Comércio eletrônico pede isenção de rodízio e proteção para retomar entregas

O Conselho de Comércio Eletrônico da federação estima que cerca de 50 mil varejistas formais do e-commerce foram prejudicados diretamente pela alta dos combustíveis

Comércio eletrônicoComércio eletrônico - Foto: Reprodução/Internet

Prevendo uma queda de R$ 300 milhões nas vendas esperadas para o comércio eletrônico em maio, a FecomércioSP passou a reivindicar apoio do poder público para a retomada das entregas. Entre os pedidos da federação do comércio que serão enviados à prefeitura e ao governo de São Paulo estão a isenção de rodízio para o transportes de cargas e entregas expressas, permissão para circular nas marginais, garantia de segurança de motoristas e cargas e o reforço de auditoria e agilidade na liberação de mercadorias nos postos fiscais estaduais.

O Conselho de Comércio Eletrônico da federação estima que cerca de 50 mil varejistas formais do e-commerce foram prejudicados diretamente pela alta dos combustíveis. Em nota, o Conselho e as transportadoras ligadas a ele se comprometem a contratar, se possível, uma frota adicional terceira para minimizar os impactos da greve.

Outro compromisso do grupo é a contratação extra de escoltas ostensivas e a solicitação de reforço pela Polícia Rodoviária Federal. O comitê espera que os veículos transportem mais valor do que o habitual até que a situação se normalize.

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Prejuízos
Segundo dados da Ebit, empresa que compila informações sobre o varejo digital, as vendas diárias do comércio eletrônico no País foram, em média, 20% menor do que o esperado durante o período de paralisação. Diante desse cenário, a Ebit reduziu em 7,4 pontos porcentuais - de 20,7% para 13,3% - a expectativa de crescimento para o setor em maio de 2018, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Ou seja, o setor deverá apresentar perdas acima de R$ 300 milhões em vendas em maio, em razão da greve dos caminhoneiros. A estimativa era que as vendas online atingissem R$ 4,57 bilhões. Também na nota, Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e diretor de relações institucionais da Ebit, disse que a dificuldade atinge o comércio eletrônico em um momento que se desenhava muito positivo.

Antes das paralisações, o setor comemorava vendas expressivas de Dia das Mães e também pelo aumento na aquisição de televisores para a Copa do Mundo.

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