Bolsa e dólar fecham em queda

Os investidores temem uma eventual vitória de Donald Trump, considerado por muitos analistas protecionista e radical

Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do RecifeLuciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do Recife - Foto: Folha de Pernambuco

 

As incertezas em relação à eleição presidencial americana prosseguiram, a cinco dias da realização do pleito, e pressionaram as Bolsas mundiais para baixo mais uma vez. Já o dólar se enfraqueceu frente à maior parte das moedas. Os investidores temem uma eventual vitória de Donald Trump, considerado por muitos analistas protecionista e radical.
No Brasil, depois do recuo de 2,46% na terça-feira (1), o Ibovespa caiu 2,49%, aos 61.750,17 pontos, na pior queda percentual desde 13 de setembro (-3,01%). O giro financeiro foi de R$ 8,9 bilhões. “O índice seguiu o cenário externo negativo, e também se ajustou ao fato de não ter operado na quarta-feira (2), quando os mercados lá fora caíram”, explica João Pedro Brugger Martins, analista da Leme Investimentos. Ele acrescenta que o Ibovespa subiu muito até outubro e, sem motivos para novas altas, investidores aproveitam para vender ações e embolsar os ganhos recentes.
O dólar se desvalorizou frente à maior parte das moedas, inclusive ante o real. Depois da forte alta de 1,63% na terça-feira (1), o dólar comercial fechou em baixa de 0,15%, a R$ 3,2360. Para Jefferson Rugik, diretor de câmbio da Correparti Corretora, o fato de o Fed ter mantido o atual patamar dos juros contribuiu para o enfraquecimento da moeda americana, embora tenham aumentado as chances de uma alta em dezembro.
Pela manhã, o Banco Central leiloou cinco mil contratos de swap cambial reverso, equivalentes à compra futura de dólares, no montante de US$ 250 milhões. No mercado de juros futuros, as taxas de curto prazo caíram, enquanto as de longo prazo subiram.

 

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