Dia dos Pais traz otimismo para o segmento de e-commerce
Dia dos Pais traz otimismo para o segmento de e-commerceFoto: Reprodução/Internet

Em meio à incerteza econômica que paira sobre o País, o Dia dos Pais chega trazendo otimismo ao setor varejista. Para o segmento de e-commerce, que faturou R$ 59,9 bi só no ano passado, a perspectiva também é positiva. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) espera que 6,82 milhões de compras sejam feitas pela internet no período que antecede a data, gerando uma movimentação de R$ 2,24 bi - estimativa 8% maior que os resultados do ano passado.

De acordo com o levantamento, as categorias que os usuários mais compram para presentear os pais são moda e acessórios, informática, celulares e eletroeletrônicos. Enquanto o acesso à internet aumenta no Brasil e o consumidor ganha mais confiança, o setor de compras online expande mesmo frente à crise. Nesse cenário, as lojas online se preparam para as vendas. Com a data, a loja Noha, especializada em calçados, prevê um aumento de 5% nas vendas. “É um momento muito bom para nosso setor. É nosso segundo Natal. Um sapato é um presente que muita gente dá para o pai. Virou até uma tradição”, contou o sócio Simmon Carrazzone.

A loja nasceu como e-commerce e só depois expandiu para os shoppings. “Foi uma forma de atingirmos mais rápido outros estados. Estamos com nosso projeto de expansão através de franquias, e muita gente conheceu a Noha comprando online e ficou interessado em ser franqueado”, afirmou.

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Essa possibilidade de escalar um número maior de consumidores é uma das características do e-commerce, como explica o vice-presidente da ABComm, Rodrigo Bandeira. “Essa integração amplia os horizontes da loja. Dessa forma, o empresário que vende pontualmente em uma cidade, através da internet consegue atingir o país inteiro. Isso é fundamental para o aumento de vendas e visibilidade”, destacou Bandeira. “Loja física tem limitações como feriado e fim de semana, enquanto uma loja virtual está aberta 24h por dia, a todo momento”.

A pernambucana Mjölnir, loja online de roupa, também é exemplo. Apesar de sediada em Recife, a maior demanda parte de outros estados. “Para você ter ideia, 80% das vendas são de fora”, detalhou o sócio João Victor Menezes. A aposta do negócio para atrair os clientes durante as datas comemorativas são os cupons de desconto. Com o Dia dos Pais, o empreendimento espera ter um aumento de vendas em agosto 60% maior do que em julho. A crescente do e-commerce pode ser explicada pela entrada de mais pessoas no mercado, explica Ricardo Bandeira. “Além disso, as pessoas que compravam tradicionalmente pelo computador, estão partindo para compra pelo smartphone, aumentando a frequência das vendas”.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) constatou que 74% dos brasileiros usam o celular em algum momento da compra - seja para pesquisar preços ou finalizá-la. O estudo também apontou as principais motivações que levam o consumidor a comprar pela internet. O frete grátis é o fator mais citado (68%), seguido pelo tempo de entrega reduzido (42%) e pela possibilidade de comprar na loja online e trocar ou devolver na loja física (30%).

Indo às compras

A quem vai comprar o presente do pai pela internet, Rodrigo Bandeira dá a dica para o presente chegar a tempo: vale calcular o prazo de entrega. “É importante ter essa antecipação para lidar com qualquer imprevisto”. A segurança também deve ser levada em conta. “Buscar lojas confiáveis, marcas conhecidas, ou com forte presença na internet. Olhar os canais de reclamações, como o site Reclame Aqui, dá um norteamento para ver se aquela loja atende bem às demandas e como ela age quando se depara com problemas”, orientou. “E sempre pesquisar o melhor preço e buscar condições de pagamento que tenham descontos adicionais”.

Caminhão de Adimplência Quita Fácil da Caixa oferece descontos em dívidas
Caminhão de Adimplência Quita Fácil da Caixa oferece descontos em dívidasFoto: Divulgação/Agência Caixa de Notícias

Clientes pessoa física e pessoa jurídica em débito com a Caixa Econômica Federal (CEF) poderão ter descontos de até 90% em dívidas feitas há mais de 360 dias com o banco. Endividados poderão regularizar seu crédito em atraso no Caminhão da Adimplência Quita Fácil no Recife.

