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Mercado imobiliário
Mercado imobiliárioFoto: Paullo Allmeida/Arquivo Folha de Pernambuco

As Letras de Crédito são investimentos de renda fixa que vêm se popularizando entre os investidores, apesar de ainda não serem tão conhecidos. É possível ter bons rendimentos investindo de forma acessível por meio da Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Esse é um tipo de investimento que fomenta o mercado imobiliário, concedendo crédito para o setor.

O que é uma LCI?
A LCI é um investimento de renda fixa. É um produto emitido por instituições financeiras – como bancos comerciais, múltiplos e de investimento, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo e companhias hipotecárias.

Simplificando, é a forma como empresas do setor imobiliário conseguem arrecadar recursos por meio de investidores. As instituições emissoras, como as mencionadas acima, fazem a intermediação e os ativos podem ser adquiridos junto a uma corretora de valores, banco ou plataforma de investimentos.

As vantagens de investir em LCI
De acordo com a Bolsa de Valores do Brasil, a B3, a LCI é um dos produtos mais procurados pelo investidor pessoa física e que mais cresceram nos últimos anos. Um dos motivos é a isenção de Imposto de Renda para esse público, o que é um grande atrativo. Além disso, a LCI é assegurada pelo FGC, Fundo Garantidor de Crédito. Vale ressaltar que, por ser um investimento de renda fixa, é vantajoso para quem quer correr baixos riscos e obter um ganho acima da poupança.

Como funciona o rendimento?
A LCI pode ter o rendimento determinado por uma taxa pré ou pós-fixada. É importante observar que nenhuma LCI é um investimento de curto prazo. Trata-se de uma aplicação indicada para médio e longo prazo, pois não têm liquidez. Isso quer dizer que para obter o rendimento previsto no momento do aporte, é necessário esperar até o vencimento.

Caso o investidor tenha a necessidade se desfazer do investimento antes disso, fica sujeito ao preço de mercado, com a venda feita no mercado secundário. No mercado secundário estão apenas investidores vendendo e comprando, não há troca ou devolução do investimento para a instituição emissora. Desta forma, o rendimento depende da disposição dos compradores no momento da venda.

Para quem é indicado o investimento em LCI?
O investimento é recomendado principalmente para quem apresenta perfil conservador, ou seja, aqueles que preferem investir com a segurança oferecida pela renda fixa.

Para os investidores mais arrojados, a LCI também pode ser interessante para compor a carteira de investimentos junto com ativos de renda variável, como parte de um balanceamento dos riscos.

Como investir em LCI
A aplicação pode ser feita por meio de uma plataforma de investimentos, de forma simples e segura. Dentro da plataforma, o investidor pode filtrar as LCIs por prazo e valor do aporte que pretende fazer.

Por meio de uma corretora de valores todo o processo pode ser feito de forma independente, caso o investidor se sinta à vontade para isso. Algumas delas, como a Genial Investimentos, oferecem também assessoria e contato com agentes autônomos, que são especialistas em investimentos.

Cadernos de anotações, planilhas e aplicativos são métodos mais usados
Cadernos de anotações, planilhas e aplicativos são métodos mais usadosFoto: Pixabay

Controlar as finanças e ter uma vida financeira saudável não é uma tarefa fácil para os brasileiros. Mas isso parece estar mudando. É que o número de pessoas que controlam suas finanças no Brasil teve um crescimento de 55% para 63%, entre 2017 e 2018. O aumento de 8% é responsável pelo uso de métodos como cadernos de anotações, planilhas e aplicativos. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC-Brasil) em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB)

O método mais utilizado pelos entrevistados para registrar sua movimentação financeira é o caderno de anotações, com 33% de citações. As planilhas no computador é o instrumento preferido para 20% das pessoas ouvidas, enquanto um a cada 10 (10%) registram as receitas e despesas nos aplicativos de smartphones. O cálculo de cabeça foi citado por 19% dos consumidores. Há ainda 13% que simplesmente não adotam qualquer método e 3% que pedem para outra pessoa fazer.

