Caixa vai financiar 40 mil casas próprias

Recursos são do programa Minha Casa, Minha Vida e vão beneficiar famílias com renda de até R$ 2.350

Raul Jungmann Raul Jungmann  - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

 

Famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.350,00 já podem adquirir a casa própria através da faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As contratações acabam de ser liberadas nas agências da Caixa Econômica Federal para imóveis de até R$ 135 mil. E a expectativa do Ministério das Cidades é financiar 40 mil unidades habitacionais até o fim do ano.

Ao lançar a faixa 1,5 no mês passado, o Ministério liberou R$ 4,3 bilhões para a nova modalidade do programa habitacional. São R$ 2,4 bilhões em financiamentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e mais R$ 1,9 bilhão em subsídios, sendo R$ 1,8 bilhão do FGTS e R$ 180 milhões do Tesouro Nacional. E 25,3% deste orçamento direcionam-se para a Região Nordeste. Esta é a segunda maior participação regional, perdendo apenas para o Sudeste (32,5%), por conta do déficit habitacional calculado pela pasta.

A fim de resolver este déficit entre as famílias de baixa renda, o Governo Federal oferece financiamentos de imóveis de até R$ 135 mil em até 30 anos com juros de 5% ao ano e subsídios de R$ 11 mil a R$ 45 mil na faixa 1,5. Os valores máximos, porém, variam de acordo com a população dos municípios em que os imóveis serão adquiridos. No Nordeste, por exemplo, é possível financiar imóveis de R$ 70 mil a R$ 120 mil com subsídios de até R$ 35 mil.

Pleito antigo dos empresários da construção civil, a faixa 1,5 vai viabilizar a compra da casa própria por famílias que não se encaixavam nem na faixa 1 nem na 2 do MCMV por receber mais de R$ 1.700 e menos R$ 3.600 por mês. Os contratantes, porém, continuam tendo que cumprir as condições de análise de crédito previstas nas demais faixas do programa. A análise é feita pelas instituições financeiras e pelas construtoras depois que os interessados procuram o financiamento nas agências da Caixa.

Faixa 1

O Ministério das Cidades continua sem liberar novas contratações para a faixa 1 do MCMV, destinada à população de baixa renda que recebe até R$ 1.700 por mês, neste ano. Ao tomar posse, o ministro Bruno Araújo - atualmente exonerado devido à votação da PEC 241 na Câmara dos Deputados - explicou que o foco do presidente Michel Temer no seu primeiro ano de exercício seria retomar as obras paralisadas desta faixa.

São 50,1 mil casas populares que ficaram pela metade por todo o Brasil e custarão mais R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. Desde o lançamento do programa habitacional, em 2009, a União desembolsou R$ 318,45 bilhões para o financiamento de 4,4 milhões de unidades habitacionais no País.

 

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