Educação financeira via WhatsApp
Educação financeira via WhatsAppFoto: Paullo Allmeida / Folha de Pernambuco

Lidar com as próprias finanças ainda é algo difícil para a maior parte dos brasileiros, tanto que 62 milhões de pessoas estão inadimplentes no País, segundo o SPC. Mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quer mudar essa realidade. Por isso, elaborou um guia básico de educação financeira para a população. E essas dicas serão repassadas gratuitamente pelo WhatsApp.

Leia também:
Pernambuco tem 703 mil sem emprego
Procon Recife realiza mutirão de renegociação de dívidas na próxima semana
Número de endividados e inadimplentes cresce de julho para agosto
Hábito de poupar segue tímido no País


Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, José Alexandre Vasco explicou que o WhatsApp é um modo simples e efetivo de alcançar a população, já que mais de 120 milhões de brasileiros, de todas as idades e classes sociais, usam o aplicativo. “Queremos nos aproximar dos cidadãos e percebemos que o WhatsApp tem uma ampla aceitação, especialmente no público que queremos atingir: a nova classe média e as pessoas da classe C que não têm renda estável”, explicou Vasco, contando que o projeto teve um resultado positivo quando foi testado em comunidades do Rio de Janeiro. “As pessoas gostaram de receber nossas mensagens e várias disseram que conseguiram poupar com as dicas. Por isso, agora lançamos o projeto em larga escala em todo o Brasil”, contou.

Batizado de Precisamos Falar Sobre Dinheiro, o projeto começa na próxima segunda-feira (19) com um programa de educação financeira elaborado por especialistas da CVM e psicólogos. São três meses de mensagens sobre organização financeira, poupança e noções básicas de investimentos - dicas que chegarão diariamente pelo WhatsApp de diversas formas: texto, áudio e até memes. Os interessados em receber essas informações só precisam se cadastrar na lista de transmissão da CVM enviando, também pelo aplicativo, a mensagem “Quero Participar” para o número (21) 99450-5914. E quem perder o início do “curso” não precisa se preocupar, pois a CVM promete reiniciar o programa depois desses três meses.

“A informação é o primeiro passo para que o indivíduo tenha uma visão clara do seu orçamento e encontre um caminho adequado para atingir seus objetivos. Por isso, vamos trabalhar com finanças pessoais básicas para ajudar as pessoas a organizar sua vida financeira, saindo do endividamento e se possível começando a poupar”, contou Vasco, garantindo que todos conseguirão acompanhar o programa. “Vamos tratar de competências básicas, como orçamento doméstico. Ou seja, são mensagens para quem está começando a enveredar nas finanças pessoais”, afirmou Vasco, destacando que o objetivo do Precisamos Falar Sobre Dinheiro é fomentar a poupança mesmo nas classes mais baixas.

"O Brasil tem uma taxa de poupança muito baixa. E essa taxa ainda vem caindo. Mesmo nos anos de crescimento, quando 40 milhões de pessoas saíram da pobreza, essa taxa caiu. Ou seja, não é só uma questão de renda, mas uma questão cultural. Precisamos, então, ampliar a conscientização financeira da população”, justificou Vasco, afirmando que um alto grau de poupança amplia o bem estar financeiro dos cidadãos e também da economia nacional, pois favorece os investimentos produtivos. E quem já pode pensar em investimentos desse tipo também pode contar com orientações da CVM, só que no site e nas redes sociais do órgão, que é vinculado ao Ministério da Fazenda.

Pets são mimados no Ano do Cão em Hong Kong
Pets são mimados no Ano do Cão em Hong KongFoto: Isaac Lawrence / AFP

Para quem acha que cuidar de um animal de estimação basta comprar a ração todo mês, atenção: você pode acabar endividado. O educador financeiro Fabrizio Gueratto, do Canal 1Bilhão, fez essa conta e concluiu que a criação de um pet pode passar de R$ 66 mil até o fim da vida.

Segundo ele, é como comprar um carro. Além da gasolina é preciso levar em conta os gastos com IPVA, seguro e manutenção, por exemplo. Gueratto fez a conta considerando os gastos de um brasileiro de classe média com um cão de médio porte. A ração custa em torno de R$ 135 por semana, ou R$ 1.620 ao mês. Em dez anos, são R$ 16,2 mil.

O banho em pet shops pode resultar em mais de mil reais por ano. Se o dono resolve fazer um plano de saúde para o animal - e assim evitar sustos com a fatura do veterinário - a conta fica ainda mais alta. Entram na conta também remédios, antipulgas e acessórios. E se o animal foi comprado, não adotado, esse valor deve entrar na conta também.