Dos 806 casos estudados, apenas 56% dos que fazem controle planejam gastos do mês com antecedência. Em contrapartida, 62% sentem dificuldades para administrar finanças. Tanto é que 36% desses entrevistados vão registrando os gastos pessoais conforme eles ocorrem e outros 8% só anotam os gastos após o fechamento do mês. As justificativas mais comuns são não ver necessidade do controle de todos os gastos, pois eles podem ser feitos de cabeça (23%), não conseguir ter disciplina (18%), preguiça (12%) e falta de tempo (11%).

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Como a desinformação às próprias finanças é um problema crônico no Brasil, incluir a educação financeira como tema na formação escolar é fundamental, explica o educador financeiro do SPC Brasil José Vignoli. O caminho é rever gastos e cortar despesas, não tem milagre. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Rafael Ramos, economista da Fecomercio
Rafael Ramos, economista da FecomercioFoto: Úrsula Freire/Arquivo Folha

A economia nacional caiu em um “looping” nos últimos anos, entrando e saindo da crise sucessivamente. Afinal, em 2015 e 2016, afundou na pior recessão da sua história. Em 2017, começou a se recuperar. Mas, em 2018, quando achava que ia consolidar a retomada, voltou a enfrentar dificuldades. E isso afetou diretamente o orçamento das famílias brasileiras, tanto que 15 milhões de lares voltaram à crise neste ano.

A conclusão é do instituto de pesquisa Nielsen, que analisou o orçamento das famílias e constatou que, enquanto 12 milhões de lares venceram as dificuldades financeiras nos últimos doze meses, outros 15 milhões entraram no vermelho. E, como mais 12 milhões de famílias permaneceram com os problemas financeiros de 2017 em 2018, o total de domicílios impactados pela recessão no País subiu para 27 milhões - número que supera em 2 milhões o do ano anterior. “As famílias estão vivenciando essa insegurança em looping nos últimos três anos, enfrentando desemprego, inadimplência e dificuldades orçamentárias”, afirma o instituto.

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“Ainda não existe um movimento de recuperação robusto. E isso faz com que a economia oscile entre momentos positivos e de desaceleração”, explica o economista da Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos. Em 2018, por exemplo, as projeções eram altas por conta dos resultados positivos de 2017, mas acabaram não se confirmando ao longo do ano. “As expectativas foram frustradas por conta da greve dos caminhoneiros, de fatores internacionais e incertezas eleitorais”, afirma o economista do Santander, Rodolfo Margato, lembrando que, no início do ano, o mercado previa alta de 2,5% ou até 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, mas rebaixou sucessivamente a projeção, à medida que os fatos desaceleravam a atividade, tanto que, hoje, só espera crescimento de 1,3% do PIB.

E a população foi diretamente afetada por esse movimento. Afinal, a incerteza econômica faz os empresários segurarem os investimentos, o que retarda a geração de empregos. “Nas famílias, a oscilação se deve ao mercado de trabalho, já que a inflação e os juros seguem em níveis baixos, mas o desemprego segue alto”, afirmou Ramos. Ele lembrou que 12,2 milhões de pessoas estão desempregadas no País, sendo 703 mil em Pernambuco, e que a maior parte dos postos de trabalho criados em 2018 pertencem ao setor informal, que também não dá segurança ao trabalhador.

“A população precisa estar empregada e em empregos formais para retomar a confiança”, pontuou Ramos, dizendo que, até lá, essa situação de piora na renda vai criar problemas tanto para as famílias, que acabam caindo na inadimplência, quanto para a economia, já que os brasileiros evitam consumir, contribuindo com a desaceleração dos setores produtivos. E esse movimento já começou. Segundo a Nielsen, 67% dos 15 milhões de lares que voltaram à crise neste ano estão devendo no cartão de crédito e 12% recorreram ao crédito consignado. Outros 22% reduziram os gastos para não aprofundar o rombo orçamentário.

“Essa situação de entra e sai da crise é muito difícil. O brasileiro tem que se planejar mais, fazer mais contas para conseguir adaptar seu orçamento. E, como está em looping, não retoma os padrões de consumo anteriores, pois não sabe se sua situação atual vai melhorar ou piorar", afirma o diretor do painel de lares da Nielsen Brasil, Ricardo Alvarenga, dizendo que o movimento está criando um novo tipo de consumidor no País: um cliente mais consciente que busca promoções, aceita marcas novas que ofereçam qualidade por preços mais baixos e se preocupa em pagar as contas antes de voltar a comprar.

