Contas públicas têm maior superávit para janeiro em 22 anos

O resultado foi possível devido ao bom desempenho das receitas federais no mês passado

O ministro Paulo Guedes só contabilizou nas contas projetos que têm maiores chances de concretizaçãoO ministro Paulo Guedes só contabilizou nas contas projetos que têm maiores chances de concretização - Foto: Pixabay

Com a recuperação da arrecadação, as contas do governo fecharam janeiro com um superávit primário de R$ 31 bilhões, melhor resultado para o mês desde 1997, início da série histórica do Tesouro Nacional.

O melhor resultado em 22 anos, anunciado pelo órgão nesta terça-feira (27), foi possível devido ao bom desempenho das receitas federais no mês passado. Na comparação com o superávit do mesmo mês do ano passado, a alta foi de 67,8%.  O resultado primário é dado pelas receitas menos despesas antes do pagamento de juros.

Leia também:
Mercado projeta déficit de R$ 149,18 bi nas contas públicas neste ano
Contas públicas registram saldo positivo de R$ 4,758 bilhões em outubro


Ajudada pela recuperação da economia, pelo Refis e pela alta da alíquota do PIS/ Cofins dos combustíveis, a receita líquida totalizou R$ 136,4 bilhões, alta de 11,7% em relação ao mesmo período de 2017. No mês passado, o programa de parcelamentos teve elevada adesão de contribuintes pagando à vista.

Já as despesas somaram R$ 105,3 bilhões, uma leve alta de 1,6% na mesma comparação.No acumulado em 12 meses, o deficit acumulado é de R$ 113,6 bilhões. A meta para o ano é de um deficit de R$ 154,8 bilhões.

Enquanto meses de janeiro tradicionalmente apresentam superávit, a tendência, de acordo com o Tesouro, é que em fevereiro o resultado seja negativo, já que haverá transferências de impostos a Estados e municípios e pagamento de royalties, além de quitação de abono salarial.

Previdência
Apesar do bom resultado das contas públicas, no mês passado o deficit do Regime Geral de Previdência Social somou R$ 14,4 bilhões, montante 5,1% maior do que o registrado no primeiro mês do ano passado e o pior resultado da história.

No mesmo período, o Tesouro Nacional e o Banco Central tiveram um superávit de R$ 45,5 bilhões, mais de 40% a mais do que no ano passado.
Em dezembro, o deficit foi de R$ 21,1 bilhões, bem abaixo do registrado no último mês do ano retrasado, quando o rombo ficou em R$ 62,4 bilhões.

Veja também

Juros do cheque especial sobem e taxas do rotativo caem em setembro
Economia

Juros do cheque especial sobem e taxas do rotativo caem em setembro

Varejo deve crescer até 3% em novembro puxado pela Black Friday
Economia

Varejo deve crescer até 3% em novembro puxado pela Black Friday