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Centro do Recife lotado movimenta R$ 6,4 bilhões no Natal

Expectativa é de 4,3 mil contratações temporárias no setor de varejo

Centro da cidade com ruas lotadas, caracteriza os últimos momentos para compras de fim de anoCentro da cidade com ruas lotadas, caracteriza os últimos momentos para compras de fim de ano - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

O fim de ano chegou. E com ele, as compras de Natal, confraternizações e lembrancinhas estão movimentando o comércio no centro do Recife. É até complicado andar em meio a tanta gente, com sacolas e presentes em mãos.

Com isso, as vendas de Natal têm uma expectativa de movimentar o varejo em todo Brasil, em uma cifra de R$ 36,3 bilhões, número que se aproxima de 2014 (R$ 36,5 bi), quando o setor registrou recorde de vendas.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), somente em Pernambuco é esperado uma movimentação de R$ 6,4 bilhões, além de uma expectativa de 4,3 mil contratações temporárias no setor de varejo.

Com isso, a CNC revisou de +4,8% para +5,2% a expectativa de crescimento do volume de vendas de Natal de 2019. Para o economista da CNC Fábio Bentes, três fatores contribuíram para o saldo positivo dos números: comportamento da inflação, acesso a crédito e mudança no saque FGTS. “A taxa de juros não caiu muito, mas os prazos ficaram maiores. Com relação ao FGTS há uma concentração maior de recurso, o que favorece as vendas”, detalha.

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Ainda segundo a CNC Entre os segmentos do varejo, os principais destaques em relação à movimentação financeira total neste ano, pela ordem, deverão ser: hiper e supermercados (R$ 13,1 bilhões); lojas de vestuário (R$ 9 bilhões); e estabelecimentos de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,8 bilhões). Juntos, esses três ramos do varejo deverão faturar R$ 77 de cada R$ 100 gastos no Natal.

No centro da cidade, há muitas pessoas que ainda deixam para comprar o presente nos últimos momentos. Por conta do trabalho, a professora Vânia de Freitas, 50, aproveitou a tarde para presentear toda a família. “Não encontrei tudo que eu queira, mas comprei umas lembrancinhas para sobrinha, irmã, marido, sogra, cunhado”, conta Vânia que usou o cartão de crédito para parcelar as compras. “Hoje não tem como dar presente a todos, porque a renda não está compatível com os preços”, lamentou.

Por outro lado, a vendedora Maria Valquíria, 43, optou por não comprar presentes nesse período. “As condições esse ano não estão boas, e ainda com a formatura de meu filho é muito gasto. Vou ficar em casa sem gastar nada. Esse ano quero só ganhar presentes”, brincou.

Numa loja de sapatos no centro da cidade, o gerente Gutemberg Chagas, que atua na função a 27 anos, explica que é comum as pessoas deixarem o presente para os últimos instantes. “No início de dezembro as vendas estão muito semelhantes ao ano passado, mas desde a última semana melhorou cerca de 4% e superou nossas expectativas”, destaca.

Supermercado
O segmento supermercadista deve crescer 7,85% nas vendas de final de ano, aponta Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação ao volume de vendas neste fim de ano, há uma projeção de alta de 12,3%. O produto que deve registrar a maiores alta é o Peru com 14%, que segue ser seguido do panetone (13,9%), pernil (13,7%), chester (12,8%). No segmento de bebidas as apostas estão concentradas nas cervejas (13,4%), sucos (12,4%) e vinhos nacionais (12,2%).

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