Brasil é referência em pagamento eletrônico no mundo

País apresenta resultado parecido ao de potências como Estados Unidos e Canadá no uso de cartão

Os cursos são ministrados em Albany ou New Paltz e abordam a área de administração.Os cursos são ministrados em Albany ou New Paltz e abordam a área de administração. - Foto: Divulgação

Apesar de ser classificado como uma economia emergente, o Brasil pode dizer que é desenvolvido em relação aos meios de pagamento eletrônicos. Pelo menos é isto que afirma pesquisa da Visa Perfomance Solutions. O estudo analisou a penetração e o uso dos cartões em todo o mundo e constatou que, nestes quesitos, o Brasil apresenta resultados superiores aos dos colegas emergentes, com desempenho parecido ao de potências como Estados Unidos e Canadá.

“A forma como o Brasil trabalha com pagamentos eletrônicos é avançada. Países emergentes como Peru, Colômbia e México trabalham para emitir mais cartões e afiliar mais estabelecimentos, mas o Brasil já saiu desse ciclo. Fazíamos isso dez anos atrás. Mas, hoje, a penetração do cartão atinge nível de mercados internacionais por aqui. Por isso, nossa preocupação é outra. O foco é aumentar a eficiência”, argumenta o diretor executivo do Visa Perfomance Solutions para a América Latina, Alexandre Peyser.

Ele explica que é possível dizer isto porque o meio eletrônico de pagamento já apresenta altos níveis de uso e aceitação no Brasil. Hoje, R$ 34 de cada R$ 100 em compras são pagos em cartões. Afinal, a tecnologia é aceita em mais de 20 estabelecimentos comerciais para cada mil habitantes. Enquanto isso, o México registra R$ 15 gastos em cartão e apenas quatro estabelecimentos comerciais para cada mil pessoas.

“Temos o dobro, até o triplo do que os outros emergentes têm”, garante Peyser, dizendo que os números colocam o Brasil próximo de potências como os Estados Unidos, onde o valor de compra com cartões é de R$ 44 a cada R$ 100 e 25 lojas para cada mil habitantes que aceitam o plástico.

Números da Associação Brasileira das Empresas de Cartões (Abecs) também deixam claro o sucesso do cartão no Brasil. De acordo com a associação, os meios eletrônicos de pagamento transacionaram mais de R$ 1 trilhão em 2015 por meio de 11,5 transações. E a expectativa é aumentar este volume em 6,5% neste ano, afinal só no primeiro semestre foram mais R$ 546 bilhões em seis bilhões de transações. Isto significa que as compras em cartão já representam 28,5% do consumo das famílias brasileiras, consolidando-se como a terceira maior modalidade da carteira de crédito nacional.

“Nos últimos anos, o País foi o que mais migrou os meios de pagamento para os eletrônicos. Por isso, podemos dizer que o Brasil é de primeiro mundo quando se trata de meios eletrônicos de pagamento”, confirma o presidente da Abecs, Marcelo Noronha. E isto só é possível, porque além de emitir muitos cartões, o País construiu uma ampla rede de maquinetas. São mais de 4,4 milhões de terminais, o que deixa 24,3 máquinas disponíveis para cada mil habitantes. Segundo a Abecs, este número só é menor que os da Austrália (35,3), Itália (30,4) e Reino Unido (26,3).

Setor adota novas tecnologias

Não é só em termos de quantidade que o Brasil larga na frente. O País também se destaca em termos de tecnologia. Basta perceber que, nos Estados Unidos, os consumidores ainda usam cartões de tarjeta e precisam assinar as faturas para garantir a autenticidade na compra. Já no Brasil, isso é feito de forma totalmente digital através do chip embutido no plástico.

“A ideia de cartão múltiplo, com as opções de crédito e débito em um único plástico, também é uma inovação que vários países querem copiar”, contou Peyser, lembrando que o País ainda se destaca na presença das maquinetas habilitadas com a tecnologia Near Field Communication (NFC), que lê o cartão por aproximação. Com mais de um milhão de terminais NFC, o País é um dos que vêm experimentando novas tecnologias de pagamento. Uma delas é a Pulseira Visa, que conta com um chip embutido recarregável para ser usado como cartão pré-pago quando é aproximado da máquina de cartão.

Outra tecnologia que vem ganhando espaço no País é o pagamento através do celular. “Por termos grande disponibilidade de smart­phones e aplicativos sofisticados que permitem o pagamento, temos um número alto de pagamentos móveis. E isso segue em ritmo de crescimento”, contou o diretor de vendas da Companhia de Tecnologia da Informação especializada em Digital GFT, Leonardo Azevedo, dizendo que hoje este número só é menor que o da Ásia, por conta do alto uso do celular naquela região.

Veja também

Secretários de Fazenda apelam ao Congresso pela prorrogação do auxílio emergencial
Benefício

Secretários de Fazenda apelam ao Congresso pela prorrogação do auxílio emergencial

Lojas e restaurantes de São Paulo dizem que novas restrições levarão a mais demissão
Restrições

Lojas e restaurantes de São Paulo dizem que novas restrições levarão a mais demissão