O lado bom de ter um cachorro ou gato, todo mundo já sabe. Mas vale ir para a ponta do lápis e fazer a conta direitinho para ver se o bichinho cabe ou não no seu orçamento. 

Prefeitura do Recife distribui carnês do IPTU
Prefeitura do Recife distribui carnês do IPTUFoto: Arthur de Souza

Os moradores do Recife têm até o dia 30 de novembro para indicar o imóvel que vai receber o desconto de até 50% no IPTU de 2019. Só pode participar quem está em dia com os pagamentos da taxa. O processo é incrivelmente burocrático, mas vale a pena: o abatimento chega a 50% do valor do IPTU, podendo ser transferido para outro imóvel caso passe desses 50%. Confira o passo a passo:

Primeiro, crie uma senha web para acessar o serviço, neste link. Depois de preencher o formulário desta página, imprima o documento gerado, assine, digitalize e salve como PDF. Deixe à mão também versões em PDF do seu RG e CPF. O tamanho total dos aquivos não pode ultrapassar 15 MB.

Em seguida, clique neste link para fazer o procedimento de desbloquear a senha.  Preencha seus dados e clique no botão 'Enviar senha para o email' - você vai precisar desse código para concluir o processo e ele pode demorar alguns minutos. Você vai receber um segundo email da Prefeitura com o número do processo de liberação da senha. Esse passo é o mais demorado, pode nem chegar no mesmo dia.

Clique nesse link para acompanhar se a senha foi liberada.  

Nesse outro link você pode fazer o cadastro do imóvel

A partir daí, ao fazer compras, lembre de informar o CPF para inserir na nota fiscal e depois receber um crédito de 30% do valor pago de Imposto Sobre Serviços (ISS). Ou seja: toda vez que pagar a mensalidade escolar, reparos no carro, estacionamentos ou consultas médicas, por exemplo, você gera créditos que depois viram desconto no seu IPTU. O desconto não precisa estar vinculado ao CPF.

Poupança
PoupançaFoto: Reprodução/Pixabay

Criado para conscientizar a população sobre a importância de ter reservas financeiras, o Dia da Poupança é celebrado nesta quarta-feira (31) com um grande desafio. Afinal, devido à recessão, são poucos os que ainda conseguem poupar algum dinheiro no País. Em agosto, por exemplo, só 16% dos brasileiros fizeram isso, segundo a CNDL/SPC Brasil. E a maior parte dessa pequena parcela da população colocou o dinheiro na caderneta de poupança, que já não rende mais tanto quanto antes e pode ter a rentabilidade novamente reduzida nesta quarta caso o Copom volte a cortar a taxa básica de juros (Selic).

Leia também:
Copom inicia reunião para definir taxa básica de juros
Juros do rotativo do cartão de crédito sobem para 278,7% ao ano
Depósitos na poupança superam retiradas em R$ 3,7 bi no mês de julho
Bancos e Justiça farão mutirão para destravar acordo da poupança
Apesar de fala de Bolsonaro, líderes avaliam que Previdência não avança na Câmara em 2018


Na pesquisa da CNDL/SPC Brasil, a maior parte dos não poupadores (45%) explicou que não guardou dinheiro porque não teve renda suficiente. Outros 15% reforçaram essa situação dizendo que estão desempregados. Já o restante admitiu imprevistos (15%) e descontrole financeiro (12%). “O contexto econômico afetou o orçamento. Mas, mesmo com algumas melhorias na economia, os brasileiros seguem sem poupar, porque não têm uma cultura de poupança”, avaliou o financista Arthur Lemos, dizendo que, por isso, é importante escolher bem o destino do que for poupado. “Já é tão desafiador fazer sobrar dinheiro no fim do mês que, quando sobra, deveríamos buscar o investimento que entrega o maior retorno possível”, afirmou.

Não há consenso, porém, quanto à melhor fonte de investimento. Até a poupança, que é usada pela maioria dos poupadores (59%), é alvo de discussões. É que a caderneta perde rentabilidade quando a Selic fica menor que 8,5%, como acontece hoje. Diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Oliveira explicou que, com juros acima de 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Quando os juros estão menores, porém, essa rentabilidade reduz para o equivalente a 70% da Selic mais a TR. Atualmente, como a TR está zerada e a Selic bate 6,5%, a poupança rende 0,37% ao mês ou 4,55% ao ano.

