Brasil fecha 39,3 mil vagas de emprego formal em setembro

Em 12 meses, o país acumula uma perda de 1,6 milhão de postos de trabalho

Placa da turma 2017.1 de Direito da Universidade Federal de PernambucoPlaca da turma 2017.1 de Direito da Universidade Federal de Pernambuco - Foto: Cortesia

O Brasil tem registrado, há um ano e meio, o encerramento vagas de trabalho com carteira assinada. Em setembro, a quantidade de demissões superou as contratações em 39,3 mil, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho.

No cenário de crise econômica, setembro foi o 18º mês consecutivo em que o país demitiu mais trabalhadores do que contratou.

Apesar do resultado negativo, o saldo foi melhor que o registrado em setembro de 2015, quando as demissões superaram as contratações em 95,6 mil -o pior resultado para o mês na série histórica do Ministério do Trabalho, que tem início em 1992.

Para o Ministério do Trabalho, a melhoria do resultado em relação a setembro de 2015 indica "continuidade na trajetória de recuo de perda de postos de trabalho com carteira assinada no país".

Ainda assim, o resultado de 2016, no acumulado do ano, continua a bater recorde negativo. De janeiro a setembro, foram fechadas 683,6 mil vagas. É o pior resultado da série histórica do governo, que -para o acumulado do ano- tem início em 2002. Em 2015, o saldo negativo acumulado nos nove primeiros meses do ano foi de 562,2 mil.

Em 12 meses, o país acumula uma perda de 1,6 milhão de postos de trabalho formal.

SETORES


A indústria de transformação se destacou, em setembro, com uma abertura de 9,3 mil postos de trabalho. No mesmo mês de 2015, o setor fechou 10,9 mil postos de trabalho.

O resultado do mês passado foi puxado, principalmente, pelo comportamento positivo na área de produtos alimentícios e bebidas, que teve um saldo positivo de 15,2 mil vagas. De acordo com o Ministério do Trabalho, esse comportamento reflete principalmente a atividade de fabricação de açúcar.

Além da indústria de transformação, o comércio foi o outro setor que, no mês de setembro, teve um saldo positivo. As contratações superaram as demissões em 3,9 mil.

A construção civil, por outro lado, foi a maior responsável pelas demissões no mês passado, com um saldo negativo de 27,6 mil. Em seguida, aparece o setor de serviços, com uma demissão líquida de 15,1 mil. A agricultura respondeu por um saldo negativo de 8,2 mil.

REGIÕES

Entre as regiões, o Sudeste se destaca com o maior saldo negativo: as demissões foram maiores que as contratações em 63,5 mil em setembro. O Centro-Oeste aparece com um saldo negativo de 5,4 mil e o Norte, com um resultado negativo de 1 mil.

O Nordeste contratou 29,5 mil pessoas a mais do que demitiu e o Sul aparece com um saldo positivo de 1,1 mil.

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