Bolsonaro assina projeto que autoriza garimpo em terras indígenas

A declaração foi feita durante cerimônia em comemoração de 400 dias de governo, realizada no Palácio do Planalto

Presidente Jair BolsonaroPresidente Jair Bolsonaro - Foto: Flickr/Palacio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (5) que, se um dia puder, confinará ambientalistas na região amazônica para que eles parem de "atrapalhar". A declaração foi feita após Bolsonaro exaltar um projeto de lei que autoriza mineração e geração de energia elétrica em terras indígenas.

"Vamos sofrer pressões dos ambientalistas? Ah, esse pessoal do Meio Ambiente, né? Se um dia eu puder eu confino-os na Amazônia já que eles gostam tanto do meio ambiente. E deixem de atrapalhar o Amazonas daqui de dentro das áreas urbanas", afirmou.

A declaração foi feita durante cerimônia em comemoração de 400 dias de governo, realizada no Palácio do Planalto. O projeto de lei para autorizar garimpo em terra indígena é uma promessa antiga do presidente e a medida era estudada desde o ano passado.

"Nunca é tarde para ser feliz, 30 anos depois. Espero que este sonho pelas mãos do Bento [Albuquerque, ministro de Minas e Energia] e pelo voto dos parlamentares se concretize porque o índio é um ser humano exatamente igual a nós. Tem coração, tem sentimento, tem alma, tem necessidade e tem desejos e é tão brasileiro quanto nós", afirmou o presidente.

Antes de sua fala, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também celebrou a medida, definida por ele como uma nova "Lei Áurea". "Hoje, com sua assinatura será sua libertação, ou seja, nós teremos a partir de agora a autonomia para os povos indígenas", disse o ministro.

Onyx, fragilizado no governo após esvaziamento de sua pasta, adotou um tom crítico aos jornalistas, a quem se referiu como "extrema imprensa" que não deseja o bem para o país. O chefe da Casa Civil se referiu aos profissionais de comunicação como "militantes".

Além do projeto de lei sobre mineração em terras indígenas, Bolsonaro assinou outras medidas como acordo de salvaguardas na Base de Alcântara e um novo "revogaço", conjunto de revogação de decretos presidenciais.

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