BNDES tem R$ 23 bilhões para o Nordeste

Este ano, o banco vai priorizar projetos nas áreas de inovação e infraestrutura. A geração de energia eólica é um dos focos

Representantes do BNDESRepresentantes do BNDES - Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) planeja desembolsar R$ 23,6 bilhões no Nordeste este ano, o que representará R$ 9,4 bilhões a mais na comparação com o volume financiado em 2017 - que foi de R$ 14,2 bilhões. E o foco para este ano estará nos setores de infraestrutura, inovação e energia renovável.

Em 2017, os recursos para a região cresceram 24%, comparado a 2016, e Pernambuco foi responsável por 12% do desembolso total do ano passado. No Brasil, o desembolso foi de mais de R$ 70 bilhões. No período, a infraestrutura obteve um grande volume de recursos, com destaque para a energia eólica, apontada pelo banco como responsável por revolucionar regiões. O setor foi o que mais recebeu recursos, com R$ 6,58 bilhões. Desde 2012, soma mais de R$ 23,8 bilhões investidos.

Para o diretor de Planejamento do BNDES, Carlos Alexandre da Costa, os números do Nordeste foram extraordinários para um ano de crise. “A região foi a que apresentou os melhores números e o maior crescimento. Aqui temos o maior parque eólico do País, e é onde iremos concentrar os nossos investimentos para 2018. Na Região, já se pode levar energia para cerca de 23 milhões de domicílios”, destacou.

Dentre as cinco maiores operações contratadas em 2017, duas estão em Pernambuco: a Acumuladores Moura e a Biosintética Farmacêutica. A primeira está inserida em um dos principais focos do BNDES para 2018, a inovação. O projeto, conta com o apoio de R$ 230 milhões do banco, fica em Belo Jardim, no interior do Estado, e prevê a construção de uma nova planta industrial e de uma unidade de pesquisa e desenvolvimento.

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O segundo projeto, de responsabilidade do Grupo Aché, foi contratado por R$ 226 milhões junto ao BNDES. A Biosintética fabricará remédios genéricos, propiciando a geração de emprego e renda para a no de Cabo de Santo Agostinho.

Nos planos futuros, o banco trabalha com a perspectiva de tornar o Brasil um país mais desenvolvido até 2035. Para isso, pretende seguir a meta de elevar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,76 para 0,86, elevar a renda per capita de 14 mil dólares para 34 mil dólares e ter um crescimento econômico de 2,8% ao ano.

Balanço

As obras com maiores desembolsos até 2017 em Pernambuco são o Estaleiro Atlântico Sul (R$ 4,93 bilhões desde 2012), a fábrica da Fiat (R$ 3,3 bilhões) e a Refinaria Abreu e Lima (R$ 9,89 bilhões). Estima-se que os projetos do Nordeste com recursos do BNDES tenham provocado na geração de cerca de 235 mil postos de trabalho, correspondendo a 20% do total de empregos, representando 3% das vagas de trabalho com carteira assinada na Região.

As micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por desembolsos de R$ 29,7 bilhões oriundos do banco, crescimento de 9%, e representando 42% do total liberado, obtendo um recorde histórico em sua participação.

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