Copa do Mundo de 2026 pode impulsionar consumo e aquecer economia da Região Metropolitana do Recife
Pesquisa da UniFafire aponta que mais de 83% dos moradores da RMR acompanham a Seleção Brasileira durante grandes competições
A Copa do Mundo de 2026 tem potencial para movimentar diferentes setores da economia da Região Metropolitana do Recife (RMR), segundo levantamento realizado pela UniFafire Inteligência de Mercado. A pesquisa, feita entre os dias 25 de maio e 5 de junho com 800 moradores da região, identificou um cenário favorável para o comércio, serviços, bares, restaurantes e empresas interessadas em desenvolver ações ligadas ao maior evento esportivo do planeta.
De acordo com o estudo, 46,36% dos entrevistados demonstram otimismo em relação à participação da Seleção Brasileira na competição. Desse total, 31,55% afirmaram estar otimistas e 14,81% muito otimistas. Outros 33,84% disseram ser indiferentes ao desempenho da equipe, enquanto 19,8% se declararam pessimistas ou muito pessimistas.
Para o coordenador da pesquisa da UniFafire Inteligência de Mercado, João Paulo Nogueira, os números indicam um ambiente favorável para iniciativas voltadas ao consumo e ao entretenimento.
“Os dados revelam um horizonte promissor para a Copa do Mundo na RMR. Além do grupo já otimista, existe uma parcela expressiva da população que hoje se declara indiferente, mas que tende a ser naturalmente atraída pelo ambiente festivo e pelo forte apelo social que o torneio exerce no Brasil”, afirma.
Segundo o pesquisador, esse público considerado indiferente representa uma oportunidade para empresas que pretendem investir em campanhas promocionais e experiências relacionadas ao evento.
“A indiferença não deve ser interpretada como desinteresse. Trata-se de um público potencialmente receptivo que pode ser conquistado por campanhas criativas, ativações de marca e experiências ligadas ao entretenimento, à convivência social e à celebração dos jogos”, acrescenta.
Público feminino
O levantamento também identificou diferenças de comportamento entre homens e mulheres. Entre as entrevistadas, 41,70% declararam-se indiferentes à Copa do Mundo, enquanto entre os homens esse percentual foi de 22,46%.
Na avaliação de João Paulo Nogueira, o dado aponta para possibilidades de ações voltadas especificamente ao público feminino.
“O mercado costuma associar a Copa apenas ao universo esportivo tradicional. No entanto, existe uma oportunidade para trabalhar conceitos ligados à gastronomia, entretenimento, moda casual, bem-estar e experiências coletivas, ampliando a participação do público feminino e gerando novas possibilidades de consumo”, observa.
Interesse
Outro resultado destacado pela pesquisa está relacionado ao hábito de acompanhar a Seleção Brasileira. Segundo o levantamento, 41,76% dos entrevistados acompanham a equipe apenas durante a Copa do Mundo. Outros 29,63% afirmaram assistir a todos os jogos da seleção, incluindo amistosos, enquanto 12,26% acompanham apenas competições oficiais.
Somados, os grupos representam 83,65% dos moradores da Região Metropolitana do Recife, indicando o alcance do torneio entre a população.
“O torneio possui um efeito agregador único. Mesmo pessoas que não acompanham futebol regularmente acabam se envolvendo com o evento por fatores culturais, familiares e sociais. Isso amplia significativamente o potencial de consumo em diversos segmentos da economia”, destaca o pesquisador.
Comércio
A análise da UniFafire aponta que a combinação entre o elevado interesse pelos jogos e a percepção positiva em relação à competição pode favorecer segmentos como supermercados, bares, restaurantes, serviços de alimentação, comércio de vestuário, eletrônicos e entretenimento.
Segundo o estudo, a Copa do Mundo de 2026 tende a estimular o consumo e a participação em atividades coletivas, especialmente em estabelecimentos que desenvolvam ações relacionadas ao evento.
“As empresas que se prepararem com antecedência terão condições de aproveitar um dos períodos de maior mobilização popular dos próximos anos”, conclui João Paulo Nogueira.
A pesquisa possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

