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Bradesco terá pela primeira vez integrante independente em seu conselho

Se eleitos, o conselho do Bradesco passará a ter dez integrantes, sob a presidência de Luiz Carlos Trabuco Cappi.

Agência do BradescoAgência do Bradesco - Foto: Reprodução/ Internet

O Bradesco quer elevar o capital social do banco e aumentar o número de integrantes em seu conselho de administração, abrindo pela primeira vez espaço para membros independentes.

As propostas serão votadas pela assembleia de acionistas marcada para 10 de março.
Pelo estatuto atual, o conselho do banco deve ter no mínimo 6 e no máximo 10 membros. Se a mudança passar, o número máximo de integrantes sobe para 11.

Concorrem ao conselho Samuel Monteiro, que é conselheiro da Bradesco Seguros, da Fleury e da Odontoprev, e o advogado Walter Albertoni, indicado pela gestora Aberdeen. Atualmente, Albertoni é membro do conselho fiscal do Bradesco –o mandato termina na mesma reunião em que concorre ao conselho de administração.

Se eleitos, o conselho do Bradesco passará a ter dez integrantes, sob a presidência de Luiz Carlos Trabuco Cappi.

Até então, o colegiado tinha apenas a presença de executivos ou ex-executivos (caso de Trabuco, que foi presidente do Bradesco), além de membros da família Aguiar, fundadora do segundo maior banco privado do país.

A existência de membros independentes no conselho de administração é considerada uma boa prática de governança corporativa porque ajudaria a preservar interesses de acionistas minoritários nos processos de decisão do banco.

No Itaú Unibanco, a presidência do conselho é compartilhada por Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, que vieram, respectivamente, do Itaú e do Unibanco. O maior banco privado do país tem 5 conselheiros independentes entre os 11 integrantes. Entre eles está José Galló, que atualmente preside o conselho de administração da Renner.

Já o Banco do Brasil tem oito integrantes em seu conselho, parte indicada pelo governo.
Na mesma reunião, o Bradesco também quer aprovar um aumento de capital em R$ 4 bilhões, para R$ 79,1 bilhões, com reserva de lucros. Essa operação depende de aval do Banco Central.

Se aprovada, acionistas receberão 1 ação para cada 10 que já detinham, preservando sua participação acionária.

O banco afirma que a medida deve dar maior liquidez aos papéis.

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