Compesa vai aumentar frentes de trabalho para a Adutora do Agreste

Obra vai receber R$ 16 milhões do Ministério da Integração Nacional

Presidente da Compesa, Roberto TavaresPresidente da Compesa, Roberto Tavares - Foto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco

Com a liberação de R$ 16 milhões do Ministério da Integração Nacional para as obras da Adutora do Agreste, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vai aumentar de 15 para 19 o número de frentes de trabalho espalhadas no Agreste, intensificando as obras até o final deste mês. A liberação dos recursos aconteceu depois da visita que o governador Paulo Câmara e o presidente da Companhia, Roberto Tavares, fizeram ao ministro, Helder Barbalho.

De acordo com Roberto Tavares, para concluir toda a primeira etapa do projeto da Adutora do Agreste, que corresponde ao conjunto de obras para atender 23 municípios da região - e que já está licitado -, ainda é preciso o repasse de R$ 636 milhões do Governo Federal. "Mas se vierem 360 milhões, que é o que a gente pactuou para este ano, conseguiremos atender todas as cidades. No entanto, se forem repassados R$ 200 milhões, teremos que nos replanejar. O importante é que a obra não seja mais paralisada, porque a desmobilização e remobilização gera um atraso de pelo menos um ano na conclusão da adutora. Não queremos que isso aconteça mais", explica o presidente da Compesa, lembrando que 33 cidades estão com o abastecimento de água em situação de colapso no estado.

A Adutora do Agreste é a maior obra hídrica complementar e estruturadora de Pernambuco, foi projetada para receber a água da Transposição do Rio São Francisco e atender 2 milhões de pessoas em 68 municípios, além de 80 localidades. A segunda etapa do projeto, que ainda não foi conveniada, vai beneficiar os outros 45 municípios do Agreste, a região mais afetada no estado pela seca prolongada, que já entra no sétimo ano consecutivo. "A determinação do governador é que aceleremos as obras. Quem passa pelo interior está percebendo o volume de obras, situação diferente do que se viu em 2015 e no começo de 2016", compara.

Agora a prioridade da Compesa é colocar o Sistema Adutor do Moxotó para operar até o final deste ano. A obra é a alternativa encontrada pelo governo do estado para antecipar a chegada da água do canal do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco na região Agreste. A captação da água será feita na Barragem do Moxotó, no distrito de Rio da Barra, em Sertânia, e será transportada até a Estação de Tratamento de Água (ETA), em Arcoverde, onde o sistema será interligado à Adutora do Agreste. A bateria de poços de Tupanatinga é outra obra hídrica importante para a região, cuja ordem de serviço, no valor de R$ 54 milhões, foi assinada hoje (6) pelo governador Paulo Câmara, e que também será integrada à Adutora do Agreste para atender grande parte das cidades do Agreste Meridional.

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