Comércio espera crescimento de vendas para o Dia das Crianças

A CNC estima que as vendas no varejo referentes ao Dia das Crianças deverão evoluir 4,4% em relação a 2018

Comércio. Comércio.  - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

As vendas nos shoppings do País para o Dia das Crianças devem crescer cerca de 6% de acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Os lojistas esperam aumento de até 10% no fluxo de visitantes na data dedicada ao público infantil. No Recife e Região Metropolitana, a expectativa de crescimento nas vendas dos shoppings está entre 6% e 8%.

De acordo com a Abrasce, brinquedos, vestuário e calçados continuam sendo os principais itens comercializados no Dia das Crianças, com previsão de expansão de 92%, 54% e 38%, respectivamente. Entre as opções de lazer e entretenimento, o destaque é o cinema, com 81% de procura pelo público, e praça de alimentação, 79%. Confirmando a expectativa positiva, a Abrasce estima que o gasto médio vai oscilar entre R$ 100 e R$ 200.

O economista da Fecomércio - PE, Rafael Ramos, observa que a grande expectativa para a data também é por causa de quem deixa para comprar no último momento: “A maioria das vendas é dos retardatários. É um hábito do brasileiro de deixar as compras para cima da hora. Então, é provável que o pico de vendas seja esta sxta, que é o dia anterior, e sábado, já que o comércio tradicional do Centro do Recife sinalizou que vai estar aberto mesmo sendo feriado”.

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vendas no varejo referentes ao Dia das Crianças deverão evoluir 4,4% em relação a 2018, sendo o terceiro ano consecutivo de alta real, já descontada a inflação. “Nós temos uma conjuntura bem mais positiva que a do ano passado. Em 2018, o Dia das Crianças teve anteriormente a greve dos caminhoneiros, que prejudicou a data” explica Ramos.

Dos 11 itens avaliados pela pesquisa da CNC, cinco mostraram preços mais baixos em relação à data do ano passado: roupas infanti, menos 4%; tênis, 3%; chocolates, 1,4%; bicicletas, 0,8%; e brinquedos em geral, 0,5%. Em contrapartida, livros e bilhetes de cinema tiveram variações acima da média, da ordem de 26,8% e 14,3%, respectivamente.

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