Dom, 08 de Fevereiro

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Economia

Consultas por empréstimos do BNDES crescem pela 1ª vez desde 2012

Até novembro, o BNDES recebeu consultas para financiamentos que somam R$ 80,3 bilhões, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - Foto: Divulgação

As buscas por novos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentaram 6% entre janeiro e setembro de 2018. É a primeira vez desde 2012 que o indicador é positivo na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Até novembro, o BNDES recebeu consultas para financiamentos que somam R$ 80,3 bilhões, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior, em valores corrigidos pela inflação.

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A consulta é a primeira fase de um pedido de empréstimo no banco e indica o apetite do empresariado para investir. O número ainda é baixo em relação ao recorde de R$ 291,4 bilhões atingido em 2012, em valores corrigidos, mas aponta para recuperação após cinco anos seguidos de queda no indicador.

De acordo com o BNDES, indústria e infraestrutura puxam a alta. As consultas de novos financiamentos feitas pela indústria somam R$ 23,6 bilhões em 2018. Para infraestrutura, são R$ 31,9 bilhões.

Os enquadramentos, segunda fase no processo de financiamento do banco, também tiveram aumento até setembro para R$ 75,4 bilhões, contra R$ R$ 69,9 bilhões no mesmo período do ano anterior, também em valores corrigidos.

Por outro lado, o banco continua liberando menos recursos: foram R$ 44,2 bilhões até setembro, 15,8% a menos do que no mesmo período do ano anterior. É o quinto ano seguido de queda.

Em nota, o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, diz que há defasagem entre enquadramentos e aprovações de novos financiamentos e os desembolsos ainda em queda.

"Portanto, essa expansão [de consultas e enquadramentos] ainda se refletirá nos desembolsos até o fim de 2018, que ficarão dentro do estimado inicialmente", afirmou. O banco projeta fechar o ano com a liberação de cerca de R$ 70 bilhões.

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