Internacional

Bolsas voltam a cair por guerra na Ucrânia; petróleo mantém ascensão

Perdas foram um pouco menores em Londres e Madri

As bolsas voltaram a cair ao redor do mundo nesta sexta-feira (4)As bolsas voltaram a cair ao redor do mundo nesta sexta-feira (4) - Foto: Pixabay

As bolsas voltaram a cair ao redor do mundo nesta sexta-feira (4), puxadas por temores provocados pela guerra na Ucrânia, agravados pelo bombardeio da maior usina nuclear da Europa, enquanto o preço do petróleo manteve sua ascensão incontrolável.

A bolsa de Nova York encerrou a semana em queda nesta sexta pela intensificação do conflito, que ofuscou as boas notícias do mercado de trabalho nos Estados Unidos, onde o desemprego se aproxima dos níveis pré-pandemia (3,8% em fevereiro).

Assim, o índice Dow Jones registrou queda de 0,53% a 33.614,67 unidades. O índice tecnológico Nasdaq recuou 1,66% a 13.313,44 pontos e o S&P 500, 0,79% a 4.328,87 unidades.

Na Europa, Paris fechou em queda de 4,97%; Frankfurt recuou 4,41% e Milão, 6,24%.

As perdas foram um pouco menores em Londres e Madri, com quedas de 3,48% e 3,63%, respectivamente.

Na Ásia, Tóquio fechou em baixa de 2,23%; Hong Kong, de 2,54%, e Xangai, de 0,96%. 

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, acusou Moscou de recorrer ao "terror nuclear" após o incêndio causado por um ataque russo à usina nuclear de Zaparijia, a maior da Europa, que provocou um incêndio, mas sem elevar os níveis de radiação.

Não há "nenhuma vontade" de assumir riscos nos mercados financeiros, disse Ipek Ozkardeskaya, analista do banco Swissquote. Os investidores, assegura, tentam sobretudo se proteger das perdas.

Os investimentos mais seguros, usados como valores de refúgio pelos operadores em tempos de incerteza, permaneciam em altos níveis: a onça do ouro, por exemplo, valia 1.953 dólares (+0,88%).

Nova alta nos preços das commodities
O petróleo teve um novo dia de forte alta nesta sexta.

O barril de Brent do Mar do Norte fechou a 118,11 dólares, seu valor máximo desde agosto de 2008, impulsionado pela queda nas exportações russas.

Em Londres, o preço do barril de Brent para entrega em maio teve alta, assim, 6,92%, nesta sexta-feira.

Desde que começou a invasão russa à Ucrânia, o Brent subiu 21,9%.

Enquanto isso, em Nova York, o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega em abril subiu 7,43% nesta sexta, a 115,68 dólares, também um máximo desde setembro de 2008.

A guerra na Ucrânia também fez disparar o preço do gás natural a um novo máximo histórico. 

O temor de perturbações nas exportações russas, que fornece 40% das importações de gás no continente, fez com que a referência do mercado europeu, o TTF holandês, alcançasse um novo recorde de 213,895 euros por megawatt-hora (MWh).

O níquel, mineral que a Rússia produz em grandes quantidades, superou os 30.000 dólares a tonelada, um preço que não alcançava desde 2008.

Em outro sinal de fragilidade na Europa, o euro caiu abaixo da barreira simbólica de 1,10 dólar, um nível que não se via desde os primeiros dias da pandemia de covid-19. A desvalorização foi de 1,44%, a 1,0908 dólar por euro.

O bitcoin também perdeu uma pequena parte de seus ganhos da semana (-3,39%), a 40.680 dólares. 

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