Censo 2022

"Brasil ganha uma bússola e uma carta náutica com o Censo", diz Simone Tebet

Ministra do Planejamento exalta divulgação dos dados do Censo 2022, após anos de atraso da pesquisa

Simone TebetSimone Tebet - Foto: Arthur Souza/Folha de Pernambuco

O recenseamento dos indígenas ianomâmi e a cobertura da população que reside em favelas brasileiras foram os principais destaques da cerimônia de divulgação dos primeiros resultados do Censo Demográfico 2022, no Museu do Amanhã.

Os dados sobre população e domicílios começam a ser divulgados nesta quarta-feira após três anos de atraso da pesquisa que sofreu uma série de obstáculos, desde a pandemia de Covid-19 até o impasse orçamentário com o governo federal durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Apesar das críticas associadas a alta taxa de recusas e a questões metodológicos, a Ministra do Planejamento, Simone Tebet, assim como o presidente do IBGE, Cimar Azeredo, reforçaram a ideia de um “Brasil real” - agora retratado pelos dados, após um apagão de estatísticas durante a crise sanitária global.

A ministra, que gravou um vídeo com seu discurso para ser exibido no Museu do Amanhã, destacou o desafio da operação censitária tanto pelo tempo longo de coleta quanto pelo impasse orçamentário:

— Foi um Censo desafiador e que levou mais tempo que o necessário, mas depois que assumimos colocamos mais de R$ 380 milhões de crédito extraordinário para fazermos um Censo tecnológico e totalmente revisado — ressaltou Tebet.
 

Segundo a ministra, o Censo de 2022 tem um diferencial pela inclusão de 16 milhões de brasileiros, considerando os indígenas ianomâmi e a população que mora em favelas e “arranjos subnormais”.

— Fomos lá nas terras ianomâmis e fomos junto com a CUFA e Data Favela buscar essas pessoas que não estavam no Censo. (…) O Brasil do presente vai ter agora uma carta náutica é uma bússola para que a iniciativa privada possa realizar investimentos e para que o Orçamento federal para política públicas que cheguem na ponta.

Durante o discurso de abertura, o presidente do IBGE, Cimar Azeredo, agradeceu o apoio do ministério do Planejamento e dos coordenadores e superintendentes. E reforçou a importância dos dados para retratar o país:

- Nos não estaríamos aqui sem o apoio do ministério. (…) Queremos trocar o Brasil pautado por narrativa para um Brasil pautado em evidência.

O evento no Museu do Amanhã, no Rio, contou com a presença de autoridades e especialistas em estatísticas.

Estiveram presentes o professor e sociólogo Simon Schwartzman; o ex-presidente do IBGE, Eduardo Rios Neto; a presidente do Ipea, Luciana Servo; Lúcia Valverde, representante do Ministério do Planejamento; o professor Eduardo Guimarães.

Também estiveram no evento representantes da Agência da ONU e lideranças dos governos do Uruguai, Paraguai e Equador.

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