entre os devedores que mais colocaram suas contas em dia, com 52% de participação contra 48% dos homens.

Entre todas as dívidas que foram pagas em agosto, 55% são com instituições bancárias, como faturas de cartões de crédito, cheque especial, financiamentos, empréstimos e seguros. O segundo tipo de dívida em atraso que mais foi colocada em dia é com companhias de serviços básicos, como água e luz, que representam 26% do total de pendências quitadas. Em terceiro lugar aparecem as dívidas regularizadas no crediário ou boleto no comércio, com 10%. Já as pendências com empresas de telecomunicação, como contas de telefonia, TV por assinatura e internet, representaram um total de 3% em fevereiro. 

O dados completos levantados pela CNDL e SPC Brasil podem ser acessados no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

A seguir, veja quais são os seis passos que podem auxiliar na regularização de uma dívida

- Identificar o tamanho da dívida: consumidor deve calcular exatamente o quanto deve. Se não souber ao certo, o recomendável é procurar os credores para descobrir;

- Analisar o quanto pode pagar por mês: saber o quanto possui para negociar é fundamental ao discutir a dívida com o credor. Se o valor não for suficiente, vender algum bem ou procurar renda extra por meio de ‘bicos’ pode ser uma alternativa;

- Aprender a priorizar a dívida: as dívidas que possuem maiores taxa de juros deve e que implicam corte de serviços em caso de não pagamento devem ser priorizadas;

- Negociar o valor da dívida de forma realista: assim como consumidor tem interesse em regularizar sua situação, o credor também quer reaver uma pendência. Por isso, vale a pena tentar negociar. Mas o consumidor só deve propor um acordo que ele consiga cumprir;

- Trocar uma dívida cara por outra mais barata: se não houver dinheiro para quitação integral da dívida, o consumidor deve propor uma mudança no tipo de financiamento, procurando alternativas mais baratas. Um bom exemplo é trocar a dívida do cartão de crédito por um crédito consignado, que cobra juros mais baratos;

- Fazer portabilidade de crédito: também é possível encontrar um banco que aceite financiar a dívida em condições melhores que o atual banco, reduzindo o custo dos juros.

Consumidores estão pessimistas com o futuro da economia, pós-eleições
Consumidores estão pessimistas com o futuro da economia, pós-eleiçõesFoto: Pixabay

Os consumidores brasileiros estão divididos em relação ao futuro da economia após as eleições de outubro, que vai eleger o presidente que assumirá o comando do país até 2022. De acordo com pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) nas 27 capitais, 34% das pessoas acreditam que a situação ficará mais favorável e 33% acha que tudo vai permanecer como está e há, ainda, 17% que acredita em uma piora do quadro. O levantamento demonstra que boa parte da percepção negativa sobre as eleições decorre da constatação de que o país ainda sofre consequências da crise.

Pelo menos seis em cada dez (63%) brasileiros avaliam que a situação econômica do país está pior do que há um ano, enquanto 24% consideram que a situação é a mesma e somente 13% acham que ela está melhor. Para os brasileiros, mesmo com o fim da recessão, a maior parte dos impactos da crise ainda persistem, como desemprego elevado (90%), aumento de impostos (89%), endividamento das famílias (88%) e inadimplência crescente (86%).

A respeito do próximo governo, 44% das pessoas ouvidas acreditam que haverá aumento dos preços, o mesmo percentual para aumento do dólar e 42% para a elevação dos juros. Já sobre os rumos do desemprego, as opiniões se dividem: 33% acham que haverá mais cortes de vagas, enquanto 32% acreditam em criação de novos postos de trabalho. Para 28%, a situação permanecerá a mesma.

Diante da expectativa de um cenário macroeconômico mais difícil, 45% dos que estão pessimistas acreditam que terão de economizar mais e manter a disciplina nos gastos depois das eleições e 43% disseram que será mais complicado manter as contas em dia em 2019.

Eleições
A pesquisa também apontou que mais da metade (53%) dos consumidores está com uma percepção negativa sobre as eleições presidenciais – o percentual sobe para 59% entre a parcela feminina de entrevistados. Somente 18% das pessoas ouvidas reconhecem estar confiantes com a eleição, enquanto 26% estão neutros.

Para os pessimistas com o processo eleitoral, a maior parte (34%) afirma não ter boas opções de candidatos à disposição. De forma semelhante, 30% não confiam nos nomes que disputam o Planalto, ao passo que 28% não acreditam que o novo presidente será capaz de promover mudanças positivas para a população na economia. Há ainda 27% de pessoas que estão desacreditadas com a possibilidade de renovação na política.

Considerando apenas a opinião dos brasileiros otimistas com as eleições, 39% acham que o novo governo terá mais estabilidade política para aprovar matérias de interesse para o país e 35% depositam esperança no fato de a sociedade estar mais vigilante com os políticos. Outros 18% de entrevistados esperam uma melhora porque haverá mudanças com relação às políticas adotadas pelo atual governo.

Mudanças
Quase 70% dos entrevistados esperam grandes mudanças com o presidente eleito. E de acordo com a opinião da maioria das pessoas, o combate à corrupção, o desemprego e a criminalidade devem ser prioridades no próximo governo. De modo geral 69% espera que o presidente eleito faça grandes mudanças em relação ao que vem sendo feito. Outros 26% argumentam em favor de mudanças pontuais, desde que sejam mantidos determinados programas e reformas já colocados em práticas e somente 5% desejam a continuidade das políticas do atual governo.

Outros assuntos considerados relevantes para a nova gestão são a necessidade de ajuste fiscal (23%) e o corte de impostos (22%). Dentre as diretrizes que vão nortear o novo governo, 61% discordam da avaliação de que o presidente deve intervir menos na economia. Dessa forma, 88% pensam que o vencedor deve fortalecer a produção nacional e 73% concordam que a prioridade deve ser a distribuição de renda. Outros temas que recebem destaque são o estímulo ao comércio internacional (70%) e a garantia de direitos às minorias (67%).

Metodologia
A pesquisa ouviu 800 brasileiros de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. A pesquisa completa pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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