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Confira as dicas de como usar a segunda parcela do 13° salário

Segundo especialistas, trabalhadores devem analisar suas finanças e verificar qual o seu perfil para usar o dinheiro extra com planejamento

Décimo terceiro salárioDécimo terceiro salário - Foto: PIXABAY/Divulgação

Será paga, próxima sexta-feira (20), a segunda parcela do 13° salário, que nessa última parte ganha incidência de descontos, como Imposto de Renda e contribuição previdenciária. Por isso, o valor creditado na conta do trabalhador é inferior ao da primeira, paga no fim de novembro. Contudo, independentemente do valor, a utilização desses recursos extras deve, segundo especialistas em finanças, ser racionalizada e planejada.

“É preciso planejamento para não 'queimar' o dinheiro com gastos supérfluos que podem ser evitados. Faça um diagnóstico da sua situação financeira, relacionando as despesas fixas e variáveis para descobrir o comprometimento dos seus ganhos”, orienta o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

De acordo com ele, o uso racional do dinheiro extra poderia ser dividido em três grandes perfis de trabalhadores - os com dívidas; o poupador e o investidor. “Quem estiver com financiamentos ou dívidas no cheque especial ou no cartão de crédito, deve estabelecer uma estratégia para eliminar o problema. Essas devem ser as primeiras dívidas a serem combatidas, já que as taxas de juros são mais altas do que a lucratividade de qualquer aplicação segura”, orienta Domingos. Contudo, ele ressalta que se não for para quitar 100% da dívida, é mais interessante investir o valor e para ter força para negociar no futuro.

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Para o poupador ou que é investidor, a dica do especialista é usar essa renda extra para potencializar esse dinheiro. “ Para isso, é importante estabelecer sonhos e objetivos para “carimbar” esse dinheiro de acordo com o prazo, que irá fazer toda a diferença”, indica. Segundo ele, os de curto são aqueles que se pretende realizar em até um ano. “Para esses, é interessante aplicar em caderneta de poupança, pois, quando necessitar, terá a disponibilidade de retirar sem pagar taxas, imposto de renda ou perder rendimentos”, explica.

Já os sonhos de médio prazo abrangem um período de um a dez anos. São, segundo Domingos, aqueles que não ocorrem imediatamente, mas conseguimos visualizar a realização em um período não tão longo. “Para estes são interessantes linhas que tenham prazos pré-estabelecidos no período do sonho a ser realizado. Dentre as opções, recomendo Tesouro Direto, CDB, Fundo de Investimentos, Título do Tesouro e ouro. Neste caso, o melhor é pesquisar em, pelo menos, três instituições financeiras de grande porte”, esclarece.

O educador da Desop, Arthur Lemos, atenta para que além dos gastos adicionais de fim de ano, o incremento nas finanças promovido pelo pagamento do décimo também deve ser utilizado pensando no futuro próximo. "O ideal é que o trabalhador utilize o recurso extra para antecipar os gastos do início do próximo ano, como pagamento de IPTU, IPVA, materiais e matrículas escolares, para quem tem filho”, ressalta.

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