O mutirão estará no Parque de Exposições de Animais, na avenida Caxangá, nº 2200, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, entre a próxima quarta-feira (9) e o dia 23 de agosto. Os atendimentos serão feitos de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

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Segundo a CEF, a iniciativa tem como objetivo facilitar a regularização dos atrasos com os clientes para que restabeleçam suas capacidades financeiras. Além do Caminhão da Adimplência, o banco oferece o site www.negociardividas.caixa.gov.br, o telefone gratuito 0800 726 8068 (opção 8) e as agências bancárias para a regularização. Até 31 de dezembro, os clientes podem procurar qualquer um desses meios de atendimento para negociar suas dívidas.

Mutirão para renegociação de dívidas
Mutirão para renegociação de dívidasFoto: Gustavo Glória/Folha de Pernambuco

Entre os dias 13 e 17 de agosto o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), do Centro Universitário Wyden UniFBV, promove mutirão gratuito para regularização de débitos de empresas e consumidores negativados e que desejam negociar a dívida. A iniciativa acontece das 13h30 às 17h30, no campus da instituição, e pretende aproximar a relação dos alunos de Direito que integram o NPJ com a prática da conciliação. Qualquer interessado pode participar da ação, desde que munido de documento de identificação, CPF e comprovante de residência. A expectativa é de que mais de 200 pessoas sejam atendidas.

“Serão negociadas débitos das prestadoras de serviços na área de segurança, dívidas de escolas e de condomínio. Os acordos serão homologados e encaminhados para o Judiciário. As pessoas que participarem do mutirão, vão sair com as pendências negociadas”, garante o coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas da UniFBV, Carlos Key. 

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A Câmara de Mediação e Conciliação da UniFBV é conveniada com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e firma acordos celebrados no NPJ, que são homologados por sentença judicial. O Núcleo promove em média quatro mutirões gratuitos por ano para regularização de débitos, com foco na facilitação do diálogo entre as partes e mediação das negociações.

Serviço
Mutirão do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) / Centro Universitário Wyden UniFBV
De 13 a 17 de agosto, no campus da instituição
Rua Jean Emile Favre, 422, Imbiribeira
Telefone: 4020-4900
Acesso gratuito

É hora de vender o carro?
É hora de vender o carro?Foto: Hugo Carvalho/Arte/Folha de Pernambuco

Como eu uso o carro? A resposta a essa pergunta é o fator determinante para decidir se vale a pena vender seu automóvel. A consultora Georgina Santos, da Ágilis/RH, enumera os gastos que precisam ser postos no papel na hora de tomar essa decisão.

Confira no vídeo abaixo:

Endividados devem portar documentos que comprovem os débitos
Endividados devem portar documentos que comprovem os débitosFoto: Fernando Portto/SJDH

O município de Palmares, na Mata Sul de Pernambuco, recebe nesta quarta (2), o primeiro Mutirão dos Superendividados deste ano do Procon-PE. Os atendimentos seguem até o próximo sábado (5), sempre das 8 às 12h, na Diocese de Palmares.

A ação irá contar com a participação de todos os bancos, através da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), além de Celpe, TIM, Claro, Vivo, NET e Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), empresa que faz o abastecimento de água no local.

No mutirão, o consumidor terá a oportunidade de negociar também dívidas do IPTU com a Prefeitura de Palmares. Os advogados do Procon/PE estarão no local para mediar as negociações e garantir que o consumidor receba de fato uma proposta diferenciada e que se enquadre em sua realidade financeira.

Todas as empresas, exceto os bancos, realizarão audiências no momento do atendimento e o consumidor já sairá do local com uma proposta fechada de negociação. Para ser atendido, são necessários os seguintes documentos: original e cópia da carteira de identidade, CPF e do comprovante de residência, além de documentos que possam comprovar a reclamação, como nota fiscal, ordem de serviço, fatura, comprovante de pagamento, contrato, entre outros. Caso no documento conste o nome de outra pessoa, que não seja o titular, também é preciso apresentar uma procuração reconhecida em cartório.

