Comércio

Contratação de temporários para fim de ano será tímida

De acordo com a CDL Recife a contratação de temporários para a data será, em média, 20% menor quando comparada ao ano anterior

Compras no comércioCompras no comércio - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O período de Natal costumava ser a época em que o comércio mais vendia e contratava temporários. No entanto, com a chegada da pandemia, essa prática será diferente neste ano. Embora ainda falte pouco mais de dois meses à data, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que apenas 70,7 mil trabalhadores temporários serão contratados, em todo o país, neste fim de ano. O número é 19,7% menor do que o registrado em 2019 (88 mil). No Estado a estimativa alinha-se ao panorama nacional. 

É que segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), Cid Lôbo, a contratação de temporários para a data será, em média, 20% menor quando comparada ao ano anterior. “A tendência é que realmente o número seja menor do que os últimos anos, porque tem muitas empresas com funcionários no afastamento, então a primeira opção é trazê-los de volta”, explica. 

Para ele a contratação de temporários deve ser maior nos setores que estão puxando a demanda, como os setores de material de construção, eletrodomésticos, artigos para casa, entre outros. “Esses setores estão puxando para cima a demanda. É que como as pessoas estão em casa mais tempo, em razão do isolamento social, a necessidade de tornar o ambiente mais confortável leva as pessoas a consumirem mais produtos relacionados a estes setores”, acrescenta e ainda diz que nos tradicionais setores de vestuário, calçados, as vendas devem ser menores neste fim de ano. 
 


Esses segmentos, historicamente, respondem pela maior parte dos empregos temporários neste período do ano. Contudo, eles deverão ofertar 30,7 mil vagas neste ano. O economista da CNC, Fabio Bentes,  responsável pelo estudo, ressalta que esse total equivale a pouco mais da metade dos 59,2 mil postos criados em 2019. “Este ramo do varejo vem apresentando mais dificuldades de recuperar o nível de vendas anterior ao início do surto de covid-19”, afirma. 

Quem tiver interesse em conquistar uma vaga de temporário, “a hora é esta”, diz Cid Lôbo. “É bom enfatizar que a época de distribuir currículos e sair em luta é agora. Quem tiver disposto já pode procurar as agências de trabalho, os shoppings, as lojas do centro. É melhor procurar se posicionar às vagas em setores com maior demanda, como as de materiais para casa, construção, reformas”, orienta. 

Nos shoppings, o panorama não é diferente. Segundo o presidente da Associação de Lojistas de Shopping  de Pernambuco (Aloshop), Ricardo Galdino, as contratações devem ficar para o próximo ano. “As empresas estão com quadro enxuto. Somente as grandes redes ou as que estão em expansão que devem contratar. No mais, os lojistas devem preparar as equipes e valorizar o quadro já disponível”, afirma. 

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