Bradesco aumenta carência de contratos para até 120 dias

O Bradesco anunciou também que novas operações terão 90 dias de carência e prazo de até 72 meses para o pagamento

BradescoBradesco - Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

O Bradesco anunciou nesta terça-feira (19) que estenderá a prorrogação de prazos de dívidas de 60 para até 120 dias de carência para empresas e pessoas físicas que venham a enfrentar problemas por conta do coronavírus.

A medida, que começou a valer nesta segunda-feira (18), está disponível, inclusive, para os clientes do banco que já haviam feito a prorrogação anteriormente.

O Bradesco anunciou também que novas operações terão 90 dias de carência e prazo de até 72 meses para o pagamento. A medida abrange apenas algumas linhas.

Leia também:
Caixa paga nesta terça-feira primeira e segunda parcelas do auxílio emergencial; veja calendário
Caixa deve receber 2,5 milhões de pessoas por dia até 13 de junho

Para pessoas físicas, estão inclusos crédito pessoal, CDC (crédito direto ao consumidor) veículos, crédito parcelado, imobiliário e cheque especial. Já para pessoas jurídicas, a prorrogação vale apenas para empréstimos para capital de giro.

Segundo Leandro Diniz, diretor de empréstimos e financiamento do banco, o novo programa tem potencial para viabilizar R$ 50 bilhões em repactuações. No total, o Bradesco já prorrogou R$ 40 bilhões.

Em 16 de março, os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander) afirmaram que estariam abertos a discutir a prorrogação, por 60 dias, de pessoas físicas e jurídicas. A medida foi anunciada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), na época.

O banco afirmou ainda que estenderá, por conta própria, a linha voltada para a folha de pagamento de empresas com faturamento anual abaixo de R$ 360 mil e acima de R$ 10 milhões e que, para tanto, disponibilizou um limite pré-aprovado de R$ 2,4 bilhões para essas companhias.

A linha do banco, no entanto, será mais cara -enquanto as taxas de juros dos financiamentos cedidos com garantia do Tesouro Nacional começam em 0,31% ao mês, a nova modalidade do banco cobra a partir de 0,65% ao mês. A linha também conta com uma carência de até seis meses.

Atualmente, o financiamento para o pagamento dos salários de funcionários faz parte de uma ação anunciada pelo governo no início de abril. A medida liberou R$ 40 bilhões para o propósito -sendo 85% financiado pelo Tesouro Nacional e 15% pelos bancos- e abrange empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões.

As micro, pequenas e médias empresas, no entanto, já relataram dificuldades no acesso ao crédito nos bancos. Os últimos dados do Banco Central, que mostram a demanda até 11 de maio apontam que dos R$ 40 bilhões disponibilizados, apenas cerca de R$ 1,5 bilhão foram emprestados.

Por meio do Tesouro, o Bradesco já financiou a folha de pagamento de cerca de 25 mil empresas, com um valor total próximo de R$ 430 milhões.

Segundo Diniz, o banco ainda tem duas oportunidades de captação de empresas para a modalidade: aquelas que são clientes, mas não possuem a folha de pagamento pelo banco (que equivalem a 92 mil companhias) e outros 11 mil negócios que já possuem a folha de pagamentos pelo banco, mas ainda não pediram o financiamento pela linha.

"Estamos olhando dia a dia e acompanhando as necessidades do mercado. A indústria está sendo muito proativa em entender o momento diferente e tem sido um aprendizado", afirmou o diretor.

O banco também anunciou que disponibilizou outros R$ 27 bilhões de crédito pré-aprovado para outras linhas voltadas para pessoas jurídicas e que incluindo pessoas físicas, o total pré-aprovado chega a R$ 100 bilhões.

Acompanhe a cobertura em tempo real da pandemia de coronavírus

 

Veja também

Vacina é a política econômica mais eficiente, diz presidente do Santander
Economia

Vacina é a política econômica mais eficiente, diz presidente do Santander

TCU aponta ilegalidade em uso de dinheiro do SUS para distribuir cloroquina e cobra Pazuello
Saúde

TCU aponta ilegalidade em uso de dinheiro do SUS para distribuir cloroquina e cobra Pazuello