Dinheiro
DinheiroFoto: Pixabay

Seis em cada 10 brasileiros (58%) admitem que nunca, ou somente às vezes, dedicam tempo a atividades de controle da vida financeira, e 17% dos consumidores, sempre ou frequentemente, precisam usar cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo pedir dinheiro emprestado para conseguir pagar as contas do mês. O percentual aumenta para 24% entre os mais jovens. Há, também, aqueles que precisam recorrer ao crédito para complementar a renda, segundo a pesquisa.

Os dados, obtidos em pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais, mostram que a organização financeira não é uma tarefa que atrai os consumidores.

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Para o educador financeiro José Vignoli, do portal Meu Bolso Feliz, uma vida financeira saudável depende do esforço de cada consumidor em buscar informação e exercitar a disciplina para incorporá-la no seu cotidiano.

“Muitas pessoas poderiam, facilmente, ter acesso às informações necessárias para ter um orçamento mais equilibrado, mas não parecem conseguir. Elas pensam que dá trabalho, ou que é muito difícil manter o controle sobre as despesas, e se esquecem de que trabalhoso mesmo é encarar o endividamento e a restrição ao crédito. Lidar com o dinheiro exige disciplina e comprometimento para viver dentro da sua realidade financeira e não tomar decisões equivocadas”, afirmou Vignoli.

O mestrando Murilo Gouveia disse que espera mudar seus hábitos financeiros em breve. “Eu já fiz planilhas anos atrás, mas hoje não faço mais porque os gastos variam, e ganho muito mal, mas agora vou trocar de emprego e quero me organizar.”

Equilíbrio
Uma prova de que a vida financeira equilibrada traz mais satisfação e tranquilidade é que 56% dos consumidores ouvidos na pesquisa disseram que se sentem melhor quando planejam as despesas para os próximos seis meses. O problema, novamente, é que nem sempre isso acontece na prática, porque 48% deles nunca ou somente às vezes fazem um planejamento cuidadoso dos passos a seguir para ficar dentro do orçamento nos meses seguintes. O problema surge com mais força entre os consumidores de baixa renda (classes C, D e E), com 51% de citações na pesquisa.

A executiva de vendas Marta Ferreira afirmou que já perdeu o controle das contas e que hoje tenta ser mais organizada. “Dedico meu tempo sempre para fazer minhas contas quando recebo, uso uma caderneta e faço minhas anotações. Antes, confesso que não fazia, mas depois que fui perdendo o controle do que pagava resolvi anotar meus gastos.”

Planejar-se para realizar um sonho de consumo também não é um hábito comum para a maioria dos consumidores. Os que estabelecem metas e as seguem à risca, quando querem adquirir um bem de mais alto valor, como uma casa, um automóvel ou realizar uma viagem, por exemplo, somam 48% da amostra.

Nesse caso, o comportamento é mais frequente entre as pessoas das classes A e B, com 59% de menções. Os que nunca ou somente às vezes fazem esse tipo de esforço somam outros 48% dos entrevistados. Há ainda 38% que nem sempre têm planos.

A contabilista Iana Leite, que se definiu como "bem controlada nas finanças", só neste ano começou a juntar dinheiro para investir em um imóvel. “Este ano comecei a transferir todo mês um dinheiro fixo para uma poupança. Assim que tiver um valor, vou comprar um apartamento ou uma casa.”

Matemática

Os consumidores ouvidos no levantamento afirmaram que ter algum tipo de familiaridade com matemática e conhecimento sobre números torna mais fácil exercer controle sobre a vida financeira. Em cada 10 brasileiros, seis (61%) consideram que informações numéricas são úteis na vida financeira diária e 62% dizem que aprender a interpretar números é importante para tomar boas decisões financeiras. Porém, nem sempre essas pessoas procuram, de fato, informar-se a respeito desses temas.

A pesquisa detectou que 19% dos entrevistados não costumam prestar atenção em assuntos que envolvem números, percentual que aumenta para 24% entre os homens e 27% entre os mais jovens. Há ainda 39% que nunca ou somente às vezes calculam o quanto pagam de juros ao parcelar uma compra e 53% que fazem esse cálculo com frequência. Quando parcelam alguma compra, um terço (33%) dos entrevistados nem sempre sabem se já têm outras prestações para pagar.

