Bolsa brasileira destoa do exterior e sobe 1,85%; dólar fecha em alta

O Ibovespa teve alta de 1,85%, para 59.781 pontos

O governador Paulo Câmara e o secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire, participam da assinatura dos contratos locais do Programa Em Frente BrasilO governador Paulo Câmara e o secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire, participam da assinatura dos contratos locais do Programa Em Frente Brasil - Foto: Helia Scheppa

A Bolsa brasileira subiu quase 2% nesta quarta-feira (28), destoando dos principais mercados internacionais, que fecharam em baixa em nova sessão de pouca liquidez. Já o dólar encerrou o dia em alta em relação ao real, em comportamento alinhado com exterior.

O Ibovespa teve alta de 1,85%, para 59.781 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 4,25 bilhões, levemente superior ao do dia anterior, mas ainda assim pouco mais de metade da média diária de dezembro, que é de R$ 8,3 bilhões.
Na falta de indicadores e em dia de agenda esvaziada, o mercado repercutiu a decisão do governo de vetar parcialmente o socorro a Estados endividados. O presidente se opôs ao mecanismo que criou um programa de recuperação fiscal para Estados com maiores dificuldades financeiras -como Rio, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

O principal motivo do veto foi a decisão da Câmara de derrubar praticamente todas as contrapartidas que os Estados em situação financeira calamitosa teriam.
Para o analista Lenon Borges, da Ativa Investimentos, os investidores aprovaram a movimentação do governo, avaliando a decisão de Temer como uma demonstração de comprometimento com o ajuste fiscal. "A alta do Ibovespa descolou do cenário internacional. Mesmo num dia de volume fraco, que torna o mercado mais volátil, o veto parcial agradou pelo esforço de acertar as contas do governo", afirma.

Ainda sob efeito das recentes medidas voltadas ao setor financeiro, as ações de bancos estiveram entre as maiores altas do Ibovespa nesta sessão. Os papéis do Itaú -que têm o maior peso na composição do índice&-; subiram 2,35%. As ações preferenciais do Bradesco tiveram alta de 3,59%, e ordinárias avançaram 2,32%.
Os papéis do Banco do Brasil tiveram valorização de 1,24%, e as units -conjunto de ações&- do Santander subiram 5,27%.

Papéis ligados a commodities também subiram bem nesta sessão. As ações da Petrobras se beneficiaram da alta do petróleo no exterior e subiram no pregão: as preferenciais avançaram 2,57%, para R$ 14,78, e as ordinárias tiveram valorização de 1,74%, para R$ 16,98.

As ações da Vale tiveram alta de mais de 3%: Vale ON subiu 3,17%, para R$ 26,68, e Vale PN teve avanço de 3,03%, para R$ 23,80.
Das 58 ações que compõem o índice, apenas oito fecharam em terreno negativo nesta quarta-feira.

EXTERIOR

Na Europa, as principais Bolsas fecharam em queda. A exceção foi o mercado de Londres, que voltou de feriado de dois dias e subiu 0,54%, para 7.106 pontos, o maior patamar histórico do índice.

Em Paris, a Bolsa caiu 0,01%. Em Frankfurt, houve leve alta de 0,02%. Madri fechou em baixa de 0,34%, e Milão recuou 0,78%. Em Nova York, os mercados também operavam em baixa nesta quarta-feira. O índice Dow Jones caía 0,53% às 18h56. O S&P 500 tinha queda de 0,84%, e o índice da Bolsa Nasdaq perdia 0,89%.

CÂMBIO

O dólar fechou em alta ante o real, em linha com o comportamento das principais divisas mundiais. Da cesta de 31 moedas mais importantes, só dez conseguiram fechar em alta diante da divisa americana.

O dólar à vista subiu 0,23%, para R$ 3,284. O dólar comercial teve alta de 0,09%, para R$ 3,281. "Há uma falta de negócios no mercado cambial, então qualquer operação de volume maior já mexe com o dólar", afirma Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

"Não tem nada de interessante acontecendo para alterar o dólar. Do lado externo também não tem nada de excepcional. Antes o mercado tinha como bicho papão o aumento de juros nos Estados Unidos, e o efeito disso a gente só vai começar a ver em janeiro, quando os investidores devem começar a tirar dinheiro de emergentes para comprar títulos americanos", diz. No mercado de juros futuros, a maioria dos contratos fechou em baixa nesta sessão.

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