Bolsonaro diz que decide veto a reajustes na quarta e irá atender 100% pedido de Guedes

As declarações do presidente foram dadas no fim da tarde, ao chegar ao Palácio da Alvorada

Jair Bolsonaro e Paulo GuedesJair Bolsonaro e Paulo Guedes - Foto: AFP/Arquivos / EVARISTO SA

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que deve decidir na quarta-feira (13) a respeito do veto do trecho da lei de socorro a estados e municípios que prevê reajuste para servidores públicos. Bolsonaro também disse que deve atender "100%" o ministro Paulo Guedes (Economia).

As declarações do presidente foram dadas no fim da tarde, ao chegar ao Palácio da Alvorada.

O presidente esteve reunido durante a tarde com Guedes, mas afirmou que uma decisão não foi tomada porque algumas questões precisariam ser adequadas, tanto para estados, como para o governo federal.

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Bolsonaro citou o exemplo dos novos alunos da academia da Polícia Federal, que passaram por todo o processo de ingresso, mas que aguardam os recursos para iniciar a cursar. Caso isso não ocorra, argumentou, o ingresso seria adiado para o ano que vem.

"Olha o meu caso particular: a polícia federal. Está tudo certo, todas as medidas tomadas e 500 novos alunos para começar a cursar a academia. O ministro que nos deixou [Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça] resolveu retardar isso por conta do vírus", afirmou.

"Não é reajuste. É os caras começar a cursar. Reajuste não está previsto para ninguém", afirmou.

O presidente defendeu novamente a ausência de reajustes para os servidores públicos, pois o país vai vivenciar um processo de deflação.

"Agora o servidor público, a grande maioria é consciente e sabe que, se a economia não recuperar, não vai ter dinheiro para pagá-lo. Em vez de ter um contracheque bonito, com números vultosos, bons, e vai no banco e não tem dinheiro. Não adianta isso aí", disse.

O presidente afirmou que o ajuste na questão dos salários do servidores é uma das últimas que precisam ser feitas ainda neste ano, em meio à pandemia.

"Até 31 de dezembro, do ano que vem, caso seja mantido o veto, não temos mais nada, quase nada que fazer no tocante à ajuste da economia, a não ser desburocratizar, desregulamentar", afirmou.

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