“O conhecimento sobre juros é essencial para as finanças de quem parcela compras ou contrata algum financiamento. Os juros encarecem o valor total a ser pago pelo consumidor, principalmente em casos de atrasos, e se não são bem analisados e pesquisados em várias instituições, podem comprometer a organização do consumidor”, ressaltou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A busca de informações com especialistas também não é hábito de boa parte dos brasileiros. Apenas três em cada 10 (31%) disseram que sempre, ou frequentemente, procuram dicas de especialistas sobre gestão financeira. Além disso, somente 17% costumam participar de cursos, palestras e seminários para aprender a administrar o próprio orçamento; e 49% nunca participam dessas atividades, ao passo que 25% dizem que, às vezes, procuram esse tipo de informação.

“Hoje com a facilidade de acesso à internet, esse número poderia ser muito maior. Há uma grande oferta de conteúdo de qualidade, e gratuito em portais, vídeos e até mesmo nas redes sociais, que tratam da relação com o dinheiro de forma leve, descomplicada e aplicada às situações comuns do dia a dia”, destacou Vignoli.

Mesmo com as novas tecnologias, a professora Aline Ferraz controla as contas no papel mesmo. “Eu dedico um tempo para me organizar e uso agenda. Sou meio antiquada, anoto o que eu gasto e confronto para saber o que sobra.”

Já a empregada doméstica Eliane Neres disse que faz um controle mental das despesas e depois anota tudo. “Quando recebo o salário, anoto tudo o que já foi pago no lápis, e também não gasto mais do que ganho.”

Consumo por impulso
Parte expressiva dos entrevistados revelou que compra por impulso e toma atitudes de consumo desregradas. Quando estão fazendo compras, um terço (33%) dos brasileiros nunca, ou apenas às vezes, avalia se realmente precisa do produto, para não se arrepender depois. Além disso, 45% nunca, ou somente às vezes, conseguem resistir às promoções e comprar apenas aquilo que está planejado.

A analista de qualidade Mayara Ruda Silveira disse que é bem controlada e raramente cede às tentações. “Adoro fazer planilhas. Geralmente eu planejo os gastos antes, sou bem controlada. Uma coisa ou outra acabo comprando por impulso.”

A pesquisa mostra também que os consumidores adotam posturas desaconselháveis do ponto de vista financeiro. Por exemplo, 19% dos entrevistados consideram mais importante gastar dinheiro hoje do que guardar para o futuro, embora 77% reconheçam que, às vezes, ou nunca, se comportam assim.

Sobre pensar no futuro, a pesquisa detectou que muitos não se sentem preparados para investir. Somente 38% disseram que confiam na própria capacidade de identificar bons investimentos e 22% que desconhecem os tipos de aplicações com melhor taxa de retorno. Apenas metade (51%) da amostra sabe sempre, ou com frequência, o quanto precisa guardar todos os meses.

“Certas modalidades podem render muito mais, mas também estão sujeitas a variações e perdas mais significativas. Adequar o tipo de investimento à personalidade e à situação financeira de quem vai investir é essencial. Perfis mais avessos ao risco pedem modalidades mais conservadoras, enquanto consumidores mais ousados podem optar por investimentos mais voláteis e com maior possibilidade de retorno”, explicou a economista Marcela Kawauti.

Planejamento das contas
Planejamento das contasFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Além de vir acompanhado com os gastos acumulados do fim de ano, janeiro é o mês que dá largada para as compras dos materiais escolares. Seja nas lojas físicas ou até mesmo pela internet, os preços de materiais podem variar bastante. Por isso, é importante planejar as compras para economizar sem ter que abrir mão da qualidade nos estudos e sem ultrapassar o limite do orçamento financeiro.

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O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, orienta que os consumidores precisam, antes de tudo, “pesquisar os preços e, principalmente, negociar os valores das compras”.

Reinaldo explica que, para ter sucesso na economia familiar, é necessário “realizar um diagnóstico da vida financeira da família, para saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar”.

