Brasileiro faz 71 mil transações digitais por hora

Compras pela internet movimentaram R$ 167,6 bilhões no País em 2017

Compras onlineCompras online - Foto: Luna Markman/Portal FolhaPE

Apontado como um dos consumidores mais conectados do mundo, o brasileiro tem realizado cada vez mais compras pela internet. E, muitas vezes, faz isso sem nem perceber - quando chama um Uber, por exemplo. Por isso, 71 mil transações digitais já são realizadas no País a cada hora, segundo a Visa. O movimento é tão grande que já impacta até os resultados da indústria dos meios eletrônicos de pagamento. Cálculos da Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs) mostram que 80% dos usuários de cartão já fazem transações na internet e essas compras não presenciais movimentaram R$ 167,6 bilhões no Brasil só em 2017.

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“Temos visto uma tendência cada vez mais forte de o consumidor utilizar o meio digital para fazer compras, tanto porque mais clientes estão comprando pela internet quanto porque os clientes digitais estão se tornando cada vez mais digitais. Por isso, tivemos um crescimento expressivo do número de transações virtuais em 2017, passando de 58 mil para 71 mil transações por hora”, revelou o diretor executivo da Visa Consulting & Analytics, Rodrigo Santoro. “As compras não presenciais são cada vez mais relevantes para a indústria dos meios eletrônicos de pagamento. Em 2017, por exemplo, somaram R$ 167,6 bilhões de reais. Ou seja, 20% de tudo que foi consumido em cartões no País”, confirmou o presidente da Abecs, Fernando Chacon, dizendo que a tendência é que este número cresça ainda mais neste ano. Afinal, no ano passado, esse tipo de compra cresceu 16,5% - alta maior que a da própria indústria dos cartões, 12,5%. E, segundo a Visa, foi o uso de aplicativos como Uber, Netflix e Spotify que puxou esse movimento.

“As dimensões de compra que mais cresceram foram a de mobilidade e transporte e a de mídia e streaming de vídeo ou música. Juntos, esses dois segmentos representaram mais de 30% das transações digitais efetuadas em 2017”, contou Santoro, destacando que outra consequência da popularização desses aplicativos é a inserção de consumidores de baixa renda no mundo virtual. “Esse segmento tem um tíquete menor. Por isso, permite que as classes sociais mais baixas também realizem compras pela internet”, disse o diretor da Visa. Também por conta disso, o celular já é o meio mais usado pelos consumidores digitais na hora de fechar uma transação. Segundo a Abecs, o instrumento já responde por 55% das compras virtuais.

Além disso, os cartões têm sido cada vez mais usados em comércios classificados como disruptivos pela Visa, como o Airbnb e o iFood. Esse segmento cresce 21% no ano passado. Mas a empresa de cartões garante que a compra virtual de bens tradicionais, como eletrodomésticos e roupas, também está em alta. Segundo a empresa, o e-commerce tradicional aumentou 33% em 2017, resultado bem melhor que o do comércio tradicional - em Pernambuco, por exemplo, o setor crescer 3,8%. “Para se ter uma ideia, o varejo de moda cresceu 10% no online, mas caiu 5% no mundo físico”, contou Santoro.

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