Celpe registra lucro de R$ 111 milhões

De acordo com a avaliação do balanço, a empresa teve ganhos econômicos e financeiros no ano passado

CelpeCelpe - Foto: Arthur de Souza/arquivo folha

O balanço da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) teve resultados positivos em 2018. O lucro líquido da empresa fechou o ciclo com R$ 111 milhões, maior que o de 2017, que foi de R$ 56 milhões. A redução de custo proporcional à receita também foi obtida pela empresa: em 2017, a Celpe gastava 87% para gerar receita. Em 2018, caiu para 85%. Além disso, houve redução das despesas: em 2017, a companhia teve 6,8% de despesa em relação à receita. No ano passado, diminuiu para 5,6%.

Na avaliação do contador Flávio Cesário, de forma geral, os resultados da companhia foram bons. “A administração da Celpe em 2018 foi boa financeiramente e economicamente”, comentou Cesário. No entanto, o contador afirma que a margem líquida poderia ter sido melhor. Pelos resultados, em 2017, a Celpe gastou 99% da sua receita, ficando com lucro de 1%. Em 2018, a companhia gastou 98%, e ficou com lucro de 2%. “A Celpe não teve prejuízo, mas não foi excelente porque foi aumento de apenas 1% no lucro em relação a sua receita”, analisou o contador. O EBITDA, lucro de caixa, alcançou R$ 679 milhões, 23% maior que o apurado em 2017. “Foi bom, financeiramente a empresa melhorou”, ressaltou.

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A evolução nos índices de qualidade verificados pela Agência Nacional de Energia Elétrica também foi bem avaliada. O indicador de Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor (DEC) registrou 12,45 horas. Ou seja, a duração média de interrupção da energia por consumidor foi 12,45 horas - 1,38 hora melhor que o limite regulado pela Aneel, que é de 13,83 horas. A Frequência Equivalente de Interrupção por Consumidor (FEC) registrou índice de 5,97 vezes, o que representou 35,60% menor que a meta regulatória da Agência, de 9,27 vezes. Isso significa dizer que a quantidade de vezes que um cliente, em média, sentiu falta da energia foi 5,97 vezes.

Segundo a Celpe, a melhora nos indicadores de qualidade é um reflexo dos investimentos na modernização e expansão dos serviços. Em 2018, a companhia investiu R$ 785 milhões na expansão, modernização e automação do sistema elétrico. Três subestações foram inauguradas, além da construção de aproximadamente 80 quilômetros de linhas de transmissão.

A principal entrega foi a da Subestação de Afogados da Ingazeira, no Sertão, que tem 66 MVA de potência instalada, com capacidade para atender cerca de 250 mil habitantes. A expansão do projeto de armazenamento de energia elétrica gerada por fonte solar na Ilha de Fernando de Noronha foi o destaque de investimentos no que se refere à inovação e à sustentabilidade.

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