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Cade decide analisar recurso sobre monopólio e trava compra de ações da BRF pela Marfrig

Decisão obriga que Marfrig não exerça direito sobre as ações que adquiriu sem aval prévio do órgão

Planta de um frigorífico da Marfrig em PromissãoPlanta de um frigorífico da Marfrig em Promissão - Foto: (SP) - REUTERS/Paulo Whitaker

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu analisar um recurso apresentado pelo Instituto Brasileiro das Relações de Consumo sobre a compra de ações da BRF pela Marfrig, duas empresas do setor de proteína animal.

Na prática, a análise do recurso impede que a Marfrig exerça direitos sobre as ações que adquiriu sem aval prévio do órgão.

A aquisição foi aprovada pelo Cade após a empresa anunciar a aquisição de 196,8 milhões de ações ordinárias da BRF, correspondentes a cerca de 24,23% do capital social da companhia.

Com a operação, a Marfrig passou a deter 257,26 milhões de ações ordinárias, o equivalente a 31,66% da empresa.
O recurso foi apresentado pela entidade que representa os interesses dos consumidores e afirma que a compra da BRF pela Marfrig tem "potencial fechamento do mercado".


A decisão de analisar o caso só foi tomada agora que o caso saiu da superintendência e subiu para o tribunal do Cade.

O relator do processo será o conselheiro Luiz Augusto Azevedo de Almeida Hoffmann e não há prazo definido para a análise do recurso.

A Marfrig foi procurada, mas não quis se manifestar.

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