Carros viram outdoors ambulantes

Ao término da campanha, o adesivo é retirado e o executivo garante que não há danos ao veículo.

Michelle MeloMichelle Melo - Foto: Divulgação

 

Usar o carro para deixar as crianças na escola, ir à academia, ao supermercado ou seguir para o trabalho. Essas são atividades corriqueiras, mas associadas a gastos (de tempo e de combustível). Agora, imagine se fosse possível rentabilizar esses percursos da vida comum. Essa é a proposta da Carlicity, uma start-up que faz dos carros privados novos espaços de publicidade para as empresas. O negócio promete gerar uma renda extra de aproximadamente R$ 2 mil por mês para cada motorista, que recebe, em média R$ 1,50, por quilômetro rodado. 
A proposta da empresa é transformar carros privados em outdoors ambulantes. Recife foi a cidade escolhida para a primeira campanha, tanto pela escolha do anunciante, quanto pela representatividade estratégica da cidade.

“O aumento da frota de veículos e o crescente desemprego potencializam o nosso modelo de negócio, que vai complementar a renda dos pernambucanos, injetando R$ 24 mil na economia local por cada motorista”, frisou o diretor da empresa, Pedro Borges. Na Capital pernambucana já são 130 motoristas cadastrados na cidade e aproximadamente 200 em todo o Estado. Em todo o País, 30 mil motoristas já aderiram.
Para participar, o condutor adesiva o seu carro com um anúncio. Antes, ele faz um cadastramento gratuito no site da Carlicity. Os anunciantes escolhem os veículos pelas características que darão visibilidade à campanha e pelos locais de interesse, aqueles mais próximos ao público-alvo. O motorista selecionado recebe um sistema de geoposicionamento (GPS), o qual permite o acompanhamento online do anunciante e segue a sua rotina normal de uso do veículo. O processo de adesivação é feito em uma oficina indicada pela Carlicity, em aproximadamente uma hora, sem custos ao motorista.

 Ao término da campanha, o adesivo é retirado e o executivo garante que não há danos ao veículo.
“Cerca de 80% do valor do contrato de anúncio vai para o motorista”, detalhou Borges, que é português e trabalhava com desenvolvimento de tecnologias antes de criar o negócio. A meta é abocanhar 1% dos R$ 100 milhões movimentados com publicidade no Brasil todos os anos.

 

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