Conselho administrativo da Renault mantém Carlos Ghosn na presidência

Ghosn permanece como presidente e diretor-geral, como havia sido anunciado em 20 de novembro

Ex-CEO da Nissan, Carlos Ghosn, é acusado de sonegaçãoEx-CEO da Nissan, Carlos Ghosn, é acusado de sonegação - Foto: Toru Yamanaka/ AFP

O conselho administrativo da Renault ratificou nesta quinta-feira (13) Carlos Ghosn, preso no Japão por ocultar parte de sua renda, como presidente da multinacional. Ghosn permanece como presidente e diretor-geral, como havia sido anunciado em 20 de novembro, explicou o principal fabricante de automóveis francês, que "não está em posição de decidir" sobre as acusações contra ele.

O conselho de administração da Renault chegou à "conclusão preliminar, à conformidade dos elementos de remuneração do presidente-gerente geral da Renault e das condições de sua aprovação de acordo com as disposições legais", referindo-se a às apurações iniciadas após a prisão de Ghosn no Japão. Os administradores da empresa designaram provisoriamente a Thierry Bolloré como diretor-geral do grupo. Após o escândalo, Ghosn foi demitido da presidência dos conselhos de administração da Nissan e da Mitsubishi no Japão.

Leia também:
Parceria Renault-Nissan-Mitsubishi questionada após prisão de executivo
Renault perde mais de 8% na bolsa após detenção de Ghosn


INVESTIGAÇÃO PRÓPRIA

Ainda nesta quinta, a Renault informou que a auditoria realizada após a prisão de Ghosn não encontrou irregularidades em seus salários como presidente da montadora francesa.

O comunicado da Renault, divulgado depois de uma reunião de diretoria de cinco horas, pouco ajudou para resolver o impasse com a parceira japonesa. O conselho da Renault também pediu que os advogados da empresa continuem examinando um dossiê de denúncias entregues pela Nissan esta semana, afirmou a empresa em comunicado.

Porém, de acordo com a "conclusão preliminar" da investigação interna foi que a remuneração de Ghosn na Renault estava "em conformidade com a lei aplicável" e com diretrizes de governança, disse a montadora francesa. A empresa não fez comentários sobre as alegações da Nissan. A crise na diretoria abalou a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi e o presidente-executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, pediu mudanças para diminuir o controle dos franceses.

A Renault detém 43,4% da Nissan, que possui 15% da francesa, sem direito a voto. A Nissan, por sua vez, controla a Mitsubishi através de uma participação de 34%.
De acordo com dados revelados pela investigação da Nissan, Ghosn também teria usado fundos da empresa para uso pessoal, além de ter cometido outras condutas impróprias. O relatório de 400 páginas foi compartilhado com advogados da Renault.

Veja também

Secretários de Fazenda apelam ao Congresso pela prorrogação do auxílio emergencial
Benefício

Secretários de Fazenda apelam ao Congresso pela prorrogação do auxílio emergencial

Lojas e restaurantes de São Paulo dizem que novas restrições levarão a mais demissão
Restrições

Lojas e restaurantes de São Paulo dizem que novas restrições levarão a mais demissão