Sáb, 07 de Março

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Com previsão de R$ 226 milhões de investimentos, governo leiloa terminais portuários

CS Infra vai administrar terminal no Porto de Santana (AP), enquanto Consórcio Portos do Sul e Fomento do Brasil Mineração levaram outros terminais

Porto de Santana, no Amapá, foi um dos leiloados em primeiro bloco de leilões de terminais portuários de 2026 Porto de Santana, no Amapá, foi um dos leiloados em primeiro bloco de leilões de terminais portuários de 2026  - Foto: Divulgação/Prefeitura de Santana

A CS Infra venceu o leilão para administrar um terminal no Porto de Santana, no Amapá, com um lance de R$ 2. Nesta quinta-feira (26), o Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizaram a primeira rodada de concessão de terminais portuários de 2026, com o leilão de terminais em três estados diferentes, que ao todo somam R$ 226 milhões de investimentos.

O terminal MCP01, do Porto de Santana, é voltado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, incluindo grãos e cavaco de madeira, e a concessão prevê um investimento de R$ 150,2 milhões ao longo de 25 anos de contrato. Participaram da concessão as empresas e venceu aquela que ofereceu o maior valor de outorga para o arrendamento do terminal.

Também foi leiloado um terminal no Porto de Natal, no Rio Grande do Norte, que é usado sobretudo para o escoamento de minério de ferro. A Fomento do Brasil Mineração LTDA venceu a licitação, com uma proposta de R$ 50 mil, e terá de investir R$ 55,17 milhões durante 15 anos da concessão.

Já na região Sul, o Consórcio Portos do Sul, formado pelas empresas Soluções Inteligentes Operadores Portuários Ltda e Simetria Transportes e Armazéns Gerais Ltda, ganhou o leilão para administrar um terminal no Porto Organizado de Porto Alegre (RS), de onde entram e saem granéis sólidos, com uma proposta de R$ 10 mil. Como foi a única proposta, não houve competição. A empresa terá de investir R$ 21,13 milhões, e a concessão tem prazo de 10 anos.

O leilão desta quinta foi precedido por brigas judiciais e revisões nos projetos. Inicialmente, o governo estudava conceder também um terminal portuário focado em transporte de passageiros em Recife (PE), mas a autoridade portuária pediu a revisão da licitação. Já o leilão do Porto de Santana ficou ameaçado por um imbróglio jurídico: a empresa Rocha Granéis entrou na Justiça Federal contra a concessão, e o pedido foi atendido pela 4ª Vara Federal do Distrito Federal. Na noite desta quarta (25), porém, o governo conseguiu reverter a decisão e o leilão foi mantido.

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