“Já a rentabilidade do Tesouro Direto entrega, ao menos, a Selic”, afirmou Lemos, que, por isso, recomenda o investimento nesse título público. “É preciso ficar atento, porém, às taxas de administração cobradas pelos bancos. Muitas são altas para um pequeno investidor. Então, a poupança pode ser boa para pequenos investimentos”, frisou Oliveira.

Com a dúvida, os poupadores têm começado a diversificar os investimentos. O Tesouro Direto, por exemplo, nunca teve tantos investidores ativos: foram 697 mil em setembro. Outra aplicação que tem crescido é a previdência privada, porque, como explicou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, com a possibilidade da Reforma da Previdência, “a preocupação com a aposentadoria começa a entrar no radar do poupador brasileiro”. Segundo o SPC Brasil, o número de poupadores que recorre a esse instrumento subiu de 9% para 19% neste ano.

Poupadores têm diversas opções de escolha de reservas financeiras
Poupadores têm diversas opções de escolha de reservas financeirasFoto: Pixabay

Apenas dois em cada dez brasileiros pouparam algum valor da renda, pensando na aposentadoria. Os números, que correspondem a 19% de poupadores, foram apresentados pelo Indicador de Reserva Financeira da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Embora pequeno, houve um crescimento na comparação com o janeiro deste ano (9%). Já outros 45% destinam reservas para possíveis imprevistos, enquanto 28% fizeram para garantir um futuro melhor da família e 25% para o caso de ficarem desempregados. De acordo com o levantamento, o valor médio poupado foi de R$ 354.

E entre as principais formas de reserva financeira está a previdência privada, mencionada por 10% dos entrevistados, à frente de outros investimentos menos tradicionais, como Tesouro Direto (7%), CBD (5%), LCI (3%) e bolsa de valores (2%). No entanto, a velha caderneta de poupança ainda lidera o destino das reservas com folga (59%). Já 18% afirmam deixar o dinheiro em casa e outros 18% na conta corrente, enquanto 10% aplicam em fundos de investimento.

Aposentadoria
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a crise fiscal dos últimos anos e a questão previdenciária ocuparam lugar de destaque no debate político e econômico. Os números do levantamento revelam que a preocupação com a aposentadoria começa a entrar no radar do poupador brasileiro, mas a principal motivação para a formação de reserva ainda são os imprevistos.

Outra dado importante é de que a conjuntura econômica, com alto índice de desemprego e queda do poder de compra, segue prejudicando o orçamento familiar. Pelo menos quatro em cada dez pessoas (40%) que possuem reserva financeira tiveram de sacar ao menos parte desses recursos em setembro. Desse universo, 16% disseram destinar para uma situação inesperada e 9% para pagar dívidas. Outros 9% usaram para realizar uma compra e 7% para complementar renda.

Metodologia
O objetivo da sondagem é acompanhar mensalmente a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. O indicador abrange doze capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais.

A amostra foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A pesquisa completa pode ser acessada no link https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos



Dívidas
DívidasFoto: Felipe Ribeiro / Arquivo Folha

Ter problemas financeiros em decorrência de dívidas em excesso, é o óbvio. Mas, além deles, as consequências emocionais e de comportamento que os devedores adquirem, também devem ser levados em conta. E não são poucos os casos de pessoas que se sentem mais ansiosos por causa dos débitos.

De acordo com levantamento feito nas capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), pelo menos seis em cada dez inadimplentes – o que equivale ao percentual de 58% - passaram a ter sintomas de ansiedade.

Outros sentimentos que a maioria dos inadimplentes passou a vivenciar em algum grau foram também a insegurança em não conseguir pagar as dívidas (59%) e o estresse (52%). Há ainda uma parcela considerável de devedores que passaram a se sentir angustiados (47%), com sentimento de culpa (46%) e desanimados (41%) após as pendências.

A pesquisa também mostra que os atrasos de pagamento afetaram a autoestima de 41% dos entrevistados e quase um terço (31%) sente-se envergonhado perante a família e amigos por estarem devendo. Além disso, a preocupação com a imagem transmitida aos outros é algo que parte dos entrevistados leva em conta: 12% citam o medo de não conseguir um emprego por estarem devendo e 5% temem ser considerados desonestos pelas demais pessoas. De modo geral, 56% dos inadimplentes demonstram um alto grau de preocupação com as dívidas em atraso que possuem.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o estado emocional do devedor interfere de forma direta na maneira com que ele lida com suas finanças. Sentimentos negativos dificultam o processo de organização das contas e é preciso que ele encontre formas de não se deixar abater pelas preocupações.

