BOLSA DE VALORES

Bolsa cai 2% nesta sexta, mas tem quarto mês seguido de forte alta

Dólar sobe 1%, a R$ 5,22, com queda de 4% em julho

DólarDólar - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A Bolsa brasileira fechou o pregão desta sexta-feira (31) em queda de 2%, a 102.912 pontos. Em julho, porém, o Ibovespa teve valorização de 8,3%. Esse foi o quarto mês positivo seguido do índice, que recuperou grande parte das perdas com a pandemia de Covid-19, que derrubou os mercados em março.

No ano, há queda de 11% da Bolsa. Desde a mínima de março, porém, há uma valorização de 62%.

"As três crises que o Brasil vive, de saúde, econômica e política, deram sinais de melhora em julho", diz Matheus Soares, analista de ações da Rico Investimentos.

 



Nas últimas semanas, o governo de Jair Bolsonaro buscou se aproximar do Congresso e entregou a primeira parte da reforma tributária. No âmbito da saúde, as principais candidatas a vacina contra o coronavírus entraram na última fase de teste.

Já o dólar teve queda de 4% no mês, mas ainda acumula expressiva alta de 30% em 2020. Nesta sexta, fechou em alta de 1%, a R$ 5,2160. O turismo está a R$ 5,50.

Nesta sessão, investidores dividiram a atenção entre dados do segundo trimestre e a expectativa de aprovação um novo pacote econômico nos Estados Unidos.

O auxílio de US$ 600 mensais a desempregados se encerra nesta sexta (31) e uma nova rodada de ajuda do governo ainda está em debate no Congresso, por enquanto, sem votos o suficiente para ser aprovada.

Por outro lado, investidores estão otimistas com o bom desempenho das gigantes de tecnologia no segundo trimestre.

Amazon e Facebook dobraram o lucro e a Apple superou expectativas com as vendas de iPhone. Por outro lado, o Google teve a primeira queda de receita desde que abriu capital, em 2004.

A Nasdaq, Bolsa de Valores americana que reúne essas empresas, fechou em alta de 1,49%. O índice S&P 500 subiu 0,77% e o Dow Jones, 0,44%.

Já o índice europeu Stoxx 600, que reúne as maiores empresas da região, caiu 0,6%, com o resultado do PIB (Produto interno Bruto) da zona do euro no segundo trimestre.

Entre abril e junho, a economia dos 19 países do bloco encolheu 12,1% na comparação com o trimestre anterior, afirmou a agência de estatísticas Eurostat em sua estimativa preliminar. Essa é a queda mais forte do PIB desde que os registros começaram em 1995.

Na Bolsa brasileira, pesou a queda da Petrobras, cujas ações preferenciais (mais negociadas) caíram 2,3%, a R$ 22,28, e do Bradesco, queda de 4% das ações preferenciais, a R$ 22,45, após divulgação dos balanços do segundo trimestre.

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