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BNDES prepara oferta pública de ações da Petrobras

Em outubro, o BNDES lançou novas regras para avaliar a venda de suas ações

PetrobrasPetrobras - Foto: Agência Petrobras/Geraldo Falcão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prepara oferta pública para a venda de parte de sua participação na Petrobras. O banco é o segundo maior acionista da estatal, atrás da União, que detém o controle da companhia.

A operação envolverá apenas as ações ordinárias, aquelas com direito a voto em assembleias. No fim de setembro, o banco detinha diretamente 9,8% desses papéis, ou 734,2 milhões de ações. Nas cotações atuais, a fatia vale cerca de R$ 24 bilhões.

A proposta de venda de ações da Petrobras não inclui os papéis detidos pelo
BNDESPar, o braço de participações do BNDES. Este é dono de 7% da estatal, com foco em ações preferenciais -que não dão direito a voto, mas garantem um valor maior em dividendos- e apenas 0,2% das ordinárias.

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Segundo comunicado divulgado pela Petrobras nesta sexta (13), o BNDES iniciou estudos para avaliar as condições da operação de venda das ações ordinárias, incluindo o volume que vai oferecer ao mercado. Iniciou também o processo de contratação de assessores para realizar a operação.

Não foi definido ainda um prazo para a venda das ações. A saída de grandes companhias é um dos focos da gestão do banco de fomento no governo Jair Bolsonaro. O BNDES já contratou bancos para se desfazer também de suas ações do frigorífico JBS, companhia na qual tem 21,3% de participação.

Petrobras e JBS lideram o ranking da carteira de ações do BNDESPar, que somava ao final de setembro R$ 114,5 bilhões. A petroleira representava 40,7% desse valor e o frigorífico, 14,9%. Em sequência, estava a mineradora Vale, com 12,1%.

Em outubro, o BNDES lançou novas regras para avaliar a venda de suas ações, que necessariamente levarão à redução da quantidade de papéis em sua carteira ao determinar a redução da exposição ao risco de volatilidades no mercado acionário.

O documento estabelece ainda alternativas para a precificação das ações. Foi lançado após crise interna que culminou com a demissão do ex-diretor de Investimentos, André Laloni, indicado em julho pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Laloni e a área técnica do banco de fomento tiveram divergências com relação aos formatos de vendas de ações, em embate que se tornou público após a destituição da superintendente da área Jurídica operacional, Luciana Tito, no início de outubro.

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