Caixa e Sebrae criam linha de crédito de R$ 7,5 bi para micro e pequenas empresas

O número ficou abaixo do esperado (nos bastidores, se falava em montantes de pelo menos R$ 12 bilhões)

Caixa Econômica FederalCaixa Econômica Federal - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) criaram uma linha de crédito para microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas. O banco espera oferecer R$ 7,5 bilhões por meio das operações.

De acordo com a Caixa, os empresários terão prazo de carência de até 12 meses para começar a pagar com taxas até 41% menores que as usuais do banco.
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que a parceria com o Sebrae permitiu a redução da taxa de juros, assim como o aumento do número de parcelas, em meio à demanda por crédito causada pela crise do coronavírus. "Isso vem em um momento importante", disse.

O número ficou abaixo do esperado (nos bastidores, se falava em montantes de pelo menos R$ 12 bilhões). Segundo Guimarães, isso ocorreu porque o banco não tem intenção de perder dinheiro.

Leia também: 
Maioria com coronavírus na cidade de São Paulo tem até 49 anos
Coronavírus revelou carências sistêmicas dos serviços de saúde, afirma G20

"As operações só serão realizadas se for pra Caixa ganhar dinheiro. Não faremos operações com subsídios para ninguém. Não há a mais leve possibilidade de a Caixa realizar qualquer operação que não seja sustentável", afirmou.

O microempreendedor individual poderá contratar até R$ 12,5 mil, com carência de 9 meses e prazo de amortização de 24 meses. A taxa de juros será de 1,59% ao mês.

Já as microempresas poderão contratar até R$ 75 mil, com carência de 12 meses e prazo de 30 meses. A taxa será de 1,39% ao mês.

As empresas de pequeno porte poderão contratar até R$ 125 mil, com carência de 12 meses e prazo de 36 meses. Os juros serão de 1,19% ao mês. Conforme antecipou o jornal Folha de S.Paulo, a iniciativa foi possível graças a uma MP (medida provisória) do governo que cortou repasses a entidades do Sistema S e, no caso do Sebrae, fez recursos serem destinados a um fundo da própria entidade. A MP reforçou o caixa do Fampe (Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas).

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, afirmou que é preciso melhorar o ambiente de crédito e que o tamanho do programa não é o bastante para atender a demanda existente. "Não é suficiente. Nem os nosso modelos [iniciais], de chegar a R$ 24 bilhões, eram suficientes", afirmou.
Melles diz que há negociações em andamento para ampliar o programa em parceria com outros bancos, como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Acompanhe a cobertura em tempo real da pandemia de coronavírus

 

Veja também

Guedes aproveita reforma ministerial para fazer mudanças em 6 secretarias da Economia
Reforma

Guedes aproveita reforma ministerial para fazer mudanças em 6 secretarias da Economia

Bolsa cai com preocupações com variante delta e China
Economia

Bolsa cai com preocupações com variante delta e China