Vícios
A inadimplência também fez com que os consumidores buscassem meios de fugir de preocupações com a situação financeira. De acordo com a pesquisa, 22% das pessoas com contas atrasadas passaram a descontar a ansiedade em algum vício como cigarro, comida ou álcool e 15% passaram a gastar mais do que o costume com compras. Mesmo inadimplentes, 26% dos entrevistados admitem não terem feito ajustes no orçamento e 22% não abriram mão de compras que costumavam fazer.

O humor de boa parte dos entrevistados também foi impactado pelo endividamento, causando abalos até mesmo na vida social das pessoas. Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado (40%) ou mal-humorado (40%), além de ter menos vontade de sair e de se socializar com outras pessoas (32%). Outra constatação é que as pessoas podem reagir de forma oposta entre si em um momento de abalo emocional por causa das dívidas. Assim, enquanto uns sentem insônia (33%) e mais vontade de comer (26%), outros sofrem com perda de apetite (16%) e vontade de dormir fora do normal (24%).

Metodologia
A pesquisa ouviu consumidores com contas em atraso há mais de 90 dias, abrangendo ambos os gêneros de pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais. A íntegra da pesquisa pode ser acessada em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Semana Municipal do Crédito Produtivo segue até a próxima sexta-feira (26)
Semana Municipal do Crédito Produtivo segue até a próxima sexta-feira (26)Foto: Henrique Lima

Em alusão aos 19 anos da Lei da Micro e Pequena Empresa, começa nesta segunda-feira (22) e segue até a próxima sexta (26) a Semana Municipal do Crédito Produtivo realizada pela Prefeitura do Recife (PCR), em parceria com os bancos Santander e Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A ideia é de que micro e pequenos empreendedores tenham a possibilidade de solicitar crédito e negociar dívidas.

A ação, gratuita, acontecerá nas unidades da Sala do Empreendedor localizadas no edifício-sede da prefeitura (Bairro do Recife), em Casa Amarela e no Compaz Ariano Suassuna (Cordeiro) – neste, o atendimento terá início a partir da terça-feira (23).

De acordo com a gerente de Captação de Empreendimentos da PCR, Márcia Melo, o intuito é facilitar o acesso dos pequenos empresários a informações sobre crédito e estimular o crescimento dos negócios de forma sustentável. Para tanto, os interessados poderão conversar diretamente com os agentes financiadores.

O crédito produtivo varia de R$ 500 a R$ 15 mil. O investimento dos valores pode ser empregado como capital de giro ou em compras de equipamentos para melhoria da estrutura de pequenos negócios. A operação financeira pode ser realizada através de grupos solidários ou de forma individual, com juros que variam de 2% a 3,2% ao mês.

Sala do Empreendedor
O espaço foi pensado para orientar as pessoas sobre temas como formalização de empresas, créditos produtivos para Microempreendedor Individual (MEI), microempresas, Empresas de Pequeno Porte (EPPs) e empreendedores informais, cursos de aperfeiçoamento, informações sobre o Programa Municipal de Compras Governamentais e concessão de alvará, licenças ambientais e sanitárias e tributações.

Os Postos de atendimento da Sala do Empreendedor estão localizados no andar térreo do edifício-sede da Prefeitura (Centro Público de Casa Amarela – Av. Norte, 5600), Compaz Governador Eduardo Campos (Av. Aníbal Benévolo, s/n, Alto Santa Terezinha, Zona Norte do Recife) e Compaz Escritor Ariano Suassuna (Av. General San Martin, s/n, esquina com a Abdias de Carvalho, Zona Oeste do Recife).

Serviço:
Semana Municipal do Crédito Produtivo
De segunda-feira (22) a sexta-feira (26)
 

Os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%)
Os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%)Foto: Agência Brasil

Em comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas a prazo nas duas semanas anteriores ao Dia das Crianças cresceram 7,71%, de acordo com dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A alta de 2017 sucede um crescimento de 8,25% observado no mesmo período e já entre 2015 e 2016, as vendas haviam caído -3,59% e -12,20%, respectivamente.

Apesar das vendas para o Dia das Crianças acumularem dois anos seguidos de alta, o movimento nas lojas ainda não recuperou as perdas aprofundadas no período da recessão econômica. Mesmo com a alta de 7,71% em 2018, as vendas a prazo amargam um resultado 1,30% menor do que em 2014, por exemplo.

