Ceron nega pressão fiscal com Angra 3, mas diz que Correios preocupam por modelo
Preocupação com os Correios é maior do que a simples reestruturação pela qual a empresa pública passa agora, diz ministro
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, negou nesta segunda-feira (2) que as obras da usina de Angra 3 possam gerar algum impacto fiscal para o País, mas reconheceu uma preocupação de mais longo prazo com o desempenho dos Correios, por causa do seu modelo de negócio.
"Claro que a gente está acompanhando para tentar garantir que tenha uma reestruturação, mas não é trivial. Esse modelo no mundo todo está passando por muita dificuldade", disse o secretário, durante um evento do jornal Valor Econômico, em São Paulo.
Segundo Ceron, a preocupação com os Correios é maior do que a simples reestruturação pela qual a empresa pública passa agora. Ele disse que será necessário pensar em como enxugar o modelo para encontrar um equilíbrio financeiro.
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Em relação a Angra 3, o secretário disse que tem conversado com o BNDES e que não deve haver impacto fiscal. A Eletronuclear tem registrado déficits por causa da obra, que está paralisada. Cabe ao governo decidir se ela será finalizada ou interrompida. Neste último caso, pode ser necessário um aporte do Tesouro.

