CMN reduz taxas para imóvel de até R$ 1,5 milhão

Pelo prazo de um ano, os bancos poderão financiar a casa própria com os juros do SFH'

TravessiaTravessia - Foto: Divulgação

BRASÍLIA (Folhapress) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu permitir, pelo prazo de um ano, que os bancos financiem operações de aquisição de imóveis novos de até R$ 1,5 milhão pelas taxas de juros do SFH (Sistema Financeiro de Habitação).
A medida, entretanto, não vale para o uso de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na compra de imóveis. Nesse caso, continua a valer o limite de R$ 750 mil (para Minas Gerais, Rio e São Paulo) e R$ 650 mil para outros Estados. Ou seja, o conselho permitiu apenas o benefício das taxas de juros menores nessa faixa mais cara de imóveis, mas sem o uso do FGTS.
Não há previsão para que essa medida tenha impacto imediato no mercado, já que a decisão de conceder financiamento cabe aos bancos. De acordo com o CMN, as instituições financeiras já emprestaram a maior parte do montante permitido nessa modalidade.
Do total do saldo da poupança, os bancos precisam direcionar 65% para o crédito imobiliário, de acordo com as regras do conselho. Desse percentual, 80% é direcionado ao SFH, cuja taxa de juros é de 12%, mais baixa do que as taxas de mercado.
Juros
A taxa de juros que serve de referências para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi mantida em 7,5% ao ano pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ontem. A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) está nesse patamar desde o início de 2016.
A taxa valerá para o período de 1º de outubro a 31 de dezembro de 2016. A TJLP é fixada no final de cada trimestre pelo CMN, que decide o percentual que valerá nos três meses seguintes. A TJLP ficou em 5% ao ano em 2013 e 2014 e foi elevada gradualmente em 2015, como parte do ajuste fiscal, que pretendeu reduzir os gastos do Tesouro Nacional com subsídios a financiamentos feitos por meio do BNDES.
O CMN é formado pelo Ban­co Central e pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. A TJLP é calculada a partir de dois parâmetros, a meta de inflação e o prêmio de risco.

Folharesume
A faixa de imóveis novos mais caros vai pagar juros menores com a decisão do CMN, que autorizou o sistema bancário a realizar os financiamentos. Mas o benefício não vale para quem usar o FGTS. Nesse caso, continua a valer o limite de R$ 750 mil (MG, RJ e SP) e R$ 650 mil para outros Estados.

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