A cautela é compreensível: segundo a Nielsen, só 14 milhões de lares ficaram isentos da recessão em 2018. Isto significa que metade da população brasileira está sujeita a esse ciclo vicioso de crise e espera, ansiosa, para saber qual será a direção que o looping da economia vai seguir em 2019.

Economia em looping

 

Gastos em dólar no cartão de crédito
Gastos em dólar no cartão de créditoFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Os gastos feitos em moeda estrangeira nos cartões de crédito internacionais terão seu valor fixado em reais pela taxa de conversão vigente no dia da compra. A medida foi anunciada na quarta-feira (28) pelo Banco Central (BC) e passa a valer a partir a partir de 1º de março de 2020. Dessa forma, diz o BC, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente. “A medida aumenta a previsibilidade para os clientes em relação ao valor a ser pago, evitando o efeito da variação da cotação da moeda estrangeira entre o dia do gasto e o dia de pagamento da fatura”, explicou o BC, em nota.

Além disso, acrescenta o BC, a medida aumenta transparência e a comparabilidade na prestação do serviço, padronizando as informações sobre o histórico das taxas de conversão nas faturas que terão que ser divulgadas em formato de dados abertos, de forma que os rankings de taxas possam ser estruturados e divulgados. Para a sistemática de fixação do valor em reais na data do gasto, a fatura terá que apresentar a discriminação de cada gasto na moeda em que foi realizado e o seu valor equivalente em reais e as seguintes informações adicionais: data, valor equivalente em dólares (quando a moeda usada na compra for diferente de dólar) e a taxa de conversão do dólar para o real.

De acordo com a circular, as instituições poderão ofertar ao cliente sistemática alternativa de pagamento da fatura pelo valor equivalente em reais no dia de seu pagamento. Nesse caso, diz a circular, o cliente terá que aceitar “expressamente” essa opção.

Segundo o presidente do BC, Ilan Goldfajn, que apresentou os avanços da Agenda BC+ (formada por medidas para tornar o crédito mais barato, aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente), a medida vai demorar mais de um ano para ser implementada pelas instituições financeiras. “Algumas instituições já oferecem, outras ainda precisam mudar o sistema. O consumidor vai se sentir mais confortável em saber na hora da compra quanto ele gastou. É uma medida que facilita a vida do cidadão”, disse.

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) esclarece que o setor de cartões já vinha discutindo com o órgão regulador aperfeiçoamentos na forma de conversão dos gastos feitos com cartão de crédito em moeda estrangeira e considera a medida como positiva. Trata-se de mais uma opção de pagamento ao consumidor, que já tem sido ofertada por algumas instituições bancárias.

Cartões de crédito
Cartões de créditoFoto: Pixabay

Com as festas de fim de ano se aproximando, o trabalhador brasileiro se depara com uma de suas maiores felicidades: o 13º salário. Com ele, chegam também muitos gastos que, às vezes, são inevitáveis: confraternizações com a galera do trabalho, amigos secretos, a ceia natalina, presentes para os familiares e viagens para curtir o réveillon. Todos nós queremos curtir a virada de ano, mimar nossos filhos com as maiores novidades do mercado e tomar aquela cervejinha na festa do colega, e o parcelamento destes custos no cartão de crédito pode parecer uma grande solução a curto prazo. Há, porém, a necessidade de tomar muito cuidado. É preciso lembrar que comemorações no final do ano são sempre sucedidas por ocasiões menos festivas, como o pagamento do IPVA, IPTU, matrícula escolar e muitos outros.

Não há nada pior do que já começar o ano endividado. E o cartão de crédito, logo ele que por tantas vezes é um forte aliado, pode se virar contra nós. Pequenas e suaves parcelas rapidamente se tornam uma grande, incontrolável dívida. Então, a palavra-chave é a cautela. Mantenha suas responsabilidades financeiras em mente. Se necessário, coloque-as na ponta do lápis. Lembre-se que duzentos reais gastos agora podem significar uma quantia que fará falta em 2019. Mais que isso: pense que uma dívida acumulada no início do ano tende apenas a crescer e criar proporções catastróficas ao longo dos 12 meses. Então, o foco do planejamento deve ser passar o ano zerado em termos de dívidas.

