BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, vai instalar fábrica de US$ 120 milhões na Arábia Saudita

O anúncio deve ser um dos poucos resultados concretos da visita do presidente Jair Bolsonaro a Riade

Bolsonaro na Arábia Saudita Bolsonaro na Arábia Saudita  - Foto: José Dias / PR

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, vai instalar uma fábrica de processados de carne de frango na Arábia Saudita. O anúncio deve ser um dos poucos resultados concretos da visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Riade, a última parada em seu tour pela Ásia.

O investimento é de US$ 120 milhões (R$ 477,4 milhões) e a unidade começa a operar em 2021. Não há garantia do governo saudita de retomada das compras da fábrica da BRF em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

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A expectativa, no entanto, é que isso acabe ocorrendo. No início de novembro, uma missão saudita pode ir a Abu Dhabi para inspecionar a fábrica. A BRF precisa da liberação da unidade para atender o mercado da Arábia Saudita com processados até 2021.

A BRF assinou nesta terça-feira (29) um memorando de entendimentos com a Autoridade Geral de Investimento da Arábia Saudita (Sagia, da sigla em inglês) para a construção da fábrica. A Sagia vai facilitar os trâmites burocráticos e dar incentivos.

No início deste mês, a Arábia Saudita reduziu drasticamente as importações da fábrica em Abu Dhabi alegando restrições técnicas. Os sauditas, no entanto, já desejavam que a BRF abrisse uma unidade em seu país e, principalmente, que aumentasse a compra de carne de frango no país.

A BRF se comprometeu a abastecer a fábrica parcialmente com compra de frango de produtores locais. O restante viria do Brasil. Os percentuais ainda não estão definidos. "Estamos no país há 40 anos e acreditamos nos planos de desenvolvimento de longo prazo da Arábia Saudita", disse à Folha Lorival Luz, presidente da BRF. A empresa é líder no mercado halal -carne de frango abatida e processada conforme os princípios islâmicos.

Ao chegar a Riad, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou que solicitaria ao príncipe herdeiro Mohamed bin Salman a liberação das compras de carne de frango da empresa, conforme antecipou a Folha de S.Paulo.

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