Confira algumas orientações elaboradas pelo presidente da Abefin para equilibrar a economia com a qualidade nos estudos:

1. Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos;

2. Antes ir às compras, a família pode analisar itens do ano passado e selecionar tudo o que pode ser usado novamente este ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo;

3. No caso dos livros, vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível, se estiverem em boas condições de uso;

4. Algo interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas;

5. A partir daí, é preciso fazer muitas pesquisas e traçar um orçamento para ter noção do gasto total;

6. Não é preciso necessariamente comprar todos os itens na mesma loja, mas se for fazer é válido pedir descontos;

7. No dia das compras, converse com o(s) filho(s) sobre o orçamento, para que não corram o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado;

8. O ideal é sempre fazer os pagamentos à vista, mas se não for possível, opte por poucas parcelas que caibam no bolso, para não comprometer as finanças de 2017 por vários meses.

Frustrada
FrustradaFoto: Pixabay

O Brasil fechou 2017 com 62,2% das famílias brasileiras endividadas de acordo com a última Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). E quase 10% das famílias não terão condições de pagar suas dívidas. Para quem se encontra nessa situação, está disponível online e gratuitamente o curso “Como quitar suas dívidas” da DSOP Educação Financeira.

Com carga horária de dez horas de conteúdos e exercícios, o curso permanece gratuito até o dia 31 deste mês. Para garantir o acesso, basta entrar na página do curso e preencher as informações. Será enviado um e-mail com um link e cupom promocional, Na página do link enviado, o interessado insere o cupom e garante o acesso gratuito ao curso.

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Gustavo Leite, professor
Gustavo Leite, professorFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

No Brasil, 39,5% da população entre 18 anos e 95 anos está com as contas em atraso e com seus nomes negativados na praça, de acordo com sondagem realizada pelo SPC Brasil e Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Isso implica dizer que no universo de 59,9 milhões de pessoas que mal deu adeus a 2017 deve “brinda” a chegada do novo ano com a conta no vermelho. No entanto, se somarmos ao quantitativo de endividados as típicas obrigações que chegam com o começo do ano, como pagamento de IPTU e IPVA, por exemplo, o resultado para quem não se planeja não parece nada favorável.

Foi o que aconteceu com o professor universitário Gustavo Leite, de 39 anos, que se curvou diante do apelo do consumo de fim do ano e nem pensou nos pagamentos obrigatórios típicos do período, que conta além do IPTU e IPVA, com o valor do seguro do carro. “Por mais que eu oriente meus alunos a se planejar, não sou do tipo que planeja quanto e com quê gastar quando se trata da minha vida pessoal. Gosto de ir a bons restaurantes, de presentear, ir a barbearias, enfim, de me permitir aproveitar do bom e do melhor sem me preocupar muito com a conta final”, revela Leite. Apesar de endividado compulsivo confesso, o professor afirma não deixar de pagar seus débitos. “Devido à falta de planejamento, termino fazendo do cartão de crédito e cheque especial extensões do meu salário para não deixar de honrar nenhum compromisso”, afirma o professor, que se mostra comprometido a mudar esse padrão de consumo e começar a se planejar.

Para especialistas consultados pela reportagem, o exemplo de Gustavo não deve ser, nem de longe, seguido, pois antes de qualquer gasto, é interessante que cada pessoa tenha noção de quanto ganha e do quanto se gasta com coisas essências e supérfluas. Com isso em mente e na ponta do lápis, fica mais confortável tomar decisões de curto, médio e longo prazo e ser mais assertivos nessas decisões, passando menos sufoco nesse período que demanda um bom desembolso de capital. “Feita essa análise, o foco deve ser nas coisas indispensáveis, deixando os anseios consumistas em segundo ou terceiro plano. É válido lembrar que é um período extremamente oneroso, em que, além das obrigações, temos as diversões, como férias escolares, prévias de carnaval, eventos de verão, enfim, diversos gatilhos que estimulam o consumo impulsivo do cidadão”, ressalta o economista e professor da Faculdade dos Guararapes, Tiago Monteiro.

