BNDES promete 3,6 mi empregos em projetos financiados até 2022

O BNDES quer ainda conceder empréstimos a ao menos 150 unidades de saúde que atendem ao SUS

Gustavo Montezano, presidente do BNDESGustavo Montezano, presidente do BNDES - Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiu estabelecer metas sociais em sua estratégia para os próximos três anos. Entre elas, estão a geração de empregos e a ampliação da cobertura de água e esgoto no país.
As metas fazem parte do plano trienal da instituição, lançado nesta quarta (18).

Durante o evento, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, defendeu que o banco consegue sobreviver sem recursos do Tesouro ou do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

"O banco media muito seu sucesso pelo desembolso ou lucro, que é vincular o tamanho financeiro dessa entidade ao tamanho do desenvolvimento econômico e social que ela trazia para o Brasil, disse ele. "A partir de hoje, a medição de sucesso do banco é o impacto na vida dos cidadãos."

Entre as metas estabelecidas para os próximos três anos, estão garantir financiamentos que representem a abertura ou manutenção de 3,6 milhões de postos de trabalho -não necessariamente até 2022, frisou Montezano, mas ao longo dos projetos.

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O BNDES quer ainda conceder empréstimos a ao menos 150 unidades de saúde que atendem ao SUS, 20 projetos de iluminação pública eficiente e projetos de educação com potencial impacto em um milhão de alunos.

No saneamento, a meta é estruturar projetos que garantam acesso de 20 milhões de pessoas à rede. Em logística, o banco fala em estruturação de projetos para noves 16 mil quilômetros de rodovias e empréstimos para 5 mil quilômetros de rodovias e 2,5 mil quilômetros de ferrovias.

A criação de metas sociais vem em linha com discurso do governo sobre reforçar o S da sigla BNDES. No início do mês, em evento no banco, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia adiantado que o banco iniciaria atuação mais voltada para a área social.

No plano trienal, o BNDES elencou entre as grandes agendas para o período infraestrutura, produtividade, educação saúde e segurança, inovação, pequenas e médias empresas, sustentabilidade, desenvolvimento territorial e desestatizações.
Nesse última caso, a meta é apoiar a venda de 15 empresas estaduais e 15 empresas federais nos próximos três anos.

Montezano rebateu críticas sobre impactos da venda de participações acionárias nas finanças do banco, que vem antecipando a devolução de recursos ao Tesouro e com riscos de perder recursos do FAT.

Ele mostrou que, em dez anos, a carteira do banco rendeu metade do CDI, a taxa média de juros interbancária. "Poderíamos ter mais R$ 100 bilhões na mesa, considerando a perda que houve no retorno da renda variável em relação ao CDI em dez anos", disse Montezano.

Grande parte da carteira, hoje em torno de R$ 120 bilhões, disse, foi composta antes desse prazo. A lista inclui as ações da Petrobras, hoje a empresa com maior peso no balanço do BNDESPar, o brazo de participações do BNDES.

O banco alterou sua política de venda de ações em outubro e já anunciou operações para venda em fatias da Petrobras e dos frigoríficos Marfrig e JBS. A redução das participações acionárias é uma das metas assumidas por Montezano em sua posse.

O BNDES defendeu que a receita esperada pelas operações de crédito contratadas atualmente já garantem o pagamento das despesas do banco por cinco anos. "Não tenho qualquer dúvida de que, com FAT ou sem FAT, com Tesouro ou sem Tesouro, o banco tem capacidade de cobrir sua despesa", disse Montezano.

O plano trienal prevê que o BNDES chegará a 2022 com uma carteira de crédito entre R$ 421 bilhões e R$ 490 bilhões, menor que a atual, de R$ 543 bilhões. O lucro líquido deve oscilar entre R$ 6,6 bilhões e R$ 8,6 bilhões.

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