Dia das Crianças



Para o presidente da CNDL José Cesar da Costa, o crescimento das vendas é positivo, especialmente, quando se considera que o Dia das Crianças é a última data comemorativa antes do período natalino. Ainda de acordo com ele, o balanço é positivo para o varejo, que já começa a sentir um pequeno reaquecimento das vendas, depois de enfrentar um cenário econômico desfavorável nos últimos anos.

Na data comemorada este ano, de acordo com o SPC Brasil e CNDL, os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%), com um gasto médio de R$ 187.

Metodologia
O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 28 de setembro e 11 de outubro deste ano.

 

O desperdício é um dos atos não-sustentáveis praticados pelo consumidor brasileiro
O desperdício é um dos atos não-sustentáveis praticados pelo consumidor brasileiroFoto: Divulgação/Senado Federal

O consumo consciente ainda não é uma realidade concreta para mais da metade do consumidor brasileiro, embora as pessoas reconheçam a importância de atitudes sustentáveis, poucos vêm adotando práticas mais responsáveis no dia a dia. Foi o que constatou uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizada em todas as capitais do país.

De acordo com o levantamento, 55% dos brasileiros se encaixam no grupo de ‘consumidores em transição’, ou seja, com hábitos de consumo consciente ainda aquém do desejado. Os pouco ou nada conscientes somam 14% de entrevistados, ao passo que apenas 31% podem ser considerados ‘consumidores conscientes’.

Os dados fazem parte do Indicador de Consumo Consciente (ICC), que em 2018 atingiu 73%, mantendo-se estável em relação ao ano passado (72%). O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais próximo de 100% for o índice, maior é o nível de consumo consciente. Para chegar-se ao resultado são aplicadas perguntas relativas aos hábitos, atitudes e comportamentos da rotina dos brasileiros, considerando os aspectos financeiros, ambientais e sociais.

O estudo indica que embora as pessoas enxerguem o consumo consciente como fator que pode fazer diferença na qualidade de vida, essa preocupação nem sempre se traduz em ações concretas. Prova desse contrassenso é que se por um lado os entrevistados demonstram não praticar com muita frequência atitudes sustentáveis, por outro quase a totalidade (98%) considera importante ou muito importante ter uma vida com hábitos de consumo mais consciente — seja pela economia de recursos de água e energia, reduzindo as compras ou pelo reaproveitamento das coisas.

O aspecto financeiro é o que mais influencia as práticas de consumo consciente entre as pessoas. Sair comprando de forma inconsequente tem diversas implicações negativas e a mais percebida pelo consumidor é aquela que impacta sua vida de forma imediata, ou seja, quando pesa no bolso.

Práticas conscientes
O levantamento aponta que dentre as várias práticas que já fazem parte da rotina dos brasileiros, destacam-se: sempre pesquisar preço, que resulta na compra dos itens mais baratos (92%), avaliar previamente o orçamento para saber se é possível levar ou não um determinado produto (91%) e optar por não adquirir algo novo quando o bem ainda pode ser usado ou até mesmo consertado (90%).

Além disso, 88% dos entrevistados disseram ter o costume de fazer na própria casa alguns serviços que poderiam ser contratados fora para economizar, como manicure, pet shop, cinema e lanches. Outros 87% garantem que sempre planejam as compras do dia a dia, como supermercados, feiras e pequenas aquisições.

A pesquisa também indica que há um esforço por parte dos consumidores em controlar o orçamento e economizar ao máximo. Enquanto 78% sempre pedem descontos em suas compras, 77% não recorrem ao cheque especial ou ao limite do cartão de crédito para conseguir fechar as contas do mês. Para 75%, uma forma de economizar é consumir somente frutas e verduras da época, por serem mais baratas. Outros 72% evitam fazer compras parceladas para não comprometer o seu rendimento mensal.

Daqui a alguns anos...
Uma boa notícia refere-se à adoção de hábitos sustentáveis do ponto de vista ambiental, que já estão incorporados à rotina dos brasileiros, segundo revela a pesquisa. Ao considerar o consumo racional de água, a atitude mais adotada pelos entrevistados (92%) é fechar a torneira enquanto se escova os dentes.

Em seguida, aparecem os que afirmam controlar todo mês o valor da conta de água (86%), ensaboar a louça com a torneira da pia fechada (85%), não considerar um exagero a crença de que um dia a água irá acabar (85%) e não lavar a casa ou a calçada com mangueira (83%).

