Comércio

Confiança do empresário apresenta queda em janeiro

Fatores como o fim do Auxílio Emergencial e do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda podem contribuir para a falta de confiança dos empresários

Foto: Pixabay

Em janeiro deste ano, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), registrado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou um recuo de 2,2%, caindo para 105,8 pontos. No comparativo com o mesmo período no ano de 2020, que apresentou 126 pontos, houve queda de 16,4%. Apesar dos índices negativos, o indicador deste mês permanece no patamar de otimismo, acima de 100 pontos, pelo quarto mês consecutivo.

“Considero muito positiva a questão do índice estar acima dos 100 pontos, porque em janeiro vamos ter alguns desdobramentos. Do lado das famílias, nós temos a questão do fim do Auxílio Emergencial, que atenuou a queda do consumo e aqueceu segmentos importantes. Do lado empresarial, temos o fim do Benefício Emergencial, de Preservação do Emprego e da Renda, que deu a possibilidade pra que empresários não demitissem pessoas com carteira assinada, com a questão da suspensão de contratos e da redução da carga horária e salário, com parte desse recurso sendo custeado pelo governo. Também houve um aumento de infecções, com possibilidade de mais restrições. Tudo isso está puxando a confiança dos empresários para baixo”, explica o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos.

Além desses fatores, os altos custos para o mês de janeiro também é um fator que impulsiona a falta de confiança dos empresários. “Janeiro também é o mês em que as pessoas estão com o orçamento praticamente comprometido, com a questão de pagamento de matrículas, reajuste de serviços, IPTU, IPVA e algumas outras despesas”, ressalta o economista.

Com papéis determinantes no resultado negativo do indicador principal, dois dos principais índices do Icec registraram queda em janeiro. O referente à satisfação dos comerciantes com as condições atuais (-5,8%) caiu para 80,5 pontos e o indicador que avalia as expectativas no curto prazo, recuou pela segunda vez consecutiva (2,3%), alcançando 142,1 pontos, sendo o único acima dos 100 pontos.

Apresentando o único resultado positivo da pesquisa, o índice que mede as intenções de investimentos registrou um resultado positivo (+1%), chegando a 94,9 pontos e voltando a crescer após um recuo no mês de dezembro. A intenção de contratação de trabalhadores foi um dos destaques, subindo 2,1% e fechando o mês com 121 pontos.

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