Bolsas asiáticas desabam após queda do petróleo
O índice Nikkei registrou queda de 5,07%, a 19.698,76 pontos, algo que não acontecia desde fevereiro de 2018, no início da guerra comercial entre Estados Unidos e China
As principais Bolsas da Ásia registraram grandes perdas nesta segunda-feira, arrastadas pela propagação da epidemia mundial de coronavírus e pela queda dos preços do petróleo.
A Bolsa de Tóquio foi especialmente afetada, com a disparada da cotação do iene, considerado um valor refúgio, na comparação com o dólar. O índice Nikkei registrou queda de 5,07%, a 19.698,76 pontos, algo que não acontecia desde fevereiro de 2018, no início da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
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Os mercados chineses também operavam em forte queda. O índice Hang Seng de Hong Kong recuou quase 3,7%. A Bolsa de Shenzhen retrocedia 2,86% e a de Xangai mais de 3%. Os preços do petróleo desabaram nesta segunda-feira ao pior nível desde a primeira guerra do Golfo em 1991. Às 7H00 GMT (4H00 de Brasília), o barril de WTI caía 27,83% a 29,78 dólares, e o barril de Brent do Mar do Norte recuava 26,02%, a 33,49 dólares.
A queda nas cotações foi provocada pela decisão da Arábia Saudita de reduzir de forma drástica os preços do petróleo após o fracasso das negociações da semana passada entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia. A Rússia, principal aliada da OPEP, não aceitou reduzir sua produção para manter os preços em alta.

