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Casas Bahia tem prejuízo de R$ 10,1 bi e avalia nova recuperação

Companhia apresentou as demonstrações financeiras neste domingo com atraso. A divulgação do balanço estava prevista para até sexta-feira

(Imagem ilustrativa) Casas Bahia fechou diversas lojas e demitiu funcionários (Imagem ilustrativa) Casas Bahia fechou diversas lojas e demitiu funcionários  - Foto: Shopping Tacaruna/Divulgação

A Casas Bahia teve prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano. O montante é 18 vezes maior que o resultado negativo de R$ 555 milhões apontado no mesmo período de 2025. Em termos ajustados, o prejuízo da varejista foi de R$ 978 milhões, 76% maior que o apontado um ano antes.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1,278 bilhão no trimestre, ante R$ 1,147 bilhão no segundo trimestre de 2025, ainda pressionado pelo elevado custo de capital no Brasil.

Segundo os dados divulgados pela companhia neste domingo, o resultado foi impactado em R$ 9,1 bilhões por eventos não recorrentes como baixa de ativos, gastos com reestruturação, contratos não performados e IR diferido.

Já a receita líquida da companhia cresceu 1,6%, para R$ 6,97 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado recuou para R$ 518 milhões (-9,4%).

No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, as Casas Bahia diz que “diante de um ambiente de crédito mais restritivo e de um cenário macroeconômico mais adverso do que o previsto, com taxas de juros ainda elevadas, consumo das famílias pressionado e disputa crescente pelo orçamento doméstico, inclusive das apostas on-line (bets)'', intensificou o redimensionamento da companhia na segunda fase do seu plano de transformação, ''priorizando canais e categorias de maior margem e rentabilidade, reduzindo o capital empregado e o custo de financiamento, de forma a fortalecer a geração de caixa livre e assegurar uma operação sustentável e autofinanciável''.

Nesta nova fase, entre as iniciativas estão o redimensionamento das lojas físicas, com o fechamento de 298 unidades, selecionadas considerando, entre outros fatores, seu desempenho operacional, necessidade de capital empregado e retorno econômico diante do atual custo de capital.

A companhia informou ainda que está revisando os níveis e a composição dos estoques, o sortimento e os volumes de compras, buscando melhorar o capital de giro e reduzir estruturalmente a necessidade de capital empregado.

Além disso, está adequando sua estrutura organizacional e seu quadro de colaboradores ao novo dimensionamento da operação, além de revisar contratos, despesas gerais e administrativas, investimentos e demais desembolsos, buscando uma estrutura de custos compatível com o nível esperado de atividade e geração de caixa.

A divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre da empresa foi adiada duas vezes. A previsão inicial era na quarta-feira, foi adiada para sexta-feira e acabou só acontecendo neste domingo. O atraso na prestação de informação à Comissão de Valores Mpbiliários (CVM) prevê pagamento de multa ordinária.

No LinkedIn, são muitos os relatos de funcionários atingidos pela demissão em massa, desde empregados com pouco tempo de casa até aqueles com mais de duas décadas de experiência no grupo. 

Em 2024, com R$ 4,1 bilhões em dívidas, a Casas Bahia passou por um processo de recuperação extrajudicial.

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