Quanto ao uso racional de energia elétrica, que tem grande impacto social e ambiental, há também uma conscientização crescente dos brasileiros. Apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados é a principal prática (95%) mencionada. O segundo hábito mais comum de economia está ligado ao controle do valor da conta de luz (90%) e o terceiro é passar roupas apenas quando existe um volume grande de peças (82%).

Há ainda 76% de consumidores que têm a preocupação em verificar a quantidade de energia que determinado eletrodoméstico gasta antes de comprá-lo e 73% que dão preferência à utilização de lâmpadas de LED na residência.

Entre as ações de preservação do meio ambiente, as mais comuns citadas na pesquisa são doar ou trocar um produto antes de jogá-lo fora (86%) e evitar imprimir papéis para reduzir gastos e prejuízos ao planeta (79%). Em contrapartida, há um sinal de alerta: mais da metade só acha importante praticar o consumo consciente daqui a alguns anos, quando problemas mais graves atingirem o meio ambiente (55%).

Metodologia
Foram entrevistados 824 consumidores entre os meses de maio e junho, nas 27 capitais brasileiras. A pesquisa pode ser acessada na íntegra no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas


Com a procura maior por emprego de pessoas idosas há um aumento do desemprego
Com a procura maior por emprego de pessoas idosas há um aumento do desempregoFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de consumidores inadimplentes no país aumentou, pelo menos, em 3,9% em setembro, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito. Os dados indicam que mais de 60 milhões de brasileiros estão com restrições ao CPF, o que representa um percentual de 40,6% da população adulta acima de 18 anos.

Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o desemprego permanece elevado e a renda não superou os patamares anteriores à crise, prejudicando o orçamento e a capacidade de pagamento dos consumidores. Um quadro, de acordo com ele, que só deve ser revertido com a melhora do mercado de trabalho - o que exigiria uma recuperação econômica mais vigorosa.

Idosos
O indicador revela que o aumento mais acentuado da inadimplência acontece entre a população mais velha. Na comparação entre setembro deste ano e do ano passado, houve um crescimento de 10,0% na quantidade de inadimplentes entre 65 e 84 anos. Em número absoluto, estima-se um total de 5,4 milhões de consumidores com o CPF restrito nessa faixa etária.

Considerando os brasileiros de 50 a 64 anos, a alta no número de negativados foi de 6,2%, com 12,9 milhões, e na população de 40 a 49 anos foi de 4,9%, com 14 milhões de inadimplentes.

Os dados apontam ainda que a maior parte dos inadimplentes (51,5%) permanece na faixa dos 30 aos 39 anos. São 17,7 milhões de pessoas que não conseguem honrar seus compromissos financeiros. Na população mais jovem, os números também são expressivos: 7,7 milhões de inadimplentes entre 25 a 29 anos e 4,4 milhões com contas atrasadas têm entre 18 e 24 anos.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o fato de os idosos estarem tendo cada vez mais acesso a linhas de crédito acaba levando à inadimplência nessa faixa etária. Além do aumento na expectativa de vida, razão pela qual a população idosa participa cada vez mais ativamente do mercado de crédito, com um leque maior de produtos e serviços voltados para ela.

Regiões
A Região Nordeste aparece em terceiro lugar, em relação ao número de devedores, com cerca de 2,7% da população inadimplente. O Sudeste continua à frente, apresentando maior alta na quantidade de devedores, com 11,9%. Em segundo lugar ficou o Norte, com aumento de 4,0 e em quarto está a Região Sul, 3,7%. O Centro-Oeste aparece em último, com 1% da população inadimplente.

Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil foi o volume de dívidas que está no nome de pessoas físicas. No último mês de setembro, houve um crescimento de 1,50%ante 2017. Na base mensal de comparação, isto é, setembro frente agosto, foi observado uma leve queda de -0,04% no volume de dívidas em atraso.

Os dados das pendências por setor credor revelam que as dívidas bancárias — cartão de crédito, cheque especial e empréstimos — apresentou a alta mais expressiva em setembro: 8,5% na comparação com o mesmo mês de 2017. Já no comércio observou-se queda de -6,1% com atrasos no crediário. Depois vem os serviços básicos, como água e luz, cuja queda foi de -1,1%.

Metodologia

As informações disponíveis na pesquisa se referem a capitais e interior das 27 unidades da federação. A íntegra do indicador e a série histórica pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos


comece o dia bem informado: