Cambridge Analytica recorre à lei de falência nos EUA

Empresa foi acusada de ter utilizado dados pessoais de 90 milhões de usuários do Facebook sem o consentimento das pessoas afetadas

Ex-diretor de pesquisa da Cambridge Analytica, Christopher Wylie, em audiência sobre o escândalo FacebookEx-diretor de pesquisa da Cambridge Analytica, Christopher Wylie, em audiência sobre o escândalo Facebook - Foto: Mandel Ngan/AFP

A empresa britânica de consultoria Cambridge Analytica, protagonista do escândalo pelo uso ilegal de dados do Facebook, recorreu ao capítulo 7 da lei de falências nos Estados Unidos, de acordo com documentos apresentados a um tribunal de Nova York.

O grupo, cujo advogado apresentou a declaração na quarta-feira (16), anunciou no início de maio o fim de suas atividades e o início do processo de falência no Reino Unido, ao mesmo tempo que preparava a declaração de falência nos Estados Unidos. A Cambridge Analytica foi acusada de ter utilizado dados pessoais de 90 milhões de usuários do Facebook sem o consentimento das pessoas afetadas.

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As informações teriam sido utilizadas para elaborar um programa que permitiu prever e influenciar o voto dos eleitores na campanha presidencial dos Estados Unidos de 2016, vencida por Donald Trump.

A empresa britânica negou as acusações, apesar das gravações, feitas com uma câmera escondida, de seu diretor geral, Alexander Nix, que acabou suspenso. O Facebook insiste que não sabia que os dados obtidos pela empresa de consultoria por meio de um aplicativo de testes psicológicos, desenvolvido por um professor e pesquisador universitário, foram utilizados com fins políticos.

A empresa americana, no entanto, foi arrastada pelo escândalo, acusada de não proteger de modo suficiente seus usuários. Seu fundador e CEO, Mark Zuckerberg, teve que pedir desculpas em abril pelos "erros" da empresa durante uma audiência no Congresso americano.

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