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Campanha do Brasil para OCDE estimula agenda de reformas do governo, diz secretário

Troyjo disse que com o processo de entrada na OCDE o Brasil "abre a chave do cofre para fontes de liquidez que simplesmente não estavam disponíveis para nós antes"

Sede OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)Sede OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) - Foto: Reprodução/Instagram

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, disse que a campanha para entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) vai ajudar na agenda de reformas do governo.

"É um estímulo internacional à continuação e aceleração do processo de reformas do governo", afirmou ele durante o evento CEO Conference Brasil 2020 do BTG Pactual, nesta quarta-feira (19), em São Paulo.

Troyjo disse que com o processo de entrada na OCDE o Brasil "abre a chave do cofre para fontes de liquidez que simplesmente não estavam disponíveis para nós antes".

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As tarifas de importação e acordos bilaterais também estão na mira do governo. Segundo Troyjo, existe um cronograma que entra em vigor nos próximos anos.

"Estamos hoje na mesa de negociação com Canadá, Coreia do Sul, Cingapura e em todos os tabuleiros temos tarifas. E nós também podemos fazer esforços, prefiro usar o termo modernização tarifária. Hoje é muito mais barato comprar uma garrafa de um bom vinho argentino em Hong Kong do que em São Paulo. Como é muito mais barato comprar sandálias havaianas em Miami do que em Buenos Aires", afirmou.

O secretário diz que em reunião com o chanceler argentino sentiu uma predisposição do país vizinho em fazer esses movimentos de modernização tributária.

"Tem um trabalho que precisa ser feito que estava num bom caminho com o tipo de coincidência de visão de mundo que o Palácio do Planalto tinha com a Casa Rosada no ano passado com o [ex-presidente Maurício] Macri. Há um novo governo na Argentina, um governo que estamos lidando de maneira pragmática por conta dos interesses do Brasil", disse.

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