Segundo ele, com a situação financeira exposta, fica mais fácil apontar aquelas despesas que não são tão necessárias assim, pelo menos nesse primeiro trimestre. “É possível remanejar ou substituir outras atividades, como, por exemplo, trocar a academia por uma corrida no parque ou aquele restaurante mais caro, por outro mais em conta”, indica Monteiro. Ele garante que após algum período, a satisfação de navegar em águas monetárias mais tranquilas transparece um custo benefício interessante, tornando as coisas (cortes de supérfluos) mais fáceis e menos dolorosas.

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Para quem não se preparou e começou o ano no vermelho, a hora é agora de começar a se planejar para o próximo ano. “Mesmo que os gastos do fim e início do ano não sejam recorrentes mensalmente, eles são previsíveis. Logo, tem como se preparar para esses custos com a devida antecedência”, garante o educador financeiro da Dsop, Arthur Lemos. De acordo com ele, a dica é considerar o valor a ser gasto entre as contas de fim e início de ano como partes do orçamento mensal. Feito isto, a pessoa já pode começar a reter parte da receita esperada para criar uma provisão para quando a despesa chegar, já tenha o valor separado.

Parcelar ou pagar à vista?
Antes de ter essa resposta é preciso saber em que situação financeira você se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor. Se for a primeira ou segunda opção, dificilmente conseguirá fazer o pagamento à vista, restando o caminho do parcelamento. Agora, caso a situação financeira esteja mais confortável, sendo investidor, a recomendação é que o pagamento seja feito à vista, já que obterá 3% de desconto no IPVA e 6%, em média, no IPTU.

“Muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto e acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mesmo mês ou nos próximos. De que adianta pagar à vista e conseguir desconto em uma despesa e não ter dinheiro suficiente para quitar as outras?”, questiona o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingo, que reitera sobre a importância da reserva mediante ao planejamento para uma vida financeira saudável.

Despesas de final de ano: mantenha seu orçamento equilibrado
Despesas de final de ano: mantenha seu orçamento equilibradoFoto: PxHere

É de praxe, quando chega o fim do ano, os gastos geralmente aumentam com as compras de presentes para as pessoas queridas e a empolgação vem principalmente quando o 13º salário cai na conta, o que acaba comprometendo o orçamento familiar. Mais de 10% dos brasileiros chegam a deixar de pagar dívidas por causa dos gastos excessivos segundo a pesquisa elaborada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O segredo é não gastar além do que vai receber.

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As despesas são diversas - estão na soma as dívidas feitas durante o ano, as viagens que foram ou que serão feitas, reservas de hotéis e os custos com as festas do fim de ano. Além disso, existem também os gastos do início do próximo ano, como, por exemplo, os impostos e despesas escolares. “O primeiro passo para planejar o gasto com os presentes é determinar o valor exato disponível para as compras já descontadas as despesas fixas que as pessoas sempre têm”, observa Dori Boucault, advogado especialista em direitos do consumidor. Outra dica é anotar os nomes daqueles que receberão os presentes.

Pensar na forma de pagamento também é bastante importante - ao parcelar as compr, é sempre bom analisar os juros. Para o especialista, o consumidor deve se manter atento aos juros, porque, em alguns casos, acabam sendo embutidos e, na ânsia de comprar, não observa os valores acima do preço real do produto. A melhor forma de resolver essa questão é a compra à vista: esse tipo de pagamento possui melhores possibilidades de desconto. 

Comprar com antecedência também é uma ótima forma de se organizar. Boucault aconselha: “Se o consumidor deixar para comprar muito em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços ou encontrar opções de produtos mais baratos e, assim, vai gastar mais, comprometendo o seu orçamento”. Uma das principais dicas é analisar bem antes efetuar a compra, e assim, poder refletir a necessidade e sobre se o valor está dentro da sua realidade financeira. 

O local da compra é também um fator determinante. Lojas bem estabelecidas no comércio oferecem mais segurança, fornecendo nota fiscal, que é uma forma importante para o cidadão exercer seus direitos em caso de problemas com a mercadoria. Por isso, evite comprar produtos de procedência duvidosa. Atente-se principalmente a produtos vendidos na internet: site de compras seguros possuem um cadeado verde na barra de navegação. 

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