Cliente não sente redução de preço do gás de cozinha

Apesar dos novos valores aplicados, o consumidor não percebeu um produto mais em conta

Delma dos Santos acredita que o preço não deverá cair Delma dos Santos acredita que o preço não deverá cair  - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Os novos valores do GLP residencial e empresarial começaram a valer ontem nas refinarias. Apesar dos consumidores esperarem um preço menor, os revendedores alertam que isso pode não acontecer, pois as distribuidoras não estariam repassando a redução. Anunciado na última sexta-feira pela Petrobras, o preço do botijão de 13 kg teve redução de 8,17%, passando a custar R$ 24,06 para as distribuidoras.

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De acordo com o presidente do Sinregas-PE, Ailton Júnior, as revendas estão absorvendo a cadeia de custos. “As distribuidoras estão comprando o gás mais em conta, mas não repassam para a gente. Estamos comprando por quase o dobro do preço, cerca de R$ 50. E temos todo um custo de logística ainda”, destacou Júnior, ao acrescentar que as distribuidoras alegam estar sem margem para repassar.
A gerente de uma revenda que fica no bairro de Afogados, no Recife, Shayanne dos Santos, disse que os clientes pressionam para o preço cair. “A gente pega da distribuidora por R$ 50, mas ainda temos custos como frete e funcionários, e por isso fica impossível repassar para o cliente um valor mais barato”.

A comerciante Delma dos Santos explica que faz tempo que o valor do gás de cozinha não cai. “Eu tenho uma ‘barraquinha’ onde vendo lanches e assim não tenho condições de conseguir ter lucro nenhum para pagar minhas contas”, lamenta.
De acordo com o Sindigás, não se pode afirmar qual seria o ajuste para o consumidor final por alguns motivos: o mercado de gás é livre (os preços flutuam, não há tabelamento); a carga tributária (cada Estado tem uma alíquota diferente), além dos custos de logística que são cruciais na composição de preço (depende muito da localização do município e da distância do polo de suprimento).
Procuradas, as cinco distribuidoras que atuam em Pernambuco (Liquigaz, Copagaz, Supergasbras, Ultragaz e Nacional Gás) não se posicionaram.

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