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Bolsa estuda diminuir tarifas para atrair investidores

Um dos incentivos tarifários já estudados está na cobrança da tarifa fixa na conta depositária de corretoras, que começa em R$ 9 mensais

Bolsa de Valores de São PauloBolsa de Valores de São Paulo - Foto: Arquivo/ Rovena Rosa/Agência Brasil

A B3 (Bolsa de Valores brasileira) estuda reduzir as tarifas impostas a corretoras para atrair pessoas físicas ao mercado de capitais. O objetivo é evitar o repasse dessas taxas e diminuir o custo de alocação para os investidores.

Segundo o presidente da companhia, Gilson Finkelsztain, as discussões ainda estão em estágios preliminares, mas a B3 não descarta possíveis isenções tarifárias e revisão, para baixo, das atuais taxas cobradas. Um dos incentivos tarifários já estudados está na cobrança da tarifa fixa na conta depositária de corretoras, que começa em R$ 9 mensais.

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Ele afirma, ainda, que embora a tendência seja de que a isenção de taxas aos investidores se amplie no mercado, não dá para garantir que todas as plataformas adotem o movimento. "Algumas acabam repassando e outras não, mas é um custo que atrapalha o crescimento e a atração de novas pessoas. Por isso vamos rever e isso deve ter um reflexo positivo no mercado" completa Finkelsztain.

Sobre a competição com as Bolsas internacionais ante a preferência que algumas companhias brasileiras têm demonstrado por abrir capital no exterior, o presidente afirma que a Bolsa já busca fomentar o maior acesso do investidor a ativos fora do país.

"É inevitável não falar de competição. É um tema que nos preocupa muito e essa consulta pública [sobre a flexibilização de certificados de depósitos que permitem o investimento em ações estrangeiras, os chamados BDRs], vem pra viabilizar a negociação por aqui e, no médio prazo, possibilitar a [dupla] listagem" disse.

Sobre as projeções de mercado para as novas ofertas públicas de ações (IPOs) e emissões secundárias (follow ons), o presidente da B3 afirma que a projeção é que essas ofertas alcancem um número semelhante ao observado neste ano, de 20 a 30 operações.

"Temos muita convicção no crescimento, mas precisamos ampliar o hall de ativos disponíveis. Falamos de BDRs, fundos imobiliários e créditos, além de diminuir o ticket médio do IPO para possibilitar a abertura de capital por empresas médias. Tudo isso conta" diz Finkelsztain.

Atualmente, o ticket médio da abertura de capital no Brasil é quatro vezes o valor de um IPO no exterior.

Segundo o executivo, a medida de flexibilização da bolsa para IPOs de empresas médias também aproximará a Bolsa brasileira de fintechs (empresas de tecnologia voltadas à finanças). "É um novo nicho pra gente e que começa e vemos um crescimento de demanda daqui pra frente" completa Finkelsztain.

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