Começa a corrida da matrícula escolar

Pais devem ficar atentos para aproveitar as promoções e avaliar bem os reajustes

Lula no Cais do SertãoLula no Cais do Sertão - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

 

Maria Alice e Maria Olga, que têm cinco e sete anos, respectivamente, estudam em colégio particular. A mãe delas, a bancária Daniella Almeida, investe cerca de R$ 1,2 mil por mês para custear a educação das meninas. Só que, com a chegada do fim do ano, as direções das escolas buscam garantir e já contabilizar os alunos que pretendem continuar na instituição. Sendo assim, os comunicados sobre as matrículas e reajustes das mensalidades começam a chegar em casa.

No caso de Daniella e suas filhas, a escola em que elas estudam oferece uma condição especial aos pais a fim de que os acréscimos não pesem tanto no início do ano que vem. “Ele [o colégio] nos enviou uma circular chamando para efetuar a matrícula até dezembro e, em contrapartida, posso pagar a taxa sem a alteração de 2017”, explica a bancária. Ou seja, o mesmo valor da mensalidade que já paga durante este ano. Quem deixar para o ano que vem, Daniella diz que pagará R$ 80 mais caro.

Para aliviar a situação da mãe que tem as duas filhas matriculadas, a escola ainda deu mais uma ‘ajudinha’. Daniella conta que a mensalidade de uma das filhas - ambas estudam no turno da manhã - ficou com o valor da tarde (que é mais barato). Essa atitude, na opinião do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe), José Ricardo Dias, é benéfica também para a direção, pois reduz a evasão. Entretanto, chama a atenção aos diretores para que isso seja feito com planejamento para que não atrapalhe na planilha de custo da instituição.

“Os diretores dos colégios já estão trabalhando com os pés no chão. É muito improvável que haja ‘promoções’, pois a situação já é apertada”, relata o presidente do Sinepe.

Aumentos

O assessor jurídico da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PE), Cláudio Marinho, alerta as famílias sobre a necessidade de fiscalizar os aumentos nas mensalidades escolares. Segundo ele, é importante que os responsáveis peçam ao colégio a prestação de contas e confiram suas justificativas para a elevação dos valores. Se for constatado que o reajuste é incompatível com a planilha, pode ser considerado abusivo.

“O acréscimo tem que ser justificado em investimentos e mudanças qualitativas aos estudantes”, comenta Marinho. Daniella conta que a instituição em que suas filhas estão vinculadas está investindo para se tornar bilíngue e para ofertar aulas de robótica. Em sua opinião, o aumento está justificado. Porém, se um pai ou mãe notar irregularidade no aumento, pode abrir uma reclamação no Procon-PE (rua Floriano Peixoto, 141, bairro São José). Se for constatado o abuso, o colégio pode pagar multa de R$ 1 mil até R$ 7 milhões e pode sofrer até suspensão de funcionamento.

 

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