Complexo eólico na Chapada do Araripe entra em operação

Empreendimento é formado por 14 parques eólicos, 156 aerogeradores e tem potência de 359 Megawatts

Representantes da OAB-PE protocolou notícia crime contra mensagens de ódio a nordestinosRepresentantes da OAB-PE protocolou notícia crime contra mensagens de ódio a nordestinos - Foto: Divulgação

 

O alto da Chapada do Araripe, na divisa dos estados do Ceará, Piauí e Pernambuco, virou a menina dos olhos da geração eólica. “É de lá que saem os melhores ventos”, sentenciou o diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, Lucas Araripe. Atento a esse potencial, o executivo deu o start para a operação comercial do Complexo Ventos do Araripe III, localizado na região. Com investimento de R$ 1,8 bilhão, o empreendimento é composto por 14 parques eólicos, 156 aerogeradores e potência instalada de 359 Megawatts (MW), produção suficiente para abastecer 300 mil residências.

“A qualidade do vento brasileiro é impressionante, está entre as melhores do mundo. Como o vento é constante, conseguimos extrair receita da turbina e ofertar energia a um preço baixo”, afirmou Araripe, destacando que esse tipo de fonte renovável tem crescido bastante no País. “Ela é muito complementar ao que existe no Brasil (como a hidrelétrica) e tem mais intensidade quando a nossa matriz está vulnerável por falta de água, como acontece atualmente”. Enquanto o preço do teto para comercialização da energia oriunda de fonte eólica custa R$ 243 por MW, a solar chega, em média, a R$ 320. Segundo ele, nos últimos cinco anos, a fonte que mais se instalou foi a proveniente dos ventos.

A entrada em operação dos 14 parques se dará de maneira gradativa até o início de 2017, assegurando uma antecipação de mais de um ano para alguns parques frente aos seus respectivos cronogramas regulatórios. Do total, nove estão localizados no Piauí e cinco em Pernambuco. Quando estiver operando a plena capacidade, Ventos do Araripe III será um dos maiores complexos eólicos da América Latina.

“Para se ter uma referência da dimensão no Complexo, sua capacidade instalada é maior do que a de todos os parques eólicos instalados este ano em países como Grã Bretanha, África do Sul, México ou Argentina”, revelou. Além da implantação dos parques em Ventos do Araripe III, a desenvolvedora de projetos eólicos foi responsável pela construção de uma linha de transmissão de 35 quilômetros para conectá-los ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A falta de linha de transmissão foi, inclusive, citada por Lucas Araripe como um dos grandes entraves para o segmento. “O que acontece é que, este ano, algumas linhas sofreram atrasos e alguns projetos foram atingidos”, pontuou, frisando o esforço do Governo Federal para resolver essa equação e dar robustez ao Sistema. O Complexo Ventos do Araripe III foi responsável pela geração de, aproximadamente, 1,5 mil empregos diretos. “Além da oferta de trabalho, remuneramos os proprietários pelo arrendamento de suas áreas”, explicou.

 

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