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O que fazer, então, com o 13º salário? Primeiramente, pense em quitar quaisquer dívidas pendentes. Depois, se certifique que você consegue cumprir com os gastos já descritos aqui: IPVA, IPTU, etc. Tente, se possível, guardar algo extra, por menor que seja, para dias mais complicados de 2019. E, só então, comece a usufruir dele para viagens, presentes e comemorações. Evite, porém, parcelas muito longas. Será que vale a pena pagar o divertimento de dezembro até outubro do ano que vem?

Ter o pé no chão no fim de ano é, sim, complicado. Afinal, são muitas as oportunidades para satisfações pessoais. É importante, então, lembrar que a passagem do 31 de dezembro para o 1º do janeiro é apenas mais um dia. O sentimento de renovação é prazeroso, mas permanece dentro de você. Suas dívidas e responsabilidades financeiras não desaparecem junto com os fogos e nem te deixam de lado para pular ondinhas. Comemore o fim de 2018, suas conquistas e realizações, sim, mas lembrando sempre que 2019 trará outros 365 dias.

*Contadora, orientadora financeira e diretora responsável pela Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial

Mutirão de negociação de dívida
Mutirão de negociação de dívidaFoto: Gustavo Glória / Folha de Pernambuco

Até dia 7 de dezembro, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos realiza o 15º Mutirão dos Superendividados da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor de Pernambuco (Procon-PE). Quem está inadimplente poderá negociar débitos com bancos, empresas de telefonia, em contas de luz, água e de IPTU. A ação acontece na sede do Procon, no bairro de São José, das 8h às 14h.

O Mutirão conta com a participação da Celpe, Compesa, todas as empresas de telefonia móvel e fixa e as prefeituras de Olinda e Recife para negociações do IPTU. Pela primeira vez, a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander estão com representantes no local para negociações diretas com o cliente. Antes, o consumidor precisava esperar cerca de 10 dias para firmar o acordo. Os outros agentes financeiros estão representados no local pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

As negociações são acompanhadas por advogados do Procon para garantir que o consumidor receba propostas que se enquadrem nas suas possibilidades financeiras.
Para o gerente do Procon-PE, Erivaldo Coutinho, a importância do Mutirão é auxiliar os consumidores a recuperarem seu crédito. “É uma questão da dignidade do cidadão, para que desta forma a sua autoestima seja estimulada”, defendeu.

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“Quando a gente faz esse Mutirão, a gente orienta também sobre o superendividamento, para que o consumidor não volte a reincidir. Temos orientadores jurídicos e financeiros e psicólogos para dar esse suporte. Porque muitas vezes o cidadão paga a divida e volta à inadimplência”. Ao longo dos últimos quatro anos, o Procon-PE realizou 15 mutirões, atendendo 28 mil pessoas ao todo.

Microempreendedores estão mais animados com futuro do país
Microempreendedores estão mais animados com futuro do paísFoto: Divulgação

Micros e pequenos empresários estão mais confiantes com o país, passado o período eleitoral, pelo menos é o que aponta levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). De acordo com a pesquisa, o Índice de Confiança alcançou 61,8 pontos em novembro frente aos 53,9 pontos alcançados no mês de outubro - o que representa um avanço de 15%. Este é o maior valor da série histórica, que teve início em 2015, quando foi registrado 36,6 pontos.

O cenário de alta reflete uma dose de ânimo por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços, que preveem uma recuperação da economia para os próximos meses. Considerando apenas o componente da confiança, que mede as expectativas para os próximos seis meses, o indicador passa de 62,6 pontos em outubro para 74,8 pontos em novembro. A escala varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos refletem confiança e, abaixo dos 50 pontos, refletem desconfiança com os negócios e com a economia.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, os dados mostram que o bom humor da maioria dos empresários é resultado das perspectivas de mudanças, que podem melhorar o ambiente de negócios, com a definição do quadro eleitoral. Disso decorre uma redução do sentimento de incertezas, à medida que o novo governo anuncia seus projetos para o país.

E se o ano de 2018 frustrou a maioria dos empresários, o indicador mostra que as perspectivas para o futuro são bastante positivas. Em termos percentuais, o número de micro e pequenas empresas (MPEs) confiantes com a retomada da economia deu um salto expressivo de 44% em outubro para 76% em novembro. Apenas 8% disseram estar pessimistas.

Entre os que se mostram confiantes, 57% dizem que a principal razão para esse otimismo é o cenário político mais favorável — em outubro passado, esse índice era de 23%. Além desses, 24% não apontaram um motivo específico e 18% creditam ao fato de alguns indicadores estarem melhorando, como inflação e atividade econômica, que cresce, embora em ritmo lento.

Há também uma expectativa favorável quando se avalia o próprio negócio, que subiu de 57% para 78% no mesmo período. Entre esses empresários, 35% justificam sua opinião dizendo que a economia dá sinais de melhora, enquanto 27% não têm um motivo específico, 24% atribuem ao fato de fazerem uma boa gestão e 24% por estarem investindo no próprio negócio. Somente 5% declararam pessimismo.

Momento atual
Avaliando os últimos seis meses, o percentual dos que notaram uma piora na economia ficou estável — 46% em outubro e em novembro. O mesmo se observa com relação aos negócios: 32% perceberam uma piora em outubro, mesmo percentual observado em novembro. Para os que ainda sentem piora na atividade da empresa, a principal razão é o fato de as vendas terem diminuído (76%). No levantamento, também se destaca o aumento dos preços (33%) e o crescimento da inadimplência (16%).

Por outro lado, 21% avaliam que houve uma recuperação no cenário econômico e 29% enxergam uma melhora nos negócios — aumento de 5% em relação a outubro em ambos os casos. Outro dado mostra que, diante de uma atividade econômica ainda lenta, 43% dos entrevistados avaliaram que o desempenho das vendas foi bom no mês anterior. Número parecido ao registrado em outubro, que ficou em 39%.

A íntegra do Indicador de Confiança MPE e a série histórica pode ser acessada no link https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Natal
NatalFoto: Pexels

A movimentação do fim de ano nas lojas de varejo do Recife e da Região Metropolitana gera preocupação entre os consumidores em relação a possíveis excessos de gastos com as compras de Natal. Dezembro é, tradicionalmente, o mês mais movimentado no comércio em todo o Brasil e a expectativa para este ano é de um incremento de 5% no volume de vendas em relação ao ano passado, segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Cid Lôbo.

Os setores mais procurados nesta época são especialmente os de calçados, vestuários, perfumaria e cosméticos, eletroeletrônicos, celulares e livros. Para não gastar demais e complicar as finanças pessoais, a administradora e sócia da Ágilis/RH Georgina Santos traz algumas dicas sobre como economizar nas compras e garantir um fim de ano tranquilo para o bolso. Para ela, os primeiros passos são definir uma relação de prioridades e o valor médio que pode ser gasto com os presentes.

"Eu faço primeiro uma relação das pessoas que eu gostaria de presentear e depois as que eu não posso deixar de presentear", explicou Georgina. Opções boas de presentes são opções que geralmente não são vistas em shoppings centers. "Há pessoas que fazem um biscoito muito gostoso, um bolo mais diferente", acrescentou. A tendência, caso não se planeje, é se empolgar nas compras e gastar mais do que pode e trazer uma dor de cabeça em plena época de festas. "É bom usar a criatividade e buscar opções de presentes que caibam no seu orçamento", disse a administradora.



Compras antecipadas
As compras antecipadas também podem ser uma opção para quem não deseja deixar tudo para a última hora. "Mesmo que seja de comida, por exemplo, você pode deixar encomendado e não comprar de última hora. Quando vai chegando o Natal os shoppings são enlouquecedores. Quando você chega quer logo ir embora. De última hora, você já não encontra tantas opções e quem tem alternativas mais diferenciadas pode ser que você também não consiga", completou.

Valor do presente
As pessoas não estão esperando um grande presente, mas uma lembrança, segundo Georgina. Logo, o ideal é pensar em itens mais simbólicos como porta-retratos e objetos artesanais. "Você pode criar o seu presente. O que está em jogo não é o valor monetário é o valor sentimental. O que está em jogo não é o valor monetário é o valor sentimental", disse a administradora. "É interessante presentear alguém com algo que possa ser usado na mesa do Natal e para o amigo secreto valem as mesmas dicas", finalizou Georgina.

Gasto com consciência
O presidente da CDL, Cid Lôbo, também elenca dicas para gastar com consciência. "A principal é planejar as compras. Em seguida, pesquisar os preços e comprar à vista. Além disso, caso a compra seja no cartão de crédito, é preciso cuidado para não comprar acima do limite", ponderou.

Mais tempo para as compras
As lojas do Centro do Recife abrem aos domingos a partir de 18 de novembro para garantir mais um dia para os clientes irem às compras. Cerca de 7 mil funcionários temporários foram contratados para este último trimestre do ano e outros podem ser chamados com a proximidade do Natal, uma vez que o aumento nesse período chega a ser de até 40%.

Imóveis também entram na Black Friday mas devem ganhar atenção especial do comprador
Imóveis também entram na Black Friday mas devem ganhar atenção especial do compradorFoto: Marcos Prado/Cortesia

De roupas a eletrodomésticos, passando por produtos eletrônicos, móveis e brinquedos, o dia dedicado às promoções do ‘Black Friday’, na próxima sexta-feira (23), deve movimentar o comércio de todo o país. E entre as opções que aderem às ofertas, estão os portais de classificados imobiliários, construtoras e incorporadoras, que devem oferecer redução de preços para comprar e alugar imóveis.

As opções desses ‘produtos’, no entanto, devem ganhar atenção especial do consumidor na hora de fechar o negócio que não se limita, apenas, a uma simples ‘compra e venda’. Entre outras coisas, questionamentos sobre custos extras além do valor do imóvel, são algumas observações que devem deixar atento o comprador/locador.

Especialistas do setor imobiliário sugerem cautela e alertam que um dos primeiros pontos que devem ser verificados, é se o imóvel ofertado, de fato, está com o desconto anunciado. Uma regra, aliás, útil para todos os produtos e lojas que participam da Black Friday.

Para o advogado Arthur Ongaro, do escritório Corrêa, Ongaro, Sano Advogados Associados, uma das orientações é observar o cálculo do valor do metro quadrado do imóvel, que deve ser feito utilizando o preço total dividido pela sua área privativa. Dessa forma fica mais fácil comparar o preço do metro quadrado em um determinado bairro, por exemplo, independentemente da configuração do imóvel procurado, sendo avaliado se realmente há um desconto sendo aplicado. Consultar imobiliárias da região e verificar por quanto um imóvel com uma configuração parecida com a qual está procurando foi vendido.

Outro ponto importante é fica a par dos custos que envolvem a compra de um imóvel, a exemplo de certidões, taxas de registro, escritura do imóvel e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) – valores que são pagos pelo comprador. E para quem pretende financiar o imóvel, o contrato deve ser analisado com cuidado e todas as cláusulas da transação devem estar claras para o comprador.

Veja algumas dicas para uma boa compra imobiliária na Black Friday

Pesquisa na Internet: pesquisar os preços que as construtoras praticavam antes da Black Friday, utilizando a internet como ferramenta, é uma opção sugerida. É possível encontrar anúncios de imobiliárias ou corretores de meses antes do dia de ofertas, para fugir das falsas promoções;

Cautela: não se empolgar com a primeira oferta e comparar as condições, o tipo de produto e analise o custo-benefício, é recomendado; 

Analisar o orçamento: avaliar o orçamento de forma conservadora e lembrar que a prestação não pode comprometer mais de 30% da renda familiar caso a opção seja financiar o imóvel, deve ser observado pelo comprador;

Financiamento como opção: apesar de muita gente estar preocupada com os juros do financiamento, ele ainda pode ser uma forma importante de viabilizar uma boa compra. Com a portabilidade do crédito imobiliário é possível trocar de banco no futuro quando as taxas caírem.

Outros custos: Perguntar aos incorporadores o valor estimado do condomínio, mesmo que o prédio ainda esteja em obra, para poder calcular seus gastos. Uma boa infraestrutura de lazer representa mais custos. 

Documentação: juntar toda a documentação referente à negociação do imóvel, que deve compor um dossiê sobre o processo de compra e venda do imóvel.

Duas mil pessoas foram atendidas na edição do Mutirão realizada ano passado
Duas mil pessoas foram atendidas na edição do Mutirão realizada ano passadoFoto: Arthur Mota/Arquivo Folha

Começa nesta terça-feira o 5º Mutirão de Renegociação de Dívidas do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor do Recife (Procon-Recife). Até sexta-feira, os recifenses que estão com o nome negativado podem negociar descontos nos juros e parcelamentos diferenciados em contas de água, energia, telefone, empréstimos, financiamentos, de cartão de crédito, cheque especial e outros. A ação vai atender 500 pessoas por dias, em ordem de chegada, das 9h às 14h, no Compaz Governador Eduardo Campos, no Alto Santa Terezinha. Na edição do ano passado, duas mil pessoas foram atendidas pelo Mutirão.

Para participar, é necessário ser morador do Recife ou ter contraído a dívida num fornecedor local. O consumidor precisa saber a quem está devendo, uma vez que o Mutirão não realiza consulta ao SPC ou Serasa. O cidadão deve apresentar RG, CPF (ou outro documento de identificação com foto) e comprovante de residência. Se for negociar dívidas em nome de terceiros, levar também procuração pública com firma reconhecida.

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Segundo o secretário-executivo de Defesa do Consumidor do Procon-Recife, José Neves, os consumidores terão condições especiais para negociar, diferente do atendimento normal. “No Mutirão, as instituições financeiras têm o propósito de resolver a vida do consumidor que está pendurado. Por exemplo, no cheque especial é cobrado juros de aproximadamente 12% ao mês. No Mutirão, eles reduzem os juros para uma taxa menor”, disse ele.

“Já tivemos redução de quase 80% no valor total da dívida. Estavam cobrando R$ 10 mil e o consumidor pagou R$ 2,5 mil”, contou. “Teve cidadão com dívida dele R$ 19 mil no cheque especial. Quando foi fazer a ação, caiu pelo valor nominal. Ficou por R$ 1,9 mil”, revelou José Neves.

Quinze instituições financeiras (Bradesco, Itaú-Unibanco, Banco do Brasil, Santander, Caixa, Citi, Mercantil, PAN, Safra, BMG, BNB, Carrefour, Cetelem-BGN, Daycoval e Votorantim) participarão do evento, além de empresas de telefonia móvel e fixa (Oi, TIM, Claro e Vivo), da Compesa, da Celpe e Prefeitura do Recife - para negociar débitos com IPTU e ISS. De acordo com o Procon-Recife, algumas entidades vão fechar acordos na hora, enquanto outras devem responder em um prazo de 10 dias.

Inadimplência

No Recife, onde 74,8 mil famílias (14,7%) estão inadimplentes, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de outubro, a ação traz a possibilidade de reintegrar os consumidores negativados ao mercado. “Os feirões são interessantes porque dão oportunidades de ganhar desconto nos juros”, disse o economista da Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos. Ele sugere que, no momento da negociação, o cidadão verifique se a parcela proposta cabe no orçamento. “É importante a pessoa ter noção da parcela máxima que tem condições de pagar para não ocorrer descontrole novamente”, aconselhou.

O economista destaca ainda que a inadimplência no Recife vem caindo. No mesmo período do ano passado, o número de famílias que não conseguiam sanar as dívidas era de 90,9 mil (18%), número expressivamente maior. Para ele, essa melhora pode ser explicada pela recessão econômica no País. “A crise forçou o consumidor da fazer uma educação financeira. Muitas famílias diante da crise e do orçamento apertado passaram a valorizar mais a renda e planejar as finanças. Hoje temos um consumidor que pesquisa mais, que tenta comprar mais a vista e usar menos o cartão